FATORES BAIXISTAS
- Receios em relação a uma possível nova onda de casos de coronavírus
- Expectativa de estoques norte-americanos e mundiais menos apertados em 2021/22;
- Avanço da colheita nos EUA;
FATORES ALTISTAS
- Avanço da vacinação contra a Covid-19;
- Retomada da atividade de parte dos terminais afetados pelo furacão Ida no Golfo dos EUA;
Os futuros do milho encerraram a primera sessão da semana passada no campo negativo em Chicago, com o dezembro/21 recuando 5,5 cents/bu no intradia. As contrações observadas na segunda-feira (20) foram causadas, especialmente, pelo avanço da colheita no país, pela queda nas cotações do petróleo e pelos baixos dados de exportação do país, que levantam questionamentos sobre a normalização do escoamento do cereal pelos terminais da costa do Golfo dos EUA.
Em seu relatório semanal de inspeção de exportações, o USDA apontou que os EUA embarcaram 403,1 mil toneladas de milho na semana encerrada em 16 de setembro, acima das 159,4 mil toneladas na semana anterior, mas abaixo da 768,1 mil toneladas registradas no mesmo período de 2020. Com isso, as exportações acumuladas na safra 2021/22 (set/21 – ago/22) chegaram a 602 mil toneladas, contra 2 milhões no mesmo período da temporada passada.
Após o final do pregão, o USDA divulgou seu relatório de acompanhamento de safra. No dia 19 de setembro, 59% da safra se encontrava em condição boa/excelente, 1 p. p. acima do observado na semana anterior e do esperado pelo mercado. Em relação aos trabalhos de campo, a colheita no país chegou a 8%, 1 p. p. abaixo da média de 5 anos e 2 p. p. abaixo das expectativas do mercado.
Intraday (15 min) contrato de dezembro/21 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (21), os futuros do cereal recuaram novamente, mais uma vez pressionados pelo avanço da colheita nos EUA, pelos dados de condição de safra trazidos no dia anterior, que indicaram um aumento das lavouras em condição boa/excelente e pelos problemas econômicos na China, ligados à questão da Evergrande. O dezembro/21 encerrou o dia com uma queda de 4,75 cents/bushel.
Na quarta-feira (22), o mercado do grão teve um pregão bastante agitado em Chicago, com dezembro/21 se recuperando quase que completamnte das perdas registradas no início da semana ao avançar 8,5 cents/bushel. As altas observadas no mercado acionário e de petróleo se sobressaíram à pressão exercida pelo avanço da colheita.
A Administração de Informação de Energia (EIA) relatou no dia que a produção de etanol dos EUA recuou para 926 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 17 de setembro, contração de 11 mbpd no comparativo semanal. Por outro lado, os estoques do biocombustível avançaram 101 mil barris, para 20,11 milhões de barris.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na quinta-feira (23), os futuros do cereal avançaram novamente, puxados pela alta de outras commodities agrícolas. O dezembro/21 encerrou o dia com um avanço de 3,75 cents/bushel no comparativo diário.
O USDA informou que as vendas líquidas referentes à safra 2021/22 totalizaram 373 mil toneladas na semana encerrada em 16 de setembro, na faixa inferior das expectativas do mercado, que variavam entre 300 mil e 800 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, as vendas líquidas norte-americanas totalizaram 2,1 milhões de toneladas. Desse modo, os compromissos de todos os destinos avançaram para 25 milhões de toneladas, contra 22,6 milhões no mesmo período do ano passado.
Na sexta-feira (24), em meio à expectativa de um bom avanço dos trabalhos no campo, o mercado do milho voltou a apresentar desvalorizações, com o dezembro/21 recuando 2,5 cents/bushel e encerrando a semana cotado a 526,75 cents/bushel. Com isso o contrato em questão acumulou uma queda de 0,5 cent/bushel em relação ao final da semana anterior, ou 0,1%.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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