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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Trump planeja bloquear navios venezuelanos e petróleo dispara

Os principais índices acionários norte-americanos iniciam a quarta-feira em alta.
Parte do mercado absorveu estímulos altistas vindos do Payroll, dado que a criação de empregos superou as expectativas e, portanto, sob essa ótica, a chance de um novo corte de juros em janeiro pode ser reduzida. A criação de empregos no setor privado vem apresentando bom desempenho desde setembro, o que sugere força no mercado de trabalho, ainda que essa performance não seja observada no setor público. Em relação ao índice de desemprego, há um avanço gradual, o que indica sinais de desaceleração da economia norte-americana.

Em suma, não é possível determinar a tendência dos índices acionários nem o entendimento dos agentes quanto a esse cenário no momento, pois existem diversas interpretações que podem ser feitas e, consequentemente, absorvidas e precificadas pelo mercado. Tampouco é possível ter certeza sobre qual será o próximo passo do Fed em janeiro, ainda que grande parte dos agentes considere baixa a probabilidade de que o órgão reduza os juros nesse encontro.

Donald Trump discursou nesta terça-feira (16), alegando que a Venezuela vem protagonizando operações de tráfico de drogas, tráfico humano, entre outras ocorrências consideradas “terroristas” pelo representante norte-americano. Assim, os EUA devem impor um bloqueio naval direcionado a navios-tanque venezuelanos previamente sancionados. A fala de Trump e a possível ação estadunidense ofereceram suporte ao petróleo Brent, uma vez que as exportações venezuelanas podem ser comprometidas e, consequentemente, a oferta mundial da commodity pode ser reduzida. O plano do presidente norte-americano foi bastante criticado pela ala democrata.

Na Ásia, as bolsas fecharam de maneira mista. Na Europa, os mercados operam em alta à medida que o Reino Unido apresentou uma redução de 0,4 p.p. no índice inflacionário de novembro para dezembro. A contração inflacionária reforça a possibilidade de corte de juros na Inglaterra, o que é altista para os índices acionários locais e para a zona do euro como um todo. O FTSE 100, do Reino Unido, registrava ganhos de 1,62% pela manhã.

Soja em baixa

A soja amplia suas perdas após três fechamentos consecutivos em baixa na CBOT. A tendência baixista está consolidada no mercado, e, no momento, há poucos fatores no radar capazes de alterar esse cenário.

Seguimos sem grandes notícias sobre compras chinesas, de modo que os volumes acordados no final de outubro parecem cada vez mais distantes de serem cumpridos.

Além disso, a demora na definição das metas de biocombustíveis aumenta a pressão sobre o óleo de soja e, consequentemente, sobre a oleaginosa. Para mais detalhes, acesse o Boletim Diário de Óleos Vegetais de hoje.

Milho em alta

O milho apresentou uma leve recuperação nesta manhã, impulsionada por ajustes técnicos de mercado, após três sessões consecutivas de queda.

O grão norte-americano registra perdas menos acentuadas em comparação à soja, devido ao aquecimento da demanda, tanto pelo consumo interno quanto, principalmente, pelas exportações.

O Brasil, concorrente dos EUA, vem reduzindo o ritmo das exportações de milho em função do elevado consumo doméstico, o que oferece suporte aos futuros do grão em Chicago.

Trigo em baixa

O trigo continua registrando as maiores perdas no complexo de grãos, reflexo da ampla oferta mundial e dos avanços nas negociações entre Ucrânia e Rússia.

Trump afirmou, no início desta semana, que o acordo de paz está “mais próximo do que nunca”, uma vez que Zelenskyy concordou em não ingressar na OTAN, uma das principais condições impostas pela Rússia para encerrar o conflito. Embora a pauta territorial ainda exija diálogo e trabalho entre os dirigentes, os avanços nas tratativas vêm pressionando os futuros na CBOT, considerando as facilidades logísticas e nos fluxos de trigo da Rússia, principal exportadora mundial.

Nesta manhã, o contrato para março/26 recuou US¢1/bu, encerrando o pregão noturno a US¢508,50/bu. Ontem, o mesmo contrato registrou perdas de 2,2%. 

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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