Os futuros do grão encerraram o primeiro pregão da semana passada com uma expressiva queda em Chicago, pressionados pelos dados de exportação norte-americanas abaixo do esperado e pelas expectativas mais otimistas do mercado para a produção dos EUA. Na terça-feira (7), na volta da CBOT do feriado do Dia do trabalho, o dezembro/21 recuou 13,25 cents/bushel.
Em seu relatório semanal de inspeção de exportações, o Departamento apontou que os EUA embarcaram 275,8 mil toneladas de milho na semana encerrada em 2 de setembro, contra 583,5 mil toneladas na semana anterior.
Após o final do pregão, o USDA divulgou seu relatório de acompanhamento de safra. No dia 5 de setembro, 59% da safra se encontrava em condição boa/excelente, 1 p. p. abaixo do observado na semana anterior e 2 p. p. a menos que o registrado no mesmo período de 2020. Em relação ao desenvolvimento do cereal, 21% do milho norte-americano estava maduro, contra 9% na semana anterior, mas abaixo do observado no mesmo período do ano passado (23%).
Intraday (15 min) contrato de dezembro/21 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na quarta-feira (8), o mercado do grão teve um pregão bastante calmo em Chicago, com os agentes aguardando o relatório de O&D do USDA. No dia, o dezembro/21 recuou 0,5 cent/bushel.
O USDA, mais especificamente a FSA (Farm Service Agency) vazou os dados de área antes do relatório de O&D, que seria divulgado na sexta-feira (10). O Departamento prontamente removeu as informações, mas mesmo assim, agências de notícias conseguiram acessar os dados, que indicavam um aumento na área do cereal.
Na quinta-feira (9), o mercado de milho teve um dia sem um direcionamento bem definido em Chicago, com o dezembro/21 chegando a recuar mais de 6 cents/bushel no dia, mas encerrando a sessão com uma queda de 0,25 cent/bushel no comparativo diário.
A Administração de Informação de Energia (EIA) relatou no dia que a produção de etanol dos EUA recuou para 923 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 3 de setembro, contração de 18 mbpd no comparativo semanal. Os estoques do biocombustível também apresentaram uma queda, de 720 mil barris, para 20,39 milhões de barris.
A CONAB divulgou a atualização de seus números para a safra 2020/21. A 1ª safra de milho foi reduzida de 24,9 para 24,7 milhões de toneladas, a 2ª safra foi reduzida de 60,3 milhões para 59,5 milhões de toneladas e a 3ª passou de 1,4 para 1,5 milhão. Isso resultou em um ajuste no número total da safra para 85,75 milhões de toneladas, uma queda de 900 mil toneladas em relação ao mês passado, abaixo da última estimativa da StoneX (86,6 milhões de toneladas). A CONAB também reduziu as exportações em 1,5 milhão, para 22 milhões de toneladas.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na sexta-feira (10), com dados de O&D da safra norte-americana dentro do esperado pelo mercado, o cereal avançou em Chicago. O dezembro/21 subiu 7,5 cents/bushel, encerrando a semana cotado a 517,5 cents/bushel. Com isso o contrato em questão acumulou uma queda de 6,5 cents/bushel em relação ao final da semana anterior, ou 1,2%.
A produção de milho 2021/22 nos EUA subiu para 380,93 milhões de toneladas, com revisões positivas de área e de produtividade, com está última ficando em 176,3 bushels por acre e a primeira em 85,1 milhões de acres. Pelo lado da demanda, tanto o consumo interno quanto as exportações foram ajustadas para cima, para, respectivamente, 313,1 e 62,9 milhões de toneladas. Destaca-se que os estoques também subiram, para 35,8 milhões de toneladas, favorecidos pela maior produção e por estoques de passagem da safra 2020/21 mais elevados.
Para a safra norte-americana 2020/21, houve corte da demanda interna, para 309,8 milhões, e das exportações, para 69,7 milhões. Em relação ao Brasil, a produção 2020/21 caiu para 86 milhões, resultando em um corte nas exportações, que ficaram em 22 milhões de toneladas. Já para a Argentina a produção da safra velha subiu para 50 milhões de toneladas e a da safra 2021/22 para 53 milhões.
O Departamento informou que as vendas líquidas da temporada 2020/21 na última semana do ano-safra totalizaram -87,5 mil toneladas, ou seja, houve cancelamento líquido Por outro lado, as vendas da nova safra chegaram a 905,8 mil toneladas. Desse modo, os compromissos referentes à safra 2021/22 de todos os destinos do cereal norte-americano totalizaram 24,3 milhões de toneladas, contra 18,8 milhões na mesma época de 2021.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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