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Resumo Semanal de Milho

By: Raphael Bulascoschi, Intern

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Fim temporário das retenciones argentinas resulta em pressão em Chicago

  • Bullish
  • Consumo aquecido a nível global;
  • USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
  • Exportações fortalecidas nos Estados Unidos;
  • Comercialização brasileira lenta e consumo doméstico aquecido.
  • Bearish
  • Encerramento da colheita do milho safrinha no Brasil;
  • Safra recorde nos Estados Unidos;
  • Fim das retenciones argentinas, tornando o mercado global mais competitivo.

Síntese semanal | Os futuros de milho negociados em Chicago encerraram a semana passada em baixa moderada, sendo negociados a US¢422/bu (-0,5%). O mercado refletiu principalmente um crescimento pontual da competitividade do milho argentino frente ao fim temporário das retenciones. Além disso, o foco dos agentes se concentra no relatório trimestral de estoques, que será publicado amanhã. O mercado estará atento a como o USDA tratará dos resultados apresentados nesse reporte em suas estimativas de setembro, com possíveis ajustes para a produção 2024/25. Além disso, os rendimentos da safra 2025/26 seguem como uma grande incógnita, mas a aposta de diversos analistas é que ela seja revista para baixo nos próximos relatórios de O&D.

Intraday (15 min) contrato de dez/25 - CBOT

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Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.

Argentina | Na última segunda-feira, o governo argentino suspendeu temporariamente as tarifas de exportação de grãos e outros produtos agrícolas. A medida estava prevista para vigorar até 31 de outubro, mas durou menos de 72 horas, uma vez que uma meta de entrada de US$ 7 bilhões foi rapidamente atingida.

O fim temporário dessas taxas, comumente chamadas de “retenciones”, foi motivo de forte pressão no complexo de grãos na CBOT. A soja foi a grande perdedora nesse movimento, uma vez que as teses de que a China teria que recorrer à soja americana em algum momento neste ano foram enfraquecidas. O país asiático tem evitado a oleaginosa americana em vista da guerra comercial, mas havia a esperança que o país teria de recorrer aos EUA para originação antes da colheita brasileira, no começo do ano que vem, o que parece um pouco mais distante agora – embora ainda não descartado.

O milho também foi impactado, embora em grau menor. O milho americano, com ou sem retenciones, segue sendo amplamente competitivo internacionalmente; dessa forma, os impactos formam menos sentidos para o milho negociado em Chicago. Além disso, a China, que é quem tem evitado o produto americano, está menos ativa no mercado importador de milho