O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Direcionado principalmente por clima e embarques dos EUA e relatório do USDA, cereal recua na última semana na CBOT
 
João Pedro Lopes
Analista de Inteligência de Mercado
Por outro lado, perspectiva de um baixo volume de chuvas nos EUA ao longo da semana pode dar suporte às cotações nos próximos dias
Fatores baixistas
  • Perspectiva favorável para a oferta brasileira;
  • Ritmo enfraquecido de vendas e embarques dos EUA;
  • Novo corte na estimativa de exportação dos EUA em 2022/23 pelo USDA e revisão positiva na produção brasileira.
Fatores altistas
  • Condições ruins e atraso da colheita da safra argentina de milho;
  • Intensificação das tensões entre Rússia e Ucrânia e receio com os embarques de grãos pelo Mar Negro;
  • Preocupação com o desenvolvimento de um padrão mais seco em parcela do Meio-Oeste dos EUA.
Na última semana, pode-se dizer que os futuros do cereal apresentaram uma trajetória lateralizada. O mercado recebeu suporte das tensões no Mar Negro, das condições de seca enfrentadas por boa parte do Meio-Oeste e da piora das condições das lavouras norte-americanas. Contudo, fatores baixistas, como a baixa demanda de exportação pelo milho norte-americano, a elevada disponibilidade de milho no Brasil e melhoras nas perspectivas para o clima nas lavouras do país, predominaram. Com isso o Julho/23 encerrou o período com uma queda de 4,75 cents/bu, ou 0,8%, cotado a 604,25 cents/bu na sexta-feira (9 de maio). O Setembro/23 apresentou uma contração ainda mais expressiva, de 2,1%, chegando a 524,5 cents/bu, enquanto o Dezembro/23 desvalorizou 2,0%, encerrando a semana cotado a 530,5 cents/bu.

Intraday (15 min) contrato de julho/23 (CBOT)
image 73231
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

image 73232
 
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Condição das lavouras norte-americanas apresenta piora e clima nos EUA será fator crucial para a precificação dos futuros do cereal ao longo das próximas semanas. No relatório semanal de Acompanhamento de Safra do USDA divulgado no dia 5 de maio, o Departamento reportou que o plantio de milho nos EUA atingiu 96%, um avanço semanal de 4 pontos percentuais (p. p.), 3 p. p. acima do registrado um ano antes e 5 pontos acima da média de 5 anos para o mesmo período. Com o progresso praticamente finalizado, a atenção se volta para as condições das lavouras. No início deste mês, 64% da safra se encontrava em condição boa ou excelente, 5 p. p. a menos no comparativo semanal e 9 pontos abaixo do observado no mesmo período do ano passado.

O Monitor de Secas do NOAA mostra que parte significativa do Meio-Oeste apresenta um padrão de seca. Isso têm sido um fator de suporte ao mercado e, por mais que ainda não signifique de fato um impacto sobre o rendimento, um baixo volume de chuvas ao longo de junho e julho poderia resultar em perdas na produção. Na semana passada, modelos apontavam para volumes expressivos de chuvas na metade final de junho, com algumas áreas do Cinturão do Milho podendo receber quantidades suficientes para suavizar os deficits hídricos, o que contribuiu para a queda das cotações do cereal. Contudo, os modelos mostram atualmente a volta de um padrão mais seco no próximos dias, o que pode dar suporte às cotações do cereal.
Produção de etanol avança pela segunda semana consecutiva. De acordo com os dados divulgados pela Administração de Informação Energética (EIA), a produção norte-americana de etanol avançou para 1.036 mil barris por dia (mbpd) na semana entre 27 de maio e 2 de junho, um crescimento de 32 mbpd no comparativo semanal. Contudo, a produção observada ficou 3 mbpd abaixo da média de 5 anos para o mesmo período, porém, 44,8 mbpd acima do registrado um ano antes. Os estoques do biocombustível também avançaram, para 22,95 milhões de barris, 616 mil barris a mais que uma semana antes e 843,6 mil acima da média de 5 anos para o período.

