O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Milho tem semana agitada em Chicago, guiado principalmente por clima na América do Sul
 
João Pedro Lopes
Analista de Inteligência de Mercado
Registro de chuvas e previsões mais favoráveis para o continente pressionaram futuros do cereal no final da semana
Fatores baixistas
  • Ritmo lento de embarques dos EUA;
  • Estimativas mais positivas do USDA para produção dos EUA e estoques globais;
  • Bom volume de chuvas registrado recentemente nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil e da Argentina. 
Fatores altistas
  • Tensões entre Rússia e Ucrânia;
  • Problemas logísticos nos portos da região Norte do Brasil;
  • Apesar do registro de um padrão climático mais favorável, preocupação com condições climáticas na América do Sul persiste.

A última semana em Chicago foi marcada por uma elevada agitação no mercado futuro do cereal. O contrato com vencimento em dezembro de 2023 iniciou o período em alta, atingindo o patamar de 475 cents/bu, impulsionado, em grande parte, por preocupações relacionadas ao clima na América do Sul. Contudo, a partir de quarta-feira, o cereal passou a apresentar uma trajetória de baixa, direcionado também pelo clima na região. Uma mudança nas perspectivas para o padrão climático no Brasil e na Argentina resultou em um movimento de vendas na CBOT, que se manteve mesmo após o feriado de Ação de Graças. O Dezembro/23 finalizou a última sexta-feira (24/nov), cotado a 463,25 cents/bu, apresentando uma queda de 0,8% no comparativo semanal.

 

Intraday (15 min) contrato de dezembro/23 (CBOT)
image 84746
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

image 84747
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

 

 

 

Produção de etanol de milho nos EUA: Segundo dados divulgados pela Administração de Informação Energética (EIA), a produção norte-americana de etanol totalizou 1.023 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 17 de novembro, 24 mbpd a menos que uma semana antes e 8,4 mbpd abaixo da média de 5 anos para o mesmo período. Já os estoques avançaram, em 698 mil barris, para 21,65 milhões. A menor produção e os estoques mais elevados podem indicar alguma queda de curto prazo na demanda, contudo, apesar do recente recuo no processamento do cereal, o mercado tem especulado um possível aumento na estimativa do USDA para o uso de milho para a produção de etanol em 2023/24, atualmente em 135,3 milhões de toneladas.

Inspeções de exportação dos EUA: O Relatório de Inspeções de Exportação do USDA indicou que 533,9 mil toneladas de milho foram embarcadas pelos EUA na semana encerrada em 16 de novembro, uma queda de 173,5 mil toneladas (-24,5%) no comparativo semanal. O volume observado ficou levemente acima do registrado na mesma semana do ano passado (499,1 mil toneladas). Os embarques acumulados totalizaram 6,8 milhões de toneladas, 1,3 milhão acima do registrado no mesmo período da temporada passada. Contudo, o USDA estima que as exportações em 2023/24 serão 10,5 milhões de toneladas maior que em 2022/23, o que gera o questionamento de se com o ritmo observado atualmente os EUA realmente atingirão a projeção do Departamento. Ainda é cedo para afirmar qualquer coisa, mas é uma questão que o mercado seguirá acompanhando.

Vendas de exportação dos EUA: Pelo lado das vendas de exportação, o USDA informou que 1,4 milhão de tonelas de milho foram negociadas na semana encerrada em 16 de novembro, uma queda de 375,1 mil toneladas no comparativo semanal e um recuo de 417,9 mil toneladas em relação ao observado na semana equivalente de 2022. O volume ficou dentro da faixa das estimativas do mercado, que variava em 700 mil e 1,6 milhão de toneladas. No acumulado, o país negociou ao todo 22,5 milhões de toneladas em 2023/24, 4,8 milhões de toneladas acima do registrado no mesmo período da temporada passada. Como comentado, o USDA estima que as exportações em 2023/24 serão 10,5 milhões de toneladas maior que em 2022/23, gerando questionamentos sobre quanto os EUA realmente embarcarão até o final da temporada.

