
Mercado Externo: Atenção às tratativas comerciais entre EUA e China
O mercado global continua repercutindo o corte de juros realizado pelo Fed na reunião desta semana. Os futuros dos principais índices nos Estados Unidos abrem em leve queda, com os mercados recuando de patamares recordes alcançados em dias anteriores. Agentes aguardam novidades sobre a relação comercial entre Estados Unidos e China, uma vez que os presidentes dos dois países devem conversar na manhã desta sexta-feira. O principal assunto das conversas provavelmente não será o setor agrícola norte-americano; ainda assim, uma sinalização positiva da China na importação de grãos – principalmente soja – norte-americanos podem vir em boa hora e inspirar o otimismo de agentes de mercado.
Índices asiáticos encerraram a sessão passando sinais inversos. Enquanto no Japão, onde o Banco Central anunciou uma manutenção do atual patamar de juros, vimos uma alta, as bolsas da Ásia continental recuaram para fechar a semana. Na Europa, as bolsas abriram em alta. O Banco Central Inglês manteve a taxa de juros em 4% e o euro segue recuando após ter atingido máximas em comparação ao dólar no início da semana.
No Brasil, o dia deve ser de uma agenda mais esvaziada. Para fechar a semana, o mercado ainda mantém alguma preocupação com relação a possíveis retaliações comerciais à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marco Rubio, Secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou nos últimos dias que essas retaliações seriam anunciadas na semana que vem. O dólar voltou a operar acima do patamar de R$ 5,30 após vermos uma valorização expressiva do real no decorrer da semana.
Na Argentina, o Banco Central teve que intervir novamente no câmbio, revelando o alto grau de incerteza econômica que tem assolado o país nos últimos dias após as derrotas de aliados de Javier Milei nas eleições provinciais de Buenos Aires.
Soja em alta
O relatório de vendas de exportação entregou resultados que soaram como um respiro à precificação da soja em Chicago. As 923 mil toneladas vendidas na semana passada, comercializadas principalmente com o Egito e México, proporcionaram uma leve alta no preço do grão.
A tendência, no entanto, continua baixista. O início da colheita tende a entregar uma pressão sazonal nos preços físicos. Além disso, a ausência da China como destino da soja americana segue como um ponto de preocupação. Atualizações comerciais podem ocorrer ainda hoje mediante a continuação das tratativas entre Donald Trump e Xi Jinping.
A soja fechou o pregão com futuros marcando US¢1040,50/bu (+3 cents por bushel).
Milho em alta
O milho reagiu de maneira positiva às atualizações no relatório de vendas de exportação publicado ontem. O aumento de 128% das exportações em comparação à semana anterior fez com que os preços encontrassem suporte.
Além do mais, as incertezas acerca dos resultados na atual safra do grão estadunidense continuam. A seca em algumas regiões atrapalhou o desenvolvimento da cultura e pode comprometer os rendimentos e produtividade. Algumas chuvas são esperadas para as próximas semanas, o que pode fortalecer a evolução do milho que foi plantado de maneira atrasada, mas também pode atrapalhar as colheitas.
O futuro encerrou o pregão noturno desta sexta-feira marcando US¢425,50/bu (+1,75 cents por bushel).
Trigo estável
O trigo manifestou um comportamento estável no último pregão noturno. O crescimento das exportações em comparação à semana anterior exibidos no relatório de vendas de exportação dos EUA fez com que os preços encontrassem algum suporte. Ainda assim, segue a tendência negativa para os futuros, uma vez que o alto grau de competitividade na comercialização entre EUA e Mar Negro continua e ampla quantidade de trigo ofertada no mercado também limita potenciais de alta.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.