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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Milho soma ganhos, diante de perspectivas de perdas de safra nos EUA
 
Ana Luiza Lodi
Mesmo assim, preocupações com o desempenho da economia ao redor do mundo continuam pesando sobre os preços
FATORES BAIXISTAS
  • Apreensão sobre recessão global;
  • Criação de um corredor de exportação ucraniano pelo Mar Negro;
  • Preocupação com possível enfraquecimento da demanda.
 
FATORES ALTISTAS
  • Restrição na oferta de cereais em função do conflito no Mar Negro;
  • Perdas de safra nos EUA;
  • Expectativa de menor produção na UE e na China em função da seca.

 

 Na semana passada, mais curta em Chicago, devido ao feriado do Dia do Trabalho nos EUA, na segunda-feira (dia 5), o milho oscilou entre altas e baixas e encerrou o período com ganhos. O vencimento para dezembro terminou a sexta-feira (dia 9) em 685 cents por bushel, alta de 2,9%.

As perspectivas para a safra norte-americana continuaram sendo um fator de suporte para os preços do cereal, uma vez que as perspectivas apontam para perdas de safra, à medida que novas estimativas privadas são divulgadas.

O acompanhamento semanal da safra dos EUA, divulgado pelo USDA, manteve as condições boas/excelentes das lavouras de milho em 54%, 7 p.p. abaixo da média de cinco anos para o período.

Intraday (15 min) contrato de novembro/22 (CBOT)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

A safra norte-americana é muito importante para o balanço de oferta e demanda mundial de milho, uma vez que o país é responsável por cerca de um terço do que é produzido globalmente. Além disso, o consumo interno dos EUA é muito elevado, com uma grande demanda para etanol.

Atualmente, as perspectivas são de queda dos estoques dos EUA no ciclo 22/23, com os níveis ficando mais baixos que os registrados em anos anteriores.

Nesta segunda-feira (dia 12), o USDA atualizará seu relatório mensal de oferta e demanda às 13h, com a média das estimativas do mercado esperando uma produtividade para o milho norte-americano em 11,83 toneladas por hectare, contra 11 toneladas por hectare divulgado em agosto.

O mercado monitora a safra dos EUA pela sua relevância e no contexto de conflito entre Rússia e Ucrânia, uma vez que as exportações ucranianas do cereal são muito relevantes para o abastecimento mundial. Mesmo com o acordo de passagem segura pelo Mar Negro, há muitas incertezas relacionadas aos volumes que a Ucrânia conseguirá escoar e em quanto ficará a produção do ciclo 2022/23. Além disso, a Rússia tem questionado o acordo, argumentando que as cargas escoadas pelo Mar Negro não estão indo para países pobres, mas, principalmente, para a União Europeia.

Por outro lado, a demanda poderia trazer algum alívio para o balanço de milho, uma vez que há a possibilidade de desaceleração econômica ao redor do mundo, num momento em que os países lutam contra a inflação, tomando medidas de aperto monetário, como o aumento dos juros, que tendem a ter impactos recessivos. Mesmo assim, como o milho é uma commodity alimentar, o consumo não tende a ser tão impactado por momentos de crise. Por outro lado, o uso do cereal para etanol já tenderia a sofrer consequências mais diretas de uma possível recessão.

Os EUA são os principais consumidores de milho para a produção de biocombustível, mas outros países têm iniciativas nesse sentido, que acabaram ficando mais paradas nos últimos anos, devido aos preços mais fortalecidos do cereal.

Na China, a expectativa era de se chegar ao E10 (10% de etanol na gasolina), mas, atualmente, as perspectivas estão em declínio para 2023. Espera-se que a mistura de etanol na gasolina fique em 1,8%, nível mais baixo que os 2,8% alcançados onze anos atrás. Além disso o uso do biocombustível em 2022 está cerca de 4% mais baixo em comparação ao ano passado, em meio à manutenção da política de tolerância zero contra a Covid-19. O país continua impondo lockdowns a um grande número de pessoas sempre que são detectados casos da doença, mesmo com o número de positivos sendo baixo em comparação a outros países. 

PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)

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10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

Arlan Suderman
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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