
Mercado Externo: PIB americano tem crescimento anualizado de 4,3% no terceiro trimestre
Às vesperas do Natal e em momento de baixa liquidez nas bolsas, os principais índices acionários operam em alta à medida que o BEA divulgou um crescimento anualizado de 4,3% do PIB norte-americano no último trimestre. Os números foram acima do esperado pelo mercado (3,3%).
A curto prazo, a divulgação tende a ser altista à esfera financeira, devido à interpretação de bons níveis de atividade econômica. A longo prazo, considerando o fator cíclico da economia, tende a diminuir a probabilidade de novos cortes de juros, o que pode ser admitido como baixista ao mercado. Ainda assim, o sentimento otimista é limitado pelos recentes aumentos no custo de vida da população norte-americana, sobretudo às camadas mais baixas de renda, considerando também as tarifas sobre importação.
O ouro continuou estendendo os ganhos à medida que o dólar tem perdido força. A reserva de valor associada ao metal precioso passou a ser mais procurada em meio a depreciação contínua da moeda americana nos últimos períodos.
O petróleo Brent opera em estabilidade após ganhos de 5,3% nos últimos 4 dias em meio às tensões na Venezuela e a limitação das exportações do país sul-americano dado o bloqueio naval estadunidense.
Tanto na Ásia quanto na Europa, mercados absorveram estímulos altistas de Wall Street e demonstraram ganhos nesta terça-feira.
Soja em alta
A soja ampliou os ganhos nas operações noturnas após a confirmação de uma compra de 400 mil toneladas de soja americana pela China. O mercado está começando a acreditar que a meta comercial de 12 milhões de toneladas, acordada no final de outubro, possa ser atingida. Desta maneira, os futuros passaram a encontrar suporte desde a sessão desta segunda-feira.
No Brasil, a cultura da soja segue em bom desenvolvimento. O clima segue adequado e, até então, não há grandes preocupações no radar. A colheita está prestes a começar, de modo geral. A estimativa de dezembro da StoneX para a safra brasileira indica uma produção de 177,2 milhões de toneladas.
Milho em alta
O milho acompanhou a soja nos ganhos em contemplou alta no pregão noturno da CBOT.
O grão segue sendo sustentado pelo bom ritmo de exportações norte-americanas. Ademais, o mercado abrange uma certa monotonia à medida que há poucos outros estímulos para eventuais novas volatilidades.
O milho da primeira safra no Brasil segue sendo plantado. Assim como a soja, as condições climáticas vêm contribuindo bastante para um bom desenvolvimento. Até o último sábado (20), cerca de 82% das lavouras já haviam sido semeadas.
Trigo em alta
O trigo recuou um pouco no pregão após três sessões consecutivas em alta.
Os futuros estão encontrando suportes através dos conflitos no Mar Negro, novamente. Tanto os ataques russos às instalações ucranianas quanto os ataques ucranianos às instalações russas vêm gerando uma preocupação ao fluxo comercial de trigo, o que faz com que o mercado precifique o grão de maneira um pouco mais altista neste recente recorte temporal. Ainda assim, ganhos mais acentuados não ocorreram pois ainda não se confirmou nenhum impacto amplamente negativo às cadeias de oferta e às operações logísticas.
As exportações russas estão previstas entre 53 e 55 milhões de toneladas nesta temporada. As quantias são bem menores em detrimento dos valores recorde de 70 milhões da safra 2023/24, e a competividade do cenário atual explica a dificuldade do país do Mar Negro em exportar. Sobretudo, o grão argentino e francês contemplam FOBs menores, ainda que o trigo norte-americano carregue consigo um prêmio sobre o produto russo.
Quanto as inspeções do Eurostat da semana passada, observou-se que 88 mil toneladas de trigo da União Europeia foram embarcadas na semana anterior, muito aquém das 790 mil toneladas no mesmo período no ano passado.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.