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Relatório Semanal de Café

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Cotações de café renovam máximas desde 2014
 
Fernando Maximiliano
Leonardo Rossetti
William Rutherford-Roberts
Alexis Rubinstein
Estimativas para a safra brasileira de 2022/23, queda do dólar no mercado cambial brasileiro e fatores técnicos estiveram por trás do forte movimento altista
Resumo

•    Preços de café arábica avançam 1555 pontos (7,5%) em NY e indicador Cepea avança R$ 53,5 (3,3%) para R$ 1307,85/sc, máxima histórica.
•    Robusta avança USD 96 (4,4%) em Londres, com avanço de R$ 20,82/sc (2,6%) no Brasil para R$ 802,1/sc.
•    Primeiras estimativas para safra 2022/23 consolidam sentimento de perdas para a safra
•    Equipe da StoneX inicia primeira etapa do giro de safra para estimativas oficiais
•    NOAA indica alta probabilidade de La Niña moderado até março de 2022
•    Preocupações com impacto das chuvas na colheita em curso em países produtores persiste
•    Exportações brasileiras de café verde recuam 25,2% em outubro
•    Logística segue como principal fator para queda das exportações no Brasil
•    Congestionamentos portuários continuam contribuindo para queda nos estoques certificados
•    Falta de trabalhadores dificulta processo de colheita no Vietnã
•    Dólar recua em meio a expectativa de maior contração monetária
•    Avanço da Inflação no Brasil aumenta apostar por postura mais firme do Banco Central

   Fatores baixistas       Fatores altistas

 

As cotações de café avançaram de maneira expressiva na última semana em suas principais bolsas de comercialização. Um conjunto de fundamentos, como a preocupação com o fornecimento global do grão no curto prazo e a com a próxima safra brasileira, movimentações no mercado cambial e fatores técnicos, com a aproximação da expiração de opções, promoveram forte ímpeto altista nos preços de café. Desta maneira, o contrato mais ativo de café arábica na bolsa de Nova Iorque, agora o com vencimento em março/22, registrou valorização semanal de 1555 pontos (7,5%) para encerrar a sexta-feira (12) cotado a US₵ 219,7/lb, maior ganho semanal desde julho e atingindo suas máximas em mais de 7 anos.

Os ganhos observados foram observados principalmente nos últimos dois pregões do período, quando o arábica registrou avanço de 660 pontos na quinta-feira (11) e 865 pontos na sexta-feira, após a divulgação de algumas das primeiras estimativas para a produção brasileira em 2022/23, que apontaram para produção menor que a última safra de bienalidade positiva (2020/21). O fortalecimento de 1,6% da moeda brasileira na semana também inibiu a comercialização no país, dando suporte aos movimentos altistas na bolsa. 

No Brasil, o indicador CEPEA para o café arábica registrou evolução de 3,3%, cerca de R$ 53,5/saca para encerrar a sexta-feira (12) cotada a R$ 1307,85/saca, máxima histórica para o índice.

Intraday semanal (Contrato mais ativo)  - 08/11 a 12/11
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. Elaboração: StoneX.

O Rabobank projetou na última semana uma produção de 63,5 milhões de sacas no Brasil em 2022/23, o que representa uma queda de 11,8% em relação às estimativas do banco para 2020/21, apesar de destacar que ainda considera um elevado grau de incerteza em relação à produção. Outra consultoria privada divulgou que aposta em uma produção brasileira de café arábica de 40 milhões de sacas, o que representaria retração de 20% no mesmo comparativo. Já o IBGE considerou que ainda é muito cedo para que fosse possível o Instituto promover estimativas precisas.

Neste sentido, as estimativas contribuem para consolidar o sentimento do mercado de que, apesar de ainda ser cedo para quantificar precisamente quão prejudicada será o próximo ciclo safra de café arábica no país, este não deve superar ou igualar o recorde histórico de produção registrado em 2020/21. Apesar de os retornos das chuvas terem proporcionado a abertura das floradas e uma amenização do déficit hídrico no solo, os danos provocados pelas geadas, que podem ter afetado o potencial produtivo de 2 a 10 milhões de sacas, e o crescimento vegetativo prejudicado pela seca, criaram danos irreversíveis em parte das lavouras. Ainda será necessário averiguar em quais proporções o pegamento dos frutos tiveram sucesso após a florada, que podem ter sofrido alguma dificuldade em determinadas regiões. Desta forma, levando em conta o consenso de que a possibilidade de repetição da produção recorde deve ficar apenas para a temporada 2024/25, os sinais de que a demanda global tem se recuperado e deve crescer de forma estável e os entraves logísticos limitando o fornecimento de café no curto-prazo, os fundamentos permanecem predominantemente altista para os preços de café.

