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Grãos | Chamada de Abertura

By: Lucca Scalvi, Market Intelligence Intern

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Mercado Externo: Trump eleva as tarifas à Coreia do Sul a 25%

Os principais índices acionários norte-americanos apresentam alta nesta terça-feira, às vésperas da decisão monetária do Fed.

É praticamente consensual que o Banco Central norte-americano manterá as taxas inalteradas na reunião de amanhã. A previsibilidade desta manutenção indica que os mercados podem absorver poucos estímulos da decisão. Os agentes seguirão monitorando os dados econômicos norte-americanos. Na semana que vem teremos os dados mensais da ADP, que servirão como pista para entendermos o estado atual do mercado de trabalho no país.

As tensões em torno da ICE seguem nos EUA, e o risco de shutdown continua à medida que as alterações no orçamento ainda não foram aprovadas pelo Senado.

Trump deve impor tarifas de 25% sobre a Coreia do Sul, à medida que o legislativo do país asiático barrou o acordo comercial entre os países. Ainda assim, os mercados asiáticos espelharam o comportamento de Wall Street e apresentaram alta nesta terça-feira.

Na Europa, as bolsas também operam em alta nesta manhã.

 

Soja em alta

A soja encerrou o pregão noturno com ligeiros ganhos, recuperando-se brevemente do recuo técnico do dia anterior.
A sessão foi relativamente estável para a soja, sem grandes novidades ou atualizações do ponto de vista agrícola.

As inspeções do USDA referentes à semana passada revelaram a continuidade da força das exportações americanas no momento: 1,32 milhão de toneladas embarcadas, ante 1,34 milhão na semana anterior (–1%). O ritmo segue bastante acima do observado no ano passado; nesse mesmo período foram embarcadas 738 mil toneladas (+79% em 2026).

Trump fará um discurso em Iowa hoje e deve abordar temas agrícolas na tentativa de reforçar sua popularidade entre os produtores americanos. Os agricultores esperam medidas de suporte produtivo, apoio financeiro e outras ações governamentais para se recuperarem dos impactos negativos advindos da guerra comercial com a China. Além da queda de demanda por commodities agrícolas, verificou-se aumento dos custos de produção, o que tem dificultado a rentabilidade do agronegócio americano.

Entre os assuntos que devem ser comentados, estará o 45Z. Até agora, o desenvolvimento das regulamentações em torno dos biocombustíveis segue lento. A publicação das normas oficiais do crédito poderia elevar a demanda por biocombustíveis, e, portanto, pelo óleo de soja e pela oleaginosa. Entretanto, ainda há muitas incertezas em torno das determinações neste sentido.

Na Argentina, as condições climáticas permanecem muito quentes e secas nas regiões produtoras. Dessa forma, o clima tornou-se uma grande preocupação para os produtores locais; eventuais quedas de rendimento podem reduzir a pressão baixista sobre os preços no mercado internacional.

 

Milho em alta

Os futuros do milho fecharam em alta em Chicago.

Assim como na soja, as inspeções do USDA da semana passada apontaram continuidade do bom ritmo das exportações norte‑americanas: 1,51 milhão de toneladas, +1,6% em relação à semana anterior e +21% frente ao mesmo período do ano passado.

Trump também deve comentar sobre o E15 em Iowa. Ainda assim, entende‑se que não devem ocorrer atualizações significativas nas resoluções no curto prazo.

A seca na Argentina também afeta as lavouras de milho. Percebem‑se potenciais estímulos altistas — no caso de queda de produção —, a exemplo do que se observa para a soja.

 

Trigo em alta

O trigo encerrou o pregão noturno em alta, revertendo parte das perdas do dia anterior.

O grão operava em alta na sessão de ontem, à medida que o risco de winterkill nos EUA preocupava o mercado em meio às baixas temperaturas. No entanto, nevascas nas planícies centrais ao longo desta segunda‑feira aumentaram a cobertura de neve nas regiões produtoras, reduzindo os riscos ao desenvolvimento das lavouras. Dessa maneira, os futuros em Chicago voltaram a absorver estímulos baixistas - que continuam predominantes no mercado sob a ótica dos fundamentos – e encerraram em baixa.

As inspeções do USDA trouxeram números razoáveis para a semana passada: 351 mil toneladas, –12% em relação à semana anterior e –28% frente ao mesmo período do ano passado. O ritmo de exportação segue adequado, sobretudo se comparado ao necessário para o cumprimento da meta do USDA em julho. Ainda assim, os estímulos altistas por esse canal de demanda são insuficientes para garantir uma escalada mais acentuada e duradoura dos preços nos EUA.

Os FOBs russos seguem em dinâmica de alta, como comentado ontem no Resumo Semanal de Trigo. As dificuldades logísticas nos portos – devido ao clima bastante desfavorável – vem reduzindo as exportações nas últimas semanas, o que vem restringindo a oferta do grão russo no domínio internacional.

 

Outros Mercados:

O ouro apresenta ligeiro recuo técnico de 0,2% após os ganhos robustos dos últimos quatro dias. No acumulado de 2026, o metal registra alta de 17%, movimento associado às incertezas geopolíticas e ao enfraquecimento do dólar. A prata segue a mesma direção, recuando 4,5% nesta sessão, mas acumulando valorização de 63% no ano.

O petróleo Brent avança 1,5% nesta manhã, refletindo os impactos da passagem do vórtice polar nos EUA e a possível redução da produção neste fim de semana. Para mais detalhes, acesse o Diário de Petróleo. O algodão opera em recuperação técnica após as perdas acentuadas de ontem, em um contexto de viés baixista — associado ao fenômeno de knife catching — que tem impactado o mercado com maior intensidade nas últimas semanas.

O dólar recua em meio à volatilidade da política externa dos EUA e às incertezas econômicas e políticas internas. Assim, o índice DXY opera em baixa, atingindo os menores patamares dos últimos três anos nesta manhã. O real brasileiro acompanha o movimento da moeda americana e se aprecia; neste momento, o câmbio atinge os menores níveis desde meados de 2024.

image 125760odityNetwork Traders’ Pro.

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Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
image 125762Fonte: **Estimativas StoneX.
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Comentários de Abertura

10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

Arlan Suderman
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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