 

Vendas semanais de exportação - EUA (mil toneladas)

image 84748
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

Importações chinesas: O governo chinês informou que o país importou 2,04 milhões de toneladas de milho em outubro, volume cerca de 4 vezes maior que o registrado em outubro de 2022. Do total registrado no último mês, 1,8 milhão de toneladas, ou 88%, teve como origem o Brasil, seguido por EUA (140 mil toneladas, ou 7%). No acumulado deste ano, o volume internalizado chegou a 18,6 milhões de toneladas, contra 19 milhões no mesmo período de 2022.

Na B3, as cotações do milho também tiveram uma semana marcada por expressivas variações. O contrato com vencimento em janeiro de 2024 iniciou o período em alta, sendo negociado ao redor de R$ 69/sc, mas também passou a recuar na segunda metade da semana, finalizando a última sexta-feira precificado a R$ 68,9, uma leve queda de 0,3% no comparativo semanal. Pode-se atribuir também ao clima, especialmente no Brasil, a responsabilidade por grande parte do direcionamento dos contratos. Na primeira metade da semana, quando perspectivas mais negativas relacionadas às condições climáticas na região predominavam, os preços avançaram, mas com o registro de boas chuvas na segunda metade e com previsões apontando para bons volumes no último final de semana, que em grande parte, foram concretizados, os preços voltaram a recuar.

Intraday (15 min) contrato de janeiro/24 (B3)
image 84755
Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

image 84751
Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Condições da safra no Brasil: Como comentado, no início da última semana, uma grande preocupação relacionada ao clima no Brasil deu o tom do mercado, tanto nos EUA como no Brasil. O excesso de umidade na região Sul gerava questionamentos sobre o desenvolvimento da safra de milho verão, ao passo que o déficit hídrico na porção norte da região produtora de soja do Brasil, que coincide com a maior parte área da safra de inverno do milho, resultava em perspectivas menos favoráveis para o ritmo do desenvolvimento da safra da oleaginosa, que poderia afetar também a janela de plantio da safrinha e tornar a sua produção mais arriscada. Contudo, na metade final da semana, bos chuvas foram observadas em grande parte das áreas prejudicadas pela seca, enquanto um menor volume de chuvas foi registrado no Sul do país, trazendo certo alívio ao mercado. Segundo relatório de Acompanhamento de Safra do Brasil feito pela StoneX, o plantio da 1ª safra de milho segue atrasado, tendo atingido 65,6% no final da última semana, contra 77,4% no mesmo período do ano passado. Além do ritmo da semeadura do milho verão, o mercado se atenta também à soja. O plantio da oleaginosa atingiu 74%, contra 85,4% no mesmo período do ano passado. Nos últimos dias, boas chuvas foram observadas no Centro-Oeste do Brasil e a perspectiva é que nessa última semana de novembro e na primeira de dezembro chuvas mais abundantes ocorram na região, o que pode contribuir para o desenvolvimento das lavouras de soja e, por consequência, ter um impacto positivo no plantio da safrinha. De qualquer modo, será fundamental seguir acompanhando as condições climáticas e o desenvolvimento das lavouras na região.

Condições da safra na Argentina: As regiões produtoras de grãos da Argentina também apresentaram recentemente melhores condições de umidade. Segundo dados da BCBA, observou-se uma manutenção das lavouras em condições boas/excelentes no comparativo semanal, para 29% no dia 23 de novembro, e uma redução nas lavouras em condição ruim/muito ruim, de 2 pontos, para 4%. Cerca de 26,2% (ou 1,86 milhão de hectares) dos 7,1 milhões de hectares estimados foi plantado. A previsão para a próxima quinzena indica um bom volume de chuvas na área agrícola do país, o que pode resultar em uma perspectiva mais favorável para a região. 
 

PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
image 84749
Fonte: StoneX. Elaboração: StoneX.
 

AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Grãos e Oleaginosas

Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.