A fim de averiguar de forma mais precisa o que pode ser esperado para a safra do próximo ano, a equipe de café da StoneX Brasil iniciou a condução dos estudos a campo para a produção do relatório com as estimativas oficiais da StoneX para a produção brasileira de 2022/23. Neste primeiro momento, a equipe visita as principais regiões produtoras de café robusta, que já se encontra em período mais avançado de desenvolvimento, percorrendo os estados de Rondônia, norte do Espírito Santo e Sul da Bahia.

A última atualização da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos Estados Unidos também continua elevando a dose de preocupação em relação a outros importantes produtores. Segundo o relatório, as chances de que o fenômeno climático La Niña persista são de mais de 80% pelo menos até março do próximo ano. As perspectivas de que o índice de variação na temperatura permaneça abaixo de -1.0ºC entre novembro e janeiro são de 66%, o que é considerado um La Niña moderado, com 14% de chances de que o índice fique abaixo de -1.5ºC, o que seria considerado de intensidade forte. É válido lembrar que o La Niña está associado a precipitações acima da média na Colômbia, América Central e Vietnã, regiões que se encontram atualmente em período de colheita.

Previsão Probabilística de El Niño/La Niña
(probabilidade de ocorrência por trimestre)
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Fonte: NOAA. Elaboração: StoneX.                                                                                       

Como destacamos no último relatório semanal, devido às fortes chuvas neste período pelo segundo ano consecutivo, a Federação Nacional dos Cafeteiros (FNC) Federação Nacional dos Cafeteiros reduziu suas estimativas para a produção colombiana em 2021, indo de 14 milhões de sacas para algo entre 13 e 13,5 milhões de sacas. Desta forma, a produção do país pode ficar abaixo de cerca 14 milhões de sacas pela primeira vez após uma sequência de 6 anos neste patamar. Os riscos de que o excesso de chuvas também possa afetar a produção de que importantes países da América Central deve continuar a ser monitorado pelo mercado nas próximas semanas. Os impactos negativos podem ocorrer através da obstrução de vias logísticas, da queda qualidade do grão ou da produtividade das lavouras, uma vez que estas possuem variedades de plantas menos resistentes a doenças fúngicas se comparadas com as cultivadas na Colômbia, doenças estas que são causadas pelos altos índices de umidade.

Nesta semana, além da divulgação dos estoques nos portos americanos pela Green Coffee Association (GCA), que devem dar novos sinais em relação à demanda nos Estados Unidos, os agentes devem continuar monitorando o clima e desenvolvimento dos cafezais no Brasil, a evolução da situação logística global e o processo de colheita nos demais países.

Exportações brasileira de café verde recuam 25,2% em outubro

O Cecafé divulgou na última semana o seu relatório mensal de exportações de outubro, indicando que as exportações brasileiras total de café atingiram 3,431 milhões de sacas no mês, queda de 23,8% frente às 4,504 milhões de sacas enviadas no mesmo mês do ano passado. Os embarques de café verde totalizaram 3,117 milhões, queda de 25,2%, com os embarques de café arábica totalizando 2,883 milhões de sacas, recuo de 22% frente às 3,698 milhões em 2020, e com o café robusta totalizando 233 mil sacas, queda de 50,4% frente às 470 mil registradas no mesmo mês do último ano.

Exportações mensais de café verde do brasil por ano-safra (mil sacas)
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Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.

Os entraves logísticos continuaram sendo principal fator para a retração expressiva das exportações. Segundo o presidente do Cecafé, Nicolas Rueda, “A queda no volume das exportações reflete a continuidade dos conhecidos gargalos logísticos no comércio marítimo mundial. O cenário é preocupante porque especialistas do setor, com os quais nos reunimos em diversos eventos nacionais e internacionais, apontam que esses entraves devem se arrastar durante 2022, devido ao grande volume dos produtos agrícolas brasileiros acumulados nos portos e às safras que são escoadas a partir do segundo semestre”.

Nota-se que apesar dos volumes menores, as receitas cambiais continuam seguindo em patamares superiores, considerando tanto os níveis de preços mais elevados para as receitas em US$, quando a desvalorização cambial, para o caso das receitas em R$, que mostram diferenças ainda mais amplas. Enquanto de janeiro a outubro de 2020 haviam sido exportadas 32,1 milhões de sacas de café verde, contra 30,02 milhões de sacas no mesmo período em 2021, as receitas cambiais no ano corrente superam o ano passado em ambas as modalidades. Considerando as receitas em US$, 2021 acumula cerca de US$ 4,8 bilhões de dólares, 7,0% acima dos US$ 4,5 bilhões do ano passado, fruto principalmente da mudança dos preços médios de US₵ 167,53/lb para US₵ 191,43/lb. Já as receitas cambiais na moeda nacional apresentam valores ainda mais atraentes aos exportadores, avançando de R$ 23,1 bilhões para R$ 25,7 bilhões, um crescimento de 11,6%. 

