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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: PIB americano tem crescimento anualizado de 4,3% no terceiro trimestre

Às vesperas do Natal e em momento de baixa liquidez nas bolsas, os principais índices acionários operam em alta à medida que o BEA divulgou um crescimento anualizado de 4,3% do PIB norte-americano no último trimestre. Os números foram acima do esperado pelo mercado (3,3%).

A curto prazo, a divulgação tende a ser altista à esfera financeira, devido à interpretação de bons níveis de atividade econômica. A longo prazo, considerando o fator cíclico da economia, tende a diminuir a probabilidade de novos cortes de juros, o que pode ser admitido como baixista ao mercado. Ainda assim, o sentimento otimista é limitado pelos recentes aumentos no custo de vida da população norte-americana, sobretudo às camadas mais baixas de renda, considerando também as tarifas sobre importação. 

O ouro continuou estendendo os ganhos à medida que o dólar tem perdido força. A reserva de valor associada ao metal precioso passou a ser mais procurada em meio a depreciação contínua da moeda americana nos últimos períodos.

O petróleo Brent opera em estabilidade após ganhos de 5,3% nos últimos 4 dias em meio às tensões na Venezuela e a limitação das exportações do país sul-americano dado o bloqueio naval estadunidense.

Tanto na Ásia quanto na Europa, mercados absorveram estímulos altistas de Wall Street e demonstraram ganhos nesta terça-feira.

 

 

Soja em alta

A soja ampliou os ganhos nas operações noturnas após a confirmação de uma compra de 400 mil toneladas de soja americana pela China. O mercado está começando a acreditar que a meta comercial de 12 milhões de toneladas, acordada no final de outubro, possa ser atingida. Desta maneira, os futuros passaram a encontrar suporte desde a sessão desta segunda-feira.

No Brasil, a cultura da soja segue em bom desenvolvimento. O clima segue adequado e, até então, não há grandes preocupações no radar. A colheita está prestes a começar, de modo geral. A estimativa de dezembro da StoneX para a safra brasileira indica uma produção de 177,2 milhões de toneladas.

Milho em alta

O milho acompanhou a soja nos ganhos em contemplou alta no pregão noturno da CBOT.

O grão segue sendo sustentado pelo bom ritmo de exportações norte-americanas. Ademais, o mercado abrange uma certa monotonia à medida que há poucos outros estímulos para eventuais novas volatilidades.

O milho da primeira safra no Brasil segue sendo plantado. Assim como a soja, as condições climáticas vêm contribuindo bastante para um bom desenvolvimento. Até o último sábado (20), cerca de 82% das lavouras já haviam sido semeadas.

Trigo em alta

O trigo recuou um pouco no pregão após três sessões consecutivas em alta.

Os futuros estão encontrando suportes através dos conflitos no Mar Negro, novamente. Tanto os ataques russos às instalações ucranianas quanto os ataques ucranianos às instalações russas vêm gerando uma preocupação ao fluxo comercial de trigo, o que faz com que o mercado precifique o grão de maneira um pouco mais altista neste recente recorte temporal. Ainda assim, ganhos mais acentuados não ocorreram pois ainda não se confirmou nenhum impacto amplamente negativo às cadeias de oferta e às operações logísticas.

As exportações russas estão previstas entre 53 e 55 milhões de toneladas nesta temporada. As quantias são bem menores em detrimento dos valores recorde de 70 milhões da safra 2023/24, e a competividade do cenário atual explica a dificuldade do país do Mar Negro em exportar. Sobretudo, o grão argentino e francês contemplam FOBs menores, ainda que o trigo norte-americano carregue consigo um prêmio sobre o produto russo.

Quanto as inspeções do Eurostat da semana passada, observou-se que 88 mil toneladas de trigo da União Europeia foram embarcadas na semana anterior, muito aquém das 790 mil toneladas no mesmo período no ano passado. 

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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