FATORES BAIXISTAS
- Receios em relação a uma possível nova onda de casos de coronavírus
- Expectativa de estoques norte-americanos e mundiais menos apertados em 2021/22;
- Avanço da colheita nos EUA;
FATORES ALTISTAS
- Avanço da vacinação contra a Covid-19;
- Retomada da atividade de parte dos terminais afetados pelo furacão Ida no Golfo dos EUA;
- Recente alta nos preços do petróleo;
Os futuros do milho iniciaram a última semana com expressivas altas em Chicago, impulsionados pelas valorizações observadas no mercado do petróleo. O contrato com vencimento para dezembro de 2021 encerrou a sessão de segunda-feira (27/set) com um avanço de 12,75 cents/bushel em relação ao fechamento da semana anterior (24/set).
O relatório de inspeção de exportações do USDA indicou que na semana encerrada em 23 de setembro os EUA exportaram 517 mil toneladas, contra 830 mil no mesmo período do ano anterior. Com isso, os embarques acumulados chegaram a 1,1 milhão de toneladas, 1,7 milhão de toneladas abaixo do ano passado.
No dia, o USDA divulgou seu relatório de acompanhamento de safra dos EUA. No dia 26 de setembro, 59% da safra do cereal se encontrava em condição boa/excelente, inalterado em relação à semana anterior, como era previsto pelo mercado. Em relação aos trabalhos de campo, a colheita chegou a 18% no país, avanço semanal de 8 p. p., acima a média de 5 anos para o período, de 15%, mas abaixo dos 19% esperados pelo mercado.
Intraday (15 min) contrato de dezembro/21 (CBOT)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira (28/set), os futuros do cereal devolveram parte dos ganhos sa sessão anterior, em um dia de vendas técnicas, com o dezembro/21 recuando 7 cents/bushel no comparativo diário.
Na quarta-feira (29/set), o mercado do milho voltou a avançar em Chicago, com o dezembro/21 encerrando a sessão com uma valorização de 6,5 cents no intradia. O suporte no dia veio das compras feitas em antecipação ao relatório de posição trimestral dos estoques, visto que os agentes esperavam uma número menor para os estoques finais da safra 2020/21 de milho dos EUA em relação ao WASDE de setembro.
A Administração de Informação de Energia (EIA) reportou que a produção de etanol dos EUA recuou para 914 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 24 de setembro, queda semanal de 12 mbpd. Por outro lado, os estoques do biocombustível avançaram, 109 mil barris, para 20,22 milhões.
Na quinta-feira (30/set), os futuros do cereal voltaram a recuar na CBOT, com o dezembro/21 contraindo 2,25 cents/bushel no intradia. O principal motivo do recuo foi a posição trimestral dos estoques em 01/09/2021, número correspondente ao estoque final da safra 2020/21, que ficou em 31,4 milhões de toneladas, nível mais baixo que a média das expectativas do mercado, de 29,21 milhões, e próximo ao limite superior do intervalo das estimativas, que variavam entre 25,35 e 31,80 milhões de toneladas.
O USDA informou que as vendas líquidas referentes à safra 2021/22 totalizaram 370,4 mil toneladas na semana encerrada em 23 de setembro, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 400 mil e 900 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, as vendas líquidas norte-americanas totalizaram 2,0 milhões de toneladas. Desse modo, os compromissos de todos os destinos avançaram para 25,3 milhões de toneladas, contra 24,6 milhões no mesmo período do ano passado.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Na sexta-feira (1/out), o cereal voltou a avançar em Chicago, apoiado pela elevação dos preços do trigo nos EUA. O dezembro/21 avançou 4,75 cents/bushel, encerrando a semana cotado a 541,50 cents/bushel. Com isso o contrato em questão acumulou uma alta de 14,75 cents/bushel em relação ao final da semana anterior, ou 2,8%.
No dia, a StoneX atualizou sua estimativa de safra, aumentando levemente a produção da 2ª safra 2020/21, para 59,2 milhões de toneladas, e reduzindo a da 3ª safra, para 1,67 milhão. Com isso, a produção total permaneceu praticamente estável, em 86,63 milhões de toneladas. Para a 1 ª safra 2021/22, a StoneX promoveu um aumento na produção, para 30,05 milhões de toneladas, reflexo do aumento da área estimada do Rio Grande do Sul. Em comparação com o relatório de setembro, a estimativa de área plantada no estado aumentou 4,2%, passando de 801 mil hectares para 834 mil hectares.
Segundo acompanhamento da StoneX, o plantio da primeira safra de milho do Brasil completou 35,7% até o dia 1º de outubro, contra 25,2% no ano passado. Por enquanto, os trabalhos no campo se restringiram quase que totalmente à região sul. O plantio havia atingiu 98% no Rio Grande do Sul e 96% no Paraná. Na mesma época do ano anterior, a semeadura nesses estados havia alcançado, respectivamente, 64% e 46%. Apesar do início promissor, a manutenção da umidade é essencial para garantir uma boa safra e é preciso se atentar ao clima no final do ano, visto que a ocorrência de menor umidade nos próximos meses poderia prejudicar o desenvolvimento do cereal.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.
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