Exportações acumuladas de café verde do brasil por ano fiscal
(milhões de sacas)
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Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.

Desta maneira, a receita média por saca comercializada de janeiro a outubro avançou de R$ 719,39/sc para R$ 858,31/sc. Considerando os patamares significativamente mais elevados dos preços especialmente desde meados de julho, após a ocorrência das geadas no Brasil, esta diferença deve se ampliar ainda mais nos relatórios dos próximos 2 meses.

Congestionamento portuário continua a impactar comércio global e preocupações logísticas levam estoques de arábica a uma queda

O comércio global e o setor cafeeiro internacional continuam a ser afetados por problemas logísticos, com escassez de contêineres e atrasos no transporte. Os problemas são vistos desde a costa oeste do Estado Unidos até a China e a Europa. Além dos atrasos causados por restrições e escassez de contêineres devido à covid-19, o atraso piorou na China após um tufão que atingiu o leste do país em julho, restringindo o acesso aos portos principais, como de Xangai e Ningbo.

No porto de Felixstowe, que concentra 40% das importações em contêineres do Reino Unido, há congestionamento, e a escassez de motoristas de caminhões obriga as empresas de transporte a armazenar contêineres vazios num campo próximo. Protestos na Itália e na Grécia encerraram as operações portuárias temporariamente e uma agitação civil na Etiópia interrompeu todas as operações comerciais do país.  A empresa dinamarquesa Sea-Intelligence, de pesquisa e análise, realizou uma investigação para descobrir como os gargalos no sistema de abastecimento marítimo afetaram os atrasos dos navios. Os maiores atrasos foram vistos da Ásia até a costa oeste dos EUA e d Ásia até a costa leste dos EUA. 

Na semana passada, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) revelou atraso na exportação de 3,7 milhões de sacas de café devido aos desafios logísticos atuais. Preocupações crescentes em torno do transporte de café, juntamente com a expectativa de uma mudança para um déficit de oferta, levaram a uma aceleração nas compras da indústria e a uma diminuição dos estoques. Embora, no início deste mês, os estoques tenham atingido seu nível mais baixo desde abril, globalmente, eles subiram por 26% desde o começo do ano civil de 2021.

Os últimos dados revelaram 1.798.415 sacas de estoques certificados até 11 de novembro, em comparação com 1.427.057 sacas registadas em 4 de janeiro, o primeiro dia oficial de comercialização de 2021. Os estoques de Honduras diminuíram 8,3% no período, de 830.774 para 762.056 sacas, enquanto os estoques certificados do Brasil aumentaram 143,4%, de 381.746 para 929.299 sacas.

Preços de café robusta avançam na semana

O contrato mais ativo do robusta teve uma semana forte e subiu 4,4% até a sexta-feira (12). O movimento de alta veio do complexo de arábica, que alcançou os níveis mais elevados desde meados de 2014 na semana passada, impulsionado pelos crescentes níveis de preocupação em torno do aperto da oferta em escala global, juntamente com novas estimativas da Bloomberg sobre o potencial agrícola do próximo ano no Brasil. A produção brasileira de arábica foi estimada entre 33,7 a 38,7 milhões de sacas para 2022/23, de acordo com a Bloomberg, devido aos impactos contínuos da seca no ano passado, graves geadas e risco crescente de doença fúngica por conta dos níveis recentes de umidade. O complexo de robusta, em comparação, não teve desempenho tão bom quanto o arábica, que subiu aproximadamente 7,9% na semana passada. A redução dos estoques certificados de arábica também foi significativa na semana passada, com mais de 53 mil sacas retiradas. Em comparação, os estoques certificados de robusta registraram uma queda de 18,5 mil sacas. No entanto, apesar dos ganhos semanais menores no robusta, a segunda tela atingiu seu nível mais forte desde 2 de janeiro de 2017, refletindo a força do sentimento altista em torno de todo o complexo de café atualmente. 

evolução dos Estoques certificados de café arábica e robusta
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Fonte: ICE. Elaboração: StoneX.

Do ponto de vista fundamental, embora se reporte que as restrições no Vietnã tenham diminuído, ainda há uma dificuldade em garantir trabalhadores para a colheita, enquanto as interrupções logísticas também se mantêm. Além disso, as chuvas continuam a causar atrasos na colheita, o que pode agravar as preocupações relacionadas à qualidade das culturas. A colheita já estava atrasada devido à precipitação excessiva durante outubro. As chuvas permanecem presentes nas Terras Altas esta semana, embora os volumes devam ser limitados, de acordo com a previsão. 

