
Mercado Externo: Trump revela plano de ação para as reservas de petróleo venezuelanas
Os principais índices norte-americanos continuam operando sem grandes volatilidades nesta quarta-feira, mantendo o comportamento observado no início da semana, apesar das tensões geopolíticas vigentes.
Trump anunciou que pretende importar e refinar cerca de 50 milhões de barris de petróleo venezuelano.
O plano do presidente norte-americano inclui ampliar o acesso às reservas venezuelanas e redirecionar a estocagem da commodity para os EUA. Além disso, o setor petrolífero tem se mostrado um palco relevante para negociações entre Estados Unidos e Venezuela, já que os americanos devem contribuir para a reestruturação do segmento produtivo no país sul-americano em troca do aumento da participação estadunidense nos recursos e da redução da influência de aliados de Maduro, como China e Rússia, em território venezuelano.
O mercado começou a precificar um potencial aumento da oferta após o anúncio de Donald Trump. Ainda assim, como discutido anteriormente, os efeitos sobre os preços devem se manifestar de forma mais acentuada no longo prazo, dada a complexidade das operações de reestruturação produtiva na Venezuela.
O ouro e a prata recuam nesta manhã, após ajustes técnicos, depois de ganhos expressivos de 3,8% e 14,1%, respectivamente. O algodão segue em alta, sustentado pela iminente redução da área de plantio nos EUA devido aos baixos preços do último ano.
Na Ásia, os mercados encerraram com perdas à medida que as tensões entre China e Japão permanecem elevadas. Pequim proibiu as exportações de bens com utilidade militar para Tóquio, decisão mal recebida pelas bolsas japonesas. O Nikkei apresentou queda de 1,06%.
Na Europa, as bolsas operam sem direção única. A preocupação dos europeus gira em torno da intenção de Donald Trump de anexar a Groenlândia ao território americano, o que poderia resultar até mesmo em um conflito armado na região. O presidente norte-americano considera a área estrategicamente relevante do ponto de vista militar.
Soja em alta
A soja registrou novos ganhos na sessão, impulsionada pela compra de 10 carregamentos de soja americana pela China, o que trouxe euforia ao mercado. O grão subiu 1,04% (11 cents) no pregão noturno.
Foi divulgado o índice Barômetro da Economia Agrícola de dezembro/25, pela Purdue University - CME Group, que mede a saúde do setor nos Estados Unidos. A pesquisa abrangeu 400 produtores com valor de produção igual ou superior a 500 mil dólares. Entre eles, 48% acreditam que as exportações de soja devem crescer nos próximos cinco anos, 39% esperam estabilidade nos volumes e 19% preveem queda nas vendas. Apesar dessa visão otimista, cerca de 85% dos produtores demonstraram preocupação ou muita preocupação com a competitividade brasileira na oleaginosa.
A atualização da balança comercial brasileira revelou que 940,8 mil toneladas foram exportadas na semana até 31 de dezembro de 2025, mais que o dobro em relação ao mesmo período de 2024. As exportações brasileiras de soja atingiram patamares recordes em 2025, e o ritmo de vendas deve continuar intenso em 2026, dado o alto potencial da atual safra em termos de quantidade e desenvolvimento.
Milho em alta
O milho acompanhou a soja e apresentou ganhos na sessão.
Sob a ótica dos fundamentos, o mercado segue sem grandes novidades.
Na semana até 31 de dezembro de 2025, o Brasil exportou 1,7 milhão de toneladas de milho, 12,2% a mais em relação à semana anterior e 62,4% acima do mesmo período do ano passado. O ritmo de exportações do milho brasileiro cresceu no último mês. Ainda assim, o acumulado da safra 2024/25 continua abaixo da média das últimas três safras.
Trigo em alta
O trigo seguiu o complexo de grãos e apresentou alta no pregão noturno.
A China demonstra preocupação com a evolução da safra. O desenvolvimento em algumas regiões, como Henan, tem se mostrado fraco até o momento. Os chineses passarão a monitorar com mais atenção a cultura de inverno, sendo que o fator climático também ganha relevância, uma vez que as condições pluviométricas estão muito secas na região há algum tempo.
Em caso de perda de rendimento da safra, é possível que a China venha a negociar com os EUA para garantir seus estoques, o que seria positivo para os produtores norte-americanos e altista para os futuros em Chicago.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.