FATORES BAIXISTAS
- Receios em relação a uma possível nova onda de casos de coronavírus
- Expectativa de estoques norte-americanos e mundiais menos apertados em 2021/22;
- Avanço da colheita nos EUA;
FATORES ALTISTAS
- Avanço da vacinação contra a Covid-19;
- Retomada da atividade de parte dos terminais afetados pelo furacão Ida no Golfo dos EUA;
Os futuros do milho iniciaram a última semana em queda, pressionados pelo início da colheita no Meio-Oeste dos EUA e pelos problemas logísticos causados pelo furacão Ida. O contrato com vencimento para dezembro de 2021 encerrou a sessão com uma queda de 4,25 cents no comparativo diário.
O relatório de inspeção de exportações do USDA indicou que na semana encerrada em 9 de setembro os EUA exportaram 138,2 mi toneladas, um pouco menos da metade dos embarques realizados na semana anterior. No mesmo período de 2020, o país havia embarcado 930,1 mil toneladas. Esse menor volume é um reflexo dos problemas de escoamento de grãos causado pelo furacão Ida nos terminais do Golfo.
Na segunda-feira (13), o USDA divulgou seu relatório de acompanhamento de safra dos EUA. No dia 12 de setembro, 58% da safra do cereal se encontrava em condição boa/excelente, 1 p. p. abaixo do nível registrado na semana anterior e do esperado pelo mercado. Em relação aos trabalhos de campo, a colheita chegou a 5% no país, em linha com a média de 5 anos e 1 p. p. acima do observado na mesma semana de 2020. As previsões para as próximas duas semanas indicavam um clima normal para a colheita.
Intraday (15 min) contrato de dezembro/21 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (14), os futuros do cereal receberam suporte da queda no percentual bom/excelente da safra norte-americana, da valorização das cotações do trigo e de notícias de que terminais afetados pelo furacão Ida estavam retomando as atividades. O dezembro/21 encerrou o dia com um avanço de 7 cents/bushel.
O Ministério da Agricultura da China reduziu sua estimativa para o uso de milho para ração na safra 2020/21 em 2 milhões de toneladas, para 180 milhões, e o número de 2021/22 em 3 milhões, para 187 milhões de toneladas, devido à falta de expansão no setor de suínos, motivada pelos baixos preços do animal.
Na quarta-feira (15), o mercado do milho registrou expressivas altas, que foram puxadas pela forte elevação nos preços de outras commodities. O dezembro/21 encerrou a sessão com uma valorização de 13,25 cents no intradia.
A Administração de Informação de Energia (EIA) reportou que a produção de etanol dos EUA avançou para 937 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 10 de setembro, aumento semanal de 14 mbpd. Por outro lado, os estoques do biocombustível tiveram queda, de 380 mil barris, para 20 milhões.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na quinta-feira (16), os futuros do cereal tiveram uma sessão bastante volátil em Chicago e após o dezembro/21 atingir sua máxima em duas semanas, o contrato devolveu todos os ganhos e encerrou o dia com uma contração de 4 cents/bushel.
A queda nos contratos foi causada pela divulgação do relatório de vendas de exportação, que trouxe baixos volumes de embarques norte-americanos. As vendas líquidas referentes à safra 2021/22 totalizaram 246,6 mil toneladas na semana encerrada em 9 de setembro, bem abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 500 mil e 1 milhão de toneladas. As vendas ficaram em menos de um sexto do nível registrado no mesmo período do ano passado. Desse modo, os compromissos de todos os destinos avançaram para 24,6 milhões de toneladas, contra 20,5 milhões no mesmo período do ano passado.
Na sexta-feira (17), o cereal recuou novamente em Chicago, em meio à expectativa de bom avanço ca colheita norte-americana. com o dezembro/21 contraindo 2,25 cents/bushel, encerrando a semana cotado a 527,25 cents/bushel. Com isso o contrato em questão acumulou uma alta de 9,75 cents/bushel em relação ao final da semana anterior, ou 1,9%.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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