A alfândega vietnamita publicou dados de exportação para outubro na semana passada, mostrando que 99.249 toneladas foram enviadas (1.654.150 sacas). Apesar das questões logísticas atuais, isso representa um aumento de 8,6% no ano, reflexo provável dos volumes maiores armazenados no Vietnã como resultado de problemas com contêineres. As ofertas da safra nova (que devem ser cerca de 6,9% maiores que no ano passado) provavelmente contribuíram para o aumento dos volumes embarcados na comparação anual. Mensalmente, os embarques diminuíram 1,1%. 

Os preços internos em Dak Lak aumentaram 1,2% até a última sexta-feira, para USD 1.832/t. Isso representa ampliação do desconto contra a segunda tela de Londres para USD 444/t.

Contrato contínuo  de robusta vs. preço de Lak DAK (vietnã)
image 21898
Fonte: Giacaphe, Bloomberg. Elaboração: StoneX.
Dólar recua na semana, refletindo aprovação da PEC dos precatórios e expectativas de maior contração monetária

 

Contribuindo para a força do forte rali dos preços de café na última semana, o dólar registrou queda de 1,2% no mercado cambial brasileiro na última semana, encerrando cotado a R$ 5,457. Entre os principais fatores, o resultado para a inflação acima do esperado em outubro e a aprovação da PEC dos Precatórios contribuíram para o fortalecimento da moeda brasileira.

De acordo com divulgação do IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro foi de 1,25%, maior valor para o mês desde 2002 e significativamente acima da expectativa dos analistas, que esperavam uma lata de 1,0%. Desta forma, o IPCA chega a uma alta de +8,24% em 2021, com o acumulado dos últimos 12 meses atingindo 10,67%. Entre as principais altas, estiveram os grupos de Transportes (+2,62%), Vestuário (+1,80%), Artigos de residência (+1,27%), Alimentação e bebidas (1,17%) e Habitação (1,04%). O avanço do preço do café moído foi de 4,57%, chegando a 29,9% no ano.
O resultado significativamente superior que o esperado pelo mercado acende o sinal de alerta quanto aos riscos de que inflação persista acima da meta também em 2022, bem como elevado as dúvidas em relação à capacidade de atuação do Banco Central (BC) para o controle da aceleração dos preços, o que tem promovido uma série de ajustes nas expectativas dos investidores.

Neste sentido, uma série de instituições elevaram na última semana suas expectativas para inflação acumulada em 12 meses em 2021, com parte das projeções passando a sinalizar um IPCA em torno de 10,0% ao final de dezembro. Desta forma, também cresceram as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC venha a adotar no seu encontro dezembro uma postura mais contracionista para tentar combater o processo inflacionário. Embora o Colegiado tenha sinalizado que antevia um reajuste de 1,5 p.p. na taxa básica de juros (Selic) na sua próxima reunião, em dezembro, alguns analistas acreditam em uma elevação ainda maior, de 1,75 p.p. ou até 2 p.p.

Uma maior elevação no diferencial entre as taxas básicas juros de Brasil e Estados Unidos torna mais atrativos os investimentos em ativos denominados em real, o que tende a favorecer a entrada de divisas no país. Por outro lado, um aperto ainda maior na política monetária encarece o custo do crédito e desestimula investimentos, inibindo a capacidade de crescimento da economia. A mudança nas expectativas do mercado deve ser firmada com maior clareza através do próximo Boletim Focus do BC, que será divulgado na próxima terça-feira (16).

Vale destacar também a aprovação da PEC dos Precatórios na Câmara dos Deputados na última terça-feira (9), que abrirá um espaço de R$ 91,6 bilhões no Orçamento de 2022, permitindo que o governo eleve temporariamente o benefício médio do programa Auxílio Brasil de R$ 191 para R$ 400 até o final de 2022, ano eleitoral. Apesar dos temores com os riscos fiscais da PEC, que foi um dos principais motivos para as altas do dólar observadas entre setembro e o início de novembro, os agentes reagiram com algum otimismo à aprovação da Proposta. De maneira geral, os investidores interpretaram que caso a PEC não fosse aprovada de maneira ordenada, o Executivo poderia realizar manobras mais prejudiciais às contas públicas para ampliar seus gastos no próximo ano. A proposta agora será enviada para votação no Senado, Casa em que o governo enfrente maior resistência para avançar com suas pautas, situação que deve ser acompanhada de perto pelo mercado nas próximas semanas.

Agenda Semanal
BRASIL
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eSTADOS uNIDOS
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* Horário de Brasília.
Tabela de indicadores
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Fontes: ICE/NY; ICE/EU; B3; Commodity Network Trader’s Pro.
 
 
  • Café

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