
Mercado Externo: Shutdown e conversa entre Lula e Trump são destaques do mercado
Os principais índices acionários norte-americanos terminaram a segunda-feira (6) de maneira mista. O destaque segue sendo o shutdown do governo americano, cuja proposta orçamentária segue indefinida. Além disso, nota-se a relevância das operações multibilionárias de fusões e aquisições entre AMD e OpenAI no setor de tecnologia. Hoje, índices seguem operando de forma mista.
Ocorreu, ontem, uma conversa entre Trump e Lula por telefone. A reunião foi tida como produtiva para os dois representantes, ainda que o mercado não tenha reagido de maneira demasiadamente otimista. A expectativa é de que um novo encontro ocorra de maneira presencial dentro das próximas quatro semanas. Espera-se, portanto, que haja avanços nas tratativas comerciais entre os dois países, sobretudo no que tange às taxações sobre os produtos brasileiros.
A conversa entre os presidentes fez com que o dólar recuasse em comparação ao real. A desvalorização da moeda americana frente a divisa brasileira, de 0,47%, foi a segunda consecutiva, e ocorreu de maneira divergente ao comportamento do dólar para com outras moedas no globo.
O Ibovespa encerrou as operações ontem registrando um recuo de 0,41%. Hoje, o índice está ampliando as perdas.
As bolsas asiáticas contemplaram ganhos nesta terça-feira. No Japão, há otimismo quanto às futuras estratégias monetárias de Sanae Takaichi, a qual foi eleita líder do Partido Liberal Democrata e deve se tornar a primeira primeira-ministra feminina da história do Japão. Na China, os mercados estão fechados devido ao Feriado Nacional Chinês.
Na Europa, mercados operam com ligeiros ganhos. Os holofotes continuam apontados para a França, onde houve a renúncia do então primeiro-ministro Sébastien Lerconu, nomeado ao cargo há duas semanas.
Soja em alta
A soja fechou a sessão em alta.
Estímulos altistas seguem sendo absorvidos mediante às recentes declarações de Trump acerca de um auxílio financeiro aos produtores agrícolas norte-americanos. A determinação deve vir à tona caso não haja avanços nas tratativas comerciais entre China e Estados Unidos, tendo a soja como protagonista no debate.
O suporte dos preços está também associado às recentes condições secas, que contribuíram negativamente para a produtividade.
Ainda assim, a ausência da China na pauta exportadora norte-americana segue sendo um entrave para altas mais significativas dos preços.
Milho estável
O milho fechou o pregão noturno desta terça-feira de maneira estável.
As inspeções de exportação do USDA, divulgadas nessa segunda (6), mostram que os embarques do grão americano continuaram robustos nesta última semana, o que deve refletir na continuidade de estímulos altistas sobre a ótica da demanda.
Outros fatores que podem contribuir para uma dinâmica de alta a curto prazo são a ajuda financeira de Trump aos produtores e relatos de números de colheita abaixo do esperado em alguns locais de cultura nos EUA.
Como não houve a publicação das atualizações de safra ontem e não será divulgado também o WASDE na quinta-feira (9), ainda há certa incerteza sobre os resultados de produtividade do grão norte-americano. Mercado deve permanecer atento às atualizações e ao andamento dos processos políticos no shutdown
Trigo em alta
O trigo segue encontrando suporte a partir dos ajustes técnicos de mercado. Os patamares baixos da precificação fazem com que haja uma maior demanda pelos contratos neste momento.
Ainda assim, o comportamento dos futuros contempla aspectos predominantemente baixistas, uma vez que a competitividade do grão em escala mundial é alta mediante à ampla oferta.
As chuvas previstas para as planícies norte-americanas devem ocorrer nesta semana, e o desenvolvimento da cultura de inverno deve ser potencializado.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.