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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Sem grandes novidades em termos de fundamento, milho encerra mais uma semana em baixa na CBOT
 
Felipe Sawaia
Analista de Inteligência de Mercado
Pela décima vez nas últimas 11 semanas, os futuros do milho negociados em Chicago encerraram o período no campo negativo
Fatores baixistas
  • USDA projeta aumento dos estoques finais norte-americanos em 24/25;
  • Apesar de clima adverso recentemente, perspectivas para produção argentina seguem positivas;
  • WASDE traz leve aumento nos estoques finais 23/24 dos EUA.
Fatores altistas
  • Conab e USDA reduzem estimativas de produção para safra 23/24 do Brasil;
  •  USDA reduz estimativa para produção e estoques finais globais em 23/24;
  • USDA projeta redução da área plantada de milho nos EUA em 24/25.

Pela décima vez nas últimas 11 semanas, os futuros do milho negociados em Chicago encerraram o período no campo negativo. O contrato com vencimento em março de 2024 renovou as mínimas históricas desde que começou a ser operado, finalizando a última sexta-feira (23) cotado a 399,75 cents/bu, recuo de 4,0% no comparativo semanal. Entre os fatores responsáveis pelas baixas, não houve grandes novidades, com a recuperação da safra argentina e as incertezas sobre a demanda global ainda sendo os principais determinantes.

Intraday (15 min) contrato de março/24 (CBOT)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

 

 

 

Inspeções de exportações dos EUA: O relatório de inspeção de exportações dos Estados Unidos mostrou um volume significativo de milho sendo embarcado na semana entre 09/02 e 15/02: 918,6 mil toneladas, aumento de 2,9% na comparação semanal e de 47,3% na comparação anual. No acumulado do ano safra, o total exportado em 2023/24 alcançou 18,1 milhões de toneladas, contra 13,7 milhões no mesmo período de 2022/23. Este resultado ajudou a sustentar os preços do milho na bolsa de Chicago na terça-feira (20/02), mas foi insuficiente para conter perdas no restante da semana. Apesar das exportações estarem mais aquecidas do que no ano passado, elas ainda estão fracas se comparada a média dos últimos três anos e aquém das estimativas do USDA. Este é um dos principais fatores por trás da desvalorização do milho.

Produção de etanol de milho nos EUA: Se a demanda externa pelo milho dos Estados Unidos está decepcionando, o mesmo não vale para a demanda doméstica. Olhando para o setor de etanol, dados da Administração de Informação Energética (EIA) mostram que 1.084 mil barris/dia foram produzidos na semana encerrada dia 16 de fevereiro, volume dentro da média histórica e que mostra que o setor deixou para trás os problemas do final de janeiro causados pela onda de frio.

Vendas de exportação dos EUA: O relatório de vendas de exportação mostrou que 820 mil toneladas de milho foram vendidas na semana encerrada dia 15 de fevereiro, volume em linha com o registrado na mesma semana do ano passado (823 mil toneladas) e acima da média dos últimos três anos (772 mil toneladas). Mesmo com o bom desempenho semanal, as vendas acumuladas no ano seguem fracas: 37,0 milhões de toneladas em 2023/24, contra 42,3 milhões na média dos últimos três anos. 

 

Vendas semanais de exportação - EUA (mil toneladas)

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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

 

Assim como observado no mercado internacional, os futuros do milho também apresentaram expressiva queda no Brasil. O contrato com vencimento em março de 2024 finalizou a última sexta-feira (23) cotado a R$ 62/sc, desvalorização de 4,0% na semana. 

Intraday (15 min) contrato de março/24 (B3)
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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

 

Progresso da colheita do milho verão 2023/24: Até a última sexta-feira (23/02), 32,9% do milho verão já havia sido colhido no Brasil, percentual acima dos 20,3% registrado no mesmo período do ano passado e próximo à média dos últimos cinco anos de 33,8%. No Rio Grande do Sul e no Paraná, estados cujo ciclo do milho é adiantado na comparação com a média nacional, a colheita já ultrapassou os 60%.

Progresso do plantio do milho safrinha: Até a última sexta-feira (23/02), 65,6% da área brasileira destinada ao milho safrinha já havia sido semeada, contra 46,7% no ano passado e 63,6% na média dos últimos cinco anos. Com o plantio progredindo dentro da normalidade, tem se reduzido o temor relacionados ao plantio do milho safrinha fora da janela ideal, o que tem contribuído para as perdas do cereal na bolsa.

Safra argentina: Na Argentina, a Bolsa de Rosário reduziu sua estimativa para a safra 23/24 de milho. Em função do clima averso registrado entre meados de janeiro e o começo de fevereiro, a instituição cortou seu número de 59 milhões de toneladas para 57 milhões, 500 mil toneladas a mais que o estimado pela Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA). Contudo, apesar da contração, esse número ainda supera expressivamente a estimativa da Bolsa de Rosário para o colhido em 22/23 (36 milhões de toneladas). Além disso, de acordo com dados da BCBA, em função das boas chuvas registradas recentemente, a situação das lavouras argentina voltou a melhorar. Na última semana, a porcentagem das lavouras em condição boa/excelente chegou a 28%, 1 p.p. a mais que uma semana antes e 19 p.p. a mais que no mesmo período de 2023. Já as lavouras em condição ruim/péssima representam agora 15% do total, 2 p.p. a menos que uma semana antes e 36 p.p. abaixo do observado na mesma semana do ano passado.

Nessa semana que começa, destaque para a divulgação dos novos números da StoneX para a safra brasileira de grãos na próxima sexta-feira (1º/mar). 

PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
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Fonte: StoneX. Elaboração: StoneX.
 

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Arlan Suderman
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Mike Castle
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