- USDA projeta aumento dos estoques finais norte-americanos em 24/25;
- Apesar de clima adverso recentemente, perspectivas para produção argentina seguem positivas;
- WASDE traz leve aumento nos estoques finais 23/24 dos EUA.
- Conab e USDA reduzem estimativas de produção para safra 23/24 do Brasil;
- USDA reduz estimativa para produção e estoques finais globais em 23/24;
- USDA projeta redução da área plantada de milho nos EUA em 24/25.
Pela décima vez nas últimas 11 semanas, os futuros do milho negociados em Chicago encerraram o período no campo negativo. O contrato com vencimento em março de 2024 renovou as mínimas históricas desde que começou a ser operado, finalizando a última sexta-feira (23) cotado a 399,75 cents/bu, recuo de 4,0% no comparativo semanal. Entre os fatores responsáveis pelas baixas, não houve grandes novidades, com a recuperação da safra argentina e as incertezas sobre a demanda global ainda sendo os principais determinantes.


Inspeções de exportações dos EUA: O relatório de inspeção de exportações dos Estados Unidos mostrou um volume significativo de milho sendo embarcado na semana entre 09/02 e 15/02: 918,6 mil toneladas, aumento de 2,9% na comparação semanal e de 47,3% na comparação anual. No acumulado do ano safra, o total exportado em 2023/24 alcançou 18,1 milhões de toneladas, contra 13,7 milhões no mesmo período de 2022/23. Este resultado ajudou a sustentar os preços do milho na bolsa de Chicago na terça-feira (20/02), mas foi insuficiente para conter perdas no restante da semana. Apesar das exportações estarem mais aquecidas do que no ano passado, elas ainda estão fracas se comparada a média dos últimos três anos e aquém das estimativas do USDA. Este é um dos principais fatores por trás da desvalorização do milho.
Produção de etanol de milho nos EUA: Se a demanda externa pelo milho dos Estados Unidos está decepcionando, o mesmo não vale para a demanda doméstica. Olhando para o setor de etanol, dados da Administração de Informação Energética (EIA) mostram que 1.084 mil barris/dia foram produzidos na semana encerrada dia 16 de fevereiro, volume dentro da média histórica e que mostra que o setor deixou para trás os problemas do final de janeiro causados pela onda de frio.
Vendas de exportação dos EUA: O relatório de vendas de exportação mostrou que 820 mil toneladas de milho foram vendidas na semana encerrada dia 15 de fevereiro, volume em linha com o registrado na mesma semana do ano passado (823 mil toneladas) e acima da média dos últimos três anos (772 mil toneladas). Mesmo com o bom desempenho semanal, as vendas acumuladas no ano seguem fracas: 37,0 milhões de toneladas em 2023/24, contra 42,3 milhões na média dos últimos três anos.
Vendas semanais de exportação - EUA (mil toneladas)

Assim como observado no mercado internacional, os futuros do milho também apresentaram expressiva queda no Brasil. O contrato com vencimento em março de 2024 finalizou a última sexta-feira (23) cotado a R$ 62/sc, desvalorização de 4,0% na semana.


Progresso da colheita do milho verão 2023/24: Até a última sexta-feira (23/02), 32,9% do milho verão já havia sido colhido no Brasil, percentual acima dos 20,3% registrado no mesmo período do ano passado e próximo à média dos últimos cinco anos de 33,8%. No Rio Grande do Sul e no Paraná, estados cujo ciclo do milho é adiantado na comparação com a média nacional, a colheita já ultrapassou os 60%.
Progresso do plantio do milho safrinha: Até a última sexta-feira (23/02), 65,6% da área brasileira destinada ao milho safrinha já havia sido semeada, contra 46,7% no ano passado e 63,6% na média dos últimos cinco anos. Com o plantio progredindo dentro da normalidade, tem se reduzido o temor relacionados ao plantio do milho safrinha fora da janela ideal, o que tem contribuído para as perdas do cereal na bolsa.
Safra argentina: Na Argentina, a Bolsa de Rosário reduziu sua estimativa para a safra 23/24 de milho. Em função do clima averso registrado entre meados de janeiro e o começo de fevereiro, a instituição cortou seu número de 59 milhões de toneladas para 57 milhões, 500 mil toneladas a mais que o estimado pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). Contudo, apesar da contração, esse número ainda supera expressivamente a estimativa da Bolsa de Rosário para o colhido em 22/23 (36 milhões de toneladas). Além disso, de acordo com dados da BCBA, em função das boas chuvas registradas recentemente, a situação das lavouras argentina voltou a melhorar. Na última semana, a porcentagem das lavouras em condição boa/excelente chegou a 28%, 1 p.p. a mais que uma semana antes e 19 p.p. a mais que no mesmo período de 2023. Já as lavouras em condição ruim/péssima representam agora 15% do total, 2 p.p. a menos que uma semana antes e 36 p.p. abaixo do observado na mesma semana do ano passado.
Nessa semana que começa, destaque para a divulgação dos novos números da StoneX para a safra brasileira de grãos na próxima sexta-feira (1º/mar).