Ritmo de embarques e de vendas de exportação dos EUA segue aquém do observado na temporada passada. Segundo o Relatório de Inspeção de Exportações do USDA, os EUA embarcaram 1.169,1 mil toneladas na semana encerrada em 8 de junho, 37,7 mil toneladas a menos que uma semana antes e 52,7 mil abaixo do observado no mesmo período do ano anterior. Com isso, os embarques acumulados na temporada 2022/23 totalizaram 31,1 milhões de toneladas, 13,9 milhões a menos que no mesmo período do ciclo anterior.

Já em seu Relatório de Vendas de Exportação, o USDA informou que as vendas líquidas norte-americanas totalizaram 172,7 mil toneladas na semana encerrada em 1º de junho, 14 mil toneladas a menos que uma semana antes, 107,7 mil toneladas abaixo do registrado no mesmo período de 2022 e 219,4 mil abaixo da média de 5 anos. Com isso, as vendas acumuladas avançaram para 38,3 milhões de toneladas, mas o déficit em comparação com a temporada 2021/22 avançou para 21,2 milhões de toneladas.
 

Vendas semanais de exportação - EUA (mil toneladas)
image 73233
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
Colheita da safra de milho na Argentina chega a 32,6%. A Bolsa de Cereales de Buenos Aires informou que 5% das lavouras do cereal argentino se encontrava em condição boa/excelente no dia 8 de junho avanço de 1 p.p. no comparativo semanal, mas 11 p.p. abaixo do registrado na mesma semana de 2022. A colheita do cereal no país atingiu 32,6%, 1,4 p. p. abaixo do observado um ano antes e 11,1 p. p. abaixo da média de 5 anos. 

USDA realiza poucas mudanças nos números da safra 2023/24 e revisões na oferta sul-americana e nas exportações dos EUA em 2022/23 se destacam. A única mudança para o balanço norte-americano de milho foi a redução nas exportações em 2022/23, para 43,8 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais da temporada atual avançaram para 36,87 milhões de toneladas, enquanto os da safra 2023/24 aumentaram para 57,32 milhões. Na América do Sul, destaque para o aumento da produção 2022/23 de milho do Brasil, para 132 milhões de toneladas, ao redor de 1,75 milhão a menos que o estimado pela StoneX. Por outro lado, o Departamento reduziu a produção argentina, para 35 milhões de toneladas, 1 milhão a menos que o número da BCBA. Outra importante mudança foi no balanço ucraniano. Apesar de todas as incertezas envolvendo o conflito no Mar Negro, o USDA elevou os embarques do país em 2022/23 em 1,5 milhão de toneladas, para 27 milhões, e os de 2023/24 em 2,5 milhões, para 19 milhões. O maior otimismo em relação à oferta brasileira e a redução na estimativa de embarques norte-americanos contribuíram para a queda dos preços na última semana.

Intensificação das tensões no Mar Negro. Na última semana, o receio de que o acordo de exportação de grãos pelo Mar Negro possa ser interrompido voltou a ganhar força. A Rússia teria informado ao Centro de Coordenação Conjunta das Nações Unidas que continuará bloqueando o registro de navios que desejam se deslocar para o Porto de Pivdennyi, na Ucrânia, o maior dos três portos previamente aprovados, até que a Ucrânia permita o movimento de amônia por meio dos dutos que cruzam seu território em direção aos terminais de exportação no Mar Negro. Isso ocorre em um momento em que as exportações da Ucrânia por terra para o Leste Europeu também têm sido afetadas pela resistência de seus vizinhos, que buscam proteger os agricultores locais da entrada do milho ucraniano, significativamente mais barato. Além disso, a Rússia declarou que não tem perspectiva de renovação do acordo após sua expiração no dia 17 de julho.

PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
image 73234
Fonte: StoneX. Elaboração: StoneX.
 

AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Grãos e Oleaginosas

Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.