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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Trump revela plano de ação para as reservas de petróleo venezuelanas

Os principais índices norte-americanos continuam operando sem grandes volatilidades nesta quarta-feira, mantendo o comportamento observado no início da semana, apesar das tensões geopolíticas vigentes.
Trump anunciou que pretende importar e refinar cerca de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano.

O plano do presidente norte-americano inclui ampliar o acesso às reservas venezuelanas e redirecionar a estocagem da commodity para os EUA. Além disso, o setor petrolífero tem se mostrado um palco relevante para negociações entre Estados Unidos e Venezuela, já que os americanos devem contribuir para a reestruturação do segmento produtivo no país sul-americano em troca do aumento da participação estadunidense nos recursos e da redução da influência de aliados de Maduro, como China e Rússia, em território venezuelano.

O mercado começou a precificar um potencial aumento da oferta após o anúncio de Donald Trump. Ainda assim, como discutido anteriormente, os efeitos sobre os preços devem se manifestar de forma mais acentuada no longo prazo, dada a complexidade das operações de reestruturação produtiva na Venezuela.

O ouro e a prata recuam nesta manhã, após ajustes técnicos, depois de ganhos expressivos de 3,8% e 14,1%, respectivamente. O algodão segue em alta, sustentado pela iminente redução da área de plantio nos EUA devido aos baixos preços do último ano.

Na Ásia, os mercados encerraram com perdas à medida que as tensões entre China e Japão permanecem elevadas. Pequim proibiu as exportações de bens com utilidade militar para Tóquio, decisão mal recebida pelas bolsas japonesas. O Nikkei apresentou queda de 1,06%.

Na Europa, as bolsas operam sem direção única. A preocupação dos europeus gira em torno da intenção de Donald Trump de anexar a Groenlândia ao território americano, o que poderia resultar até mesmo em um conflito armado na região. O presidente norte-americano considera a área estrategicamente relevante do ponto de vista militar.

 

 Soja em alta 

A soja registrou novos ganhos na sessão, impulsionada pela compra de 10 carregamentos de soja americana pela China, o que trouxe euforia ao mercado. O grão subiu 1,04% (11 cents) no pregão noturno.

Foi divulgado o índice Barômetro da Economia Agrícola de dezembro/25, pela Purdue University - CME Group, que mede a saúde do setor nos Estados Unidos. A pesquisa abrangeu 400 produtores com valor de produção igual ou superior a 500 mil dólares. Entre eles, 48% acreditam que as exportações de soja devem crescer nos próximos cinco anos, 39% esperam estabilidade nos volumes e 19% preveem queda nas vendas. Apesar dessa visão otimista, cerca de 85% dos produtores demonstraram preocupação ou muita preocupação com a competitividade brasileira na oleaginosa.

A atualização da balança comercial brasileira revelou que 940,8 mil toneladas foram exportadas na semana até 31 de dezembro de 2025, mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2024. As exportações brasileiras de soja atingiram patamares recordes em 2025, e o ritmo de vendas deve continuar intenso em 2026, dado o alto potencial da atual safra em termos de quantidade e desenvolvimento.

 Milho em alta

O milho acompanhou a soja e apresentou ganhos na sessão.

Sob a ótica dos fundamentos, o mercado segue sem grandes novidades.

Na semana até 31 de dezembro de 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de milho, 12,2% a mais em relação à semana anterior e 62,4% acima do mesmo período do ano passado. O ritmo de exportações do milho brasileiro cresceu no último mês. Ainda assim, o acumulado da safra 2024/25 continua abaixo da média das últimas três safras.

Trigo em alta

O trigo seguiu o complexo de grãos e apresentou alta no pregão noturno.

A China demonstra preocupação com a evolução da safra. O desenvolvimento em algumas regiões, como Henan, tem se mostrado fraco até o momento. Os chineses passarão a monitorar com mais atenção a cultura de inverno, sendo que o fator climático também ganha relevância, uma vez que as condições pluviométricas estão muito secas na região há algum tempo.

Em caso de perda de rendimento da safra, é possível que a China venha a negociar com os EUA para garantir seus estoques, o que seria positivo para os produtores norte-americanos e altista para os futuros em Chicago.

 

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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

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Fonte: **Estimativas StoneX.
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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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