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Grãos | Chamada de Abertura

By: Ana Luiza Lodi, Market Intelligence Specialist

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Mercado Externo: Mercado aguarda decisão de política monetária do Fed

Essa semana começa com expectativas nos mercados financeiros globais, relacionadas à reunião de política monetária do FOMC, do Fed, com apostas em mais um corte de juros nos EUA, em 0,25 p.p. Além disso, a coletiva do presidente da instituição, após o anúncio dos juros, também é bastante aguardada, por poder indicar qual seria a postura do banco central do país para o próximo ano. O Fed também divulgará seu Sumário de Projeções Econômicas trimestral na quarta-feira (dia 10).

Na Ásia, a segunda-feira (dia 08) foi no geral positiva, após a divulgação de dados favoráveis do comércio chinês, além do anúncio de que a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários do país permitirá um relaxamento dos requisitos de capital e limites de alavancagem em busca de maior eficiência. O Nikkei do Japão, o Kospis da Coreia do Sul e o Xangai Composto encerraram o dia em alta.

Na Europa, os principais índices acionários não operam numa direção única nesta manhã, no aguardo da decisão do Fed nesta semana.

No Brasil, além da expectativa em relação ao Fed, também ocorrerá a reunião de política monetária do Copom, com perspectivas de manutenção da Selic em 15% a.a. O mercado deve acompanhar indicações do que ocorrerá a partir do próximo ano, com as apostas em um início de relaxamento monetário já na reunião de janeiro tendo perdido forças.

Além disso, após a aversão ao risco relacionada ao cenário eleitoral brasileiro, depois do anúncio de que Flávio Bolsonaro seria candidato à presidência, deve haver algum espaço para correções, mas o mercado aguarda o desenrolar dessa questão da candidatura, com as chances dos possíveis adversários de Lula sendo avaliadas. O dólar à vista começou o dia em queda, após os fortes ganhos frente ao real na última sexta-feira (dia 05).

Soja em alta

A soja fechou a primeira sessão noturna da semana no lado positivo, mas o futuro mais próximo chegou a cair abaixo do patamar de USD 11,00 por bushel, diante das dúvidas sobre o tamanho das compras de soja norte-americana pela China. Até o mento estima-se que o maior importador mundial tenha comprado em torno de 2,7 milhões de toneladas após o acordo, volume ainda muito distante das 12 milhões de toneladas previstas até o início de 2026.

Além disso, o mercado acompanha a possibilidade de um pacote de ajuda do governo norte-americano aos agricultores, em meio a preços baixos e impactos adversos das tensões com a China.

Milho em alta

O milho terminou a sessão noturna desta segunda-feira (dia 08) em Chicago em leve alta, após oscilar numa margem estreita, com o mercado aguardando o relatório de oferta e demanda do USDA, que será divulgado amanhã. 

Há a possibilidade de algum ajuste no lado da demanda, enquanto os números de produção da safra 25/26 dos EUA só serão revisados na divulgação de janeiro.

Outro ponto no radar é o planejamento da safra 26/27 do país, com os próximos meses sendo decisivos para se definir o tamanho da área plantada. As apostas são e que o cereal deve perder área, após a forte crescimento neste ciclo e o recorde produção alcançado.

Trigo misto

O trigo segue pressionado pelas perspectivas de uma oferta global ampla. As estimativas para as safras australiana e argentina se mantêm favoráveis, além de o Canadá ter revisado sua produção para o recorde de quase 40 milhões de toneladas, 3,3% acima do número anterior. Na Argentina, também se espera uma safra recorde, alcançado 25,5 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Buenos Aires.

Ademais, destaca-se que o trigo russo também se mantém competitivo e pode levar vantagens relacionadas à sua qualidade em comparação aos seus competidores, mesmo com o aumento da oferta em outros exportadores importantes. 

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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