
Mercado Externo: Preocupações com avanço russo na Europa voltam à tona
Os principais índices acionários norte-americanos operam de maneira mista nesta sexta-feira, à medida que a Oracle divulgou resultados trimestrais decepcionantes, o que fez suas ações despencarem. Dessa forma, os ganhos obtidos ao longo da semana com o corte nos juros estão sendo parcialmente devolvidos nesta sessão. As perdas concentram-se, sobretudo, nas big techs, como Google e Nvidia.
O dólar ensaia uma pequena recuperação nesta manhã, após as quedas associadas à redução dos juros e a fatores técnicos de ajuste. O real segue em valorização frente à divisa norte-americana pelo segundo dia consecutivo, após a decisão conservadora do Copom. Ainda assim, os patamares do câmbio continuam um pouco elevados após o anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Na Ásia, os mercados encerraram em alta, acompanhando os recentes ganhos em Wall Street e a promessa de políticas fiscais mais estimulantes à atividade econômica na China. No Japão, todavia, a tendência é de que o Banco Central mantenha uma postura mais conservadora no âmbito monetário, o que pode contribuir para uma dinâmica mais baixista nos principais índices acionários, como o Nikkei. O iene, por sua vez, pode encontrar margens de valorização frente ao dólar, dado o possível aumento do diferencial de juros.
Na Europa, as bolsas operam em alta. Ainda assim, há preocupação com possíveis avanços russos no território, diante da continuidade do conflito após o esfriamento das tratativas de paz e do plano europeu de financiar a Ucrânia com ativos russos congelados.
Soja em baixa
A soja recuou na CBOT neste pregão, devolvendo os pequenos ganhos da quinta-feira.
O pessimismo em torno das operações de soja entre EUA e China segue em evidência, ainda que ontem mais 264 mil toneladas tenham sido contabilizadas, totalizando 3,24 milhões de toneladas importadas pelo país asiático junto aos Estados Unidos durante no ciclo 2025/26. Trump afirmou que, factualmente, há uma discrepância entre os valores acordados e o atual ritmo de importações da China.
As vendas de exportação revelaram 696 mil toneladas exportadas pelos EUA na semana encerrada em 13 de novembro, valores decepcionantes perante a média das três semanas anteriores (1,07 milhão de toneladas) e em comparação ao ritmo de exportações do ano anterior.
Milho em baixa
O milho registrou perdas no pregão, mantendo a dinâmica de “perde e ganha” observada nas últimas 10 sessões diurnas. O comportamento oscilante em torno da estabilidade ocorre à medida que os estímulos altistas e baixistas continuam impactando os futuros simultaneamente.
As vendas de exportação foram muito robustas na semana entre os dias 7 e 13 de novembro, uma vez que 2,38 milhões de toneladas foram exportadas pelos EUA. Entende-se que esses valores limitaram baixas mais acentuadas do grão nesta sessão.
Trigo em baixa
O trigo absorveu a fraqueza do complexo de grãos e, juntamente aos estímulos baixistas predominantes, apresentou recuo na sessão.
A safra de inverno evolui bem nos Estados Unidos, ainda que as temperaturas estejam um pouco abaixo do normal para o estágio de desenvolvimento atual. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou as expectativas quanto à safra atual, o que contribui para estimativas recordes em torno do grão no país. É possível que vejamos a colheita de mais de 27,5 milhões de toneladas. A competitividade mantém-se altíssima, considerando também os rendimentos elevados na Austrália, Canadá e na região do Mar Negro.
As vendas de exportação nos EUA limitaram maiores baixas dentro deste cenário de ampla oferta, uma vez que cerca de 850 mil toneladas foram negociadas pelo país na semana entre 7 e 13 de novembro, 300 mil toneladas a mais que na mesma semana do ano passado.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.