
Mercado Externo: Kevin Warsh é indicado à presidência do Fed
Os principais índices acionários norte-americanos operam majoritariamente em baixa, com exceção do Dow Jones.
Trump anunciou que Kevin Warsh deve ser o novo presidente do Fed após o fim do mandato de Jerome Powell em maio deste ano. Warsh é um nome que agrada tanto ao presidente — por ser crítico da gestão atual dos juros americanos — quanto a investidores, por ser considerado, entre os cotados, o mais seguro para preservar a independência do banco central.
As chances de shutdown permanecem nos EUA, após a ala democrata aumentar a pressão política e exigir mudanças regulatórias para a ICE (agência de imigração). As negociações entre a oposição e Donald Trump avançaram nesta quinta‑feira (29), mas, ainda assim, a tramitação das alterações orçamentárias deve ultrapassar o prazo‑limite desta sexta‑feira, o que corroboraria uma paralisação temporária e parcial do governo norte‑americano. Entende‑se que, caso o shutdown seja confirmado, as operações devem retornar ao normal rapidamente. Mesmo assim, a iminente segunda paralisação neste mandato de Donald Trump escancara uma faceta calamitosa do cenário político norte‑americano, marcada por alta polarização ideológica e baixo consenso na esfera legislativa.
Na Ásia, os mercados encerraram predominantemente em baixa. Na Europa, o comportamento dos principais índices é altista, à medida que balanços de grandes companhias europeias, como a Adidas, apresentaram bons resultados.
Soja em alta
A soja encerrou o pregão noturno em baixa, estendendo as perdas da sessão de ontem.
O mercado está relativamente parado hoje em termos de atualizações de fundamentos; os preços operam predominantemente guiados pela esfera técnica. Ainda assim, entende‑se que a soja — na CBOT — pode mergulhar em uma dinâmica baixista nos próximos períodos, uma vez que a safra brasileira se desenvolve bem e a China deve concentrar suas compras nesse destino. A StoneX publicará a atualização mensal das estimativas de safra na próxima segunda‑feira (2). A Argentina também oferece competitividade aos EUA, ainda que o mau clima possa reduzir a capacidade produtiva do país.
Milho em alta
O milho acompanhou a soja e registrou baixa no pregão, após ter operado com leves ganhos na sessão desta sexta‑feira.
Há poucas atualizações para o grão neste momento. Na CBOT, a dinâmica dos preços segue predominantemente baixista: apesar do aquecimento da demanda por exportações e pelo consumo doméstico, a oferta permanece abundante, sobretudo devido à grande safra nos Estados Unidos.
Trigo em alta
O trigo, diferentemente dos demais grãos, registrou alta na sessão.
Os ganhos estão associados ao risco de winter kill no Mar Negro. O rigoroso inverno russo e ucraniano oferece risco ao desenvolvimento das lavouras de trigo, uma vez que a cobertura de neve não está consolidada. A Ucrânia representa XX% da produção mundial de trigo e XX% das exportações, aproximadamente, o que a consolida como um player relevante. A Rússia, maior exportadora mundial, apresenta menores riscos de queda de rendimento associados ao clima; ainda assim, esses riscos seguem dando suporte aos futuros na CBOT sob a ótica da oferta.
No entanto, a dinâmica predominante no médio e longo prazo continua baixista, principalmente por conta da grande safra argentina, que pode pressionar os preços FOB internacionais por um período prolongado ao longo deste ano.
Outros Mercados:
O ouro registra queda de 4,5% nesta manhã — provavelmente uma correção técnica, associada à pressão vendedora sobre os contratos, após ganhos robustos no período recente. A prata acompanha o movimento, com perdas de 13%.
O petróleo Brent também corrige, embora as tensões no Oriente Médio sigam sustentando um cenário majoritariamente altista para a commodity energética no curto prazo. O algodão igualmente opera em baixa nesta manhã.
odityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.