Os futuros do milho tiveram um início de semana bastante movimentado em Chicago e finalizaram o primeiro pregão da última semana com expressivas queda, pressionados pelas chuvas na região Oeste do cinturão de milho, pela aproximação da colheita nos EUA, que aumentará a disponibilida do grão, e pelo furacão Ida, que danificou os terminais no Golfo dos EUA, causando preocupações com um possível atraso nos embarques do cereal e a troca do grão norte-americano pelo de outras localidades. O contrato com vencimento para dezembro de 2021 finalizou a segunda-feira (30) com um recuo de 11 cents/bushel.
No dia, o USDA divulgou seu relatório de inspeção de exportações, indicando um recuo no ritmo dos embarques norte-americanos. Na semana encerrada em 26 de agosto, os EUA embarcaram 562,6 mil toneladas, cerca de 180 mil toneladas a menos que na semana anterior. Os embarques acumulados alcançaram 65,8 milhões, 23,9 milhões a mais do que o observado no mesmo período da safra 2019/20.
Também na segunda-feira (30), o USDA divulgou seu relatório de acompanhamento de safra dos EUA. No dia 29 de agosto, 60% da safra do cereal se encontrava em condição boa/excelente, mesmo nível registrado na semana anterior e 1 p. p. acima do esperado pelo mercado.
Intraday (15 min) contrato de dezembro/21 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (31), o mercado do milho teve mais uma sessão marcada por significativas quedas, com o dezembro/21 desvalorizando 6,5 cents/bushel no intradia. Os futuros do cereal, mais uma vez, refletiram as incertezas em relação aos danos provocados pelo furacão Ida e o clima mais úmido nos EUA.
Na quarta-feira (01), o mercado do cereal registrou um volume elevado de negociação, à medida que o os agentes liquidavam posições compradas por conta de problemas de exportação e a menor vulnerabilidae a danos pela safra de milho, resultando em mais uma expressiva desvalorização do cereal em Chicago. O dezembro/21 recuou 11,5 cents/bushel.
A StoneX divulgou no dia seus números atualizados para a safra de grãos no Brasil. O número da safrinha 2020/21 de milho foi novamente penalizado, passando para 59,1 milhões de toneladas. A redução refletiu a expectativa de menor produção em Goiás e Mato Grosso do Sul. Em relação à 3ª safra de milho 2020/21, a StoneX manteve seu número em 1,74 milhão de toneladas, inalterado em relação ao relatório anterior. Além desse recuo pelo lado da oferta, vale destacar a redução também da perspectiva de exportação em mais 1 milhão de toneladas, para 18 milhões.
Para a safra de verão 2021/22 de milho, a StoneX não trouxe mudanças frente ao primeiro número, divulgado em agosto, com a produção em 29,8 milhões de toneladas. Caso esse volume maior de produção se confirme a situação no primeiro semestre de 2022 poderia ficar menos restrita em comparação ao observado nos anos anteriores.
A Administração de Informação de Energia (EIA) reportou que a produção de etanol dos EUA recuou para 905 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 27 de agosto, recuo semanal de 28 mbpd. Os estoques do biocombustível também tiveram queda, de 113 mil barris, para 21,11 milhões.
Na quinta-feira (02), após as seguidas e expressivas quedas nos pregões anteriores, os futuros do grão registraram uma leve recuperação técnica em Chicago, com o dezembro/21 avançando 2,75 cents/bushel no comparativo diário.
No dia, foi a vez da StoneX atualizar seus números de produção dos EUA. Para o milho, a produção esperada para a safra 2021/22 ficou em 380,96 milhões de toneladas, acima do divulgado em agosto e do número do USDA (374,7 milhões de toneladas). A produtividade média do país está estimada em 11,14 toneladas por hectare para o cereal.
O USDA divulgou seu relatório de vendas de exportação dos EUA. Houve cancelamentos líquidos referentes à safra 2020/21 de 300,8 mil toneladas na semana encerrada em 26 de agosto, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre -100 mil e 100 mil toneladas. Desse modo, os compromissos de todos os destinos avançaram para 70 milhões de toneladas, contra 44,6 milhões no mesmo período do ano passado e contra estimativa do USDA para a safra 2020/21 de 70,5 milhões. Em relação à safra 2021/22, as vendas líquidas totalizaram 1,2 milhão de toneladas, dentro da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 850 mil e 1,6 milhão.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na sexta-feira, as cotações do cereal oscilaram entre os campos positivo e negativo e encerraram o dia, antes do fim de semana prolongado, com leves ganhos. O mercado aguarda novos números do USDA para a safra 2021/22 dos EUA, destacando que estimativas privadas têm trazido resultados acima da produção estimada pelo Departamento.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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