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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: China em desaleceração

Os principais índices acionários nos EUA avançam neste início de semana, em meio a ajustes técnicos de mercado, recuperando-se parcialmente das perdas da última sexta-feira (12), associadas às preocupações com o segmento de tecnologia.
A questão da rentabilidade, lucratividade e dos investimentos relacionados às big techs deve continuar “assombrando” o mercado até que novos dados econômico-financeiros positivos tragam maior tranquilidade aos agentes. Até lá, seguiremos monitorando a situação, que hoje promove maior volatilidade no âmbito financeiro americano e internacional.
Além disso, a agenda para os EUA está relativamente vazia hoje. Amanhã, por outro lado, teremos a divulgação das vendas no varejo (outubro) e do Payroll de novembro, que pode fornecer pistas sobre o próximo movimento monetário do Fed. A tendência é que ainda ocorra mais um corte em 2026. Depois disso, permanece incerto se a postura do Fed será mais conservadora ou se haverá espaço para políticas expansionistas (a nomeação de Kevin Hassett sugere que esta segunda possibilidade continua viável).
No Brasil, o relatório Focus do Banco Central indicou mais uma redução na inflação esperada para o fechamento de 2025. Agora, os patamares giram em torno de 4,36%, ante os 4% da divulgação anterior. A inflação segue desacelerando, o que é positivo. Ainda assim, o ritmo de desaceleração é um pouco lento, o que corrobora a continuidade de uma postura conservadora do COPOM nas próximas decisões monetárias.
O dólar segue recuando no curto prazo. O índice DXY apresenta os menores níveis dos últimos 30 dias nesta manhã de segunda-feira. Certamente, esse movimento está associado aos recentes cortes de juros pelo Banco Central.
O real registra alta frente ao dólar nesta manhã. Ainda assim, os patamares continuam elevados após a notícia de que Flávio Bolsonaro deve anunciar candidatura em breve.
Na Ásia, os mercados encerraram em baixa após a divulgação de dados pouco animadores sobre a produção industrial na China. O crescimento foi de 4,8% em novembro, em comparação ao ano anterior, abaixo das expectativas de 5%. Este ritmo é o mais lento para o mês desde o fim das restrições da Covid-19, o que é alarmante para a economia do país e deve estimular ações e políticas voltadas ao aumento da produção. Além disso, as vendas no varejo avançaram apenas 1,3% em novembro em relação ao ano passado, muito abaixo das expectativas, que giravam em torno de 2,8%. No Japão, deve ocorrer um corte de 0,25 p.p. nesta semana, o que pode limitar parcialmente a recente dinâmica de baixa no índice Nikkei.
Na Europa, os mercados operam em alta, impulsionados pela expectativa de corte de juros no Reino Unido. Na zona do euro, as taxas devem permanecer inalteradas.

Soja em alta

A soja contemplou leve alta na sessão mediante ajustes técnicos de mercado. A dinâmica de curto-prazo se mantém baixista, ainda assim, dado o baixo ritmo de exportação norte-americano e a lentidão das vendas junto à China. Enquanto não há novos estímulos, esta é a tendência para o mercado.

No Brasil, o clima vem melhorando e as lavouras estão a se desenvolver bem. Desta maneira, esperam-se novas injeções de pressão aos futuros na CBOT sob a ótica da oferta mundial, considerando a iminente grande competitividade do país sul-americano.

Milho em baixa

O milho está a quase um mês apresentando um comportamento de muita estabilidade. Essencialmente, isso vem acontecendo pois o mercado está muito parado para o grão. Os fatores altistas são os mesmos, pela ótica da demanda. Em contrapartida, o grão continua pressionado pelas grandes safras.

A ausência de novidades relevantes para soja também vem contribuindo para um ritmo desacelerado das comercializações do milho na CBOT, tal como para a não ocorrência de maiores volatilidades, uma vez que a oleaginosa vinha demonstrando protagonismo e alavancando os ganhos no complexo de grãos.

Trigo em baixa

O trigo segue em baixa. O comportamento do grão nos últimos 30 dias é notoriamente baixista, tal como a soja, uma vez que o contrato contínuo se desvalorizou em 6% no período.

A problemática para o trigo continua sendo a ampla oferta dada uma temporada de grandes safras, sobretudo no Canadá e na Argentina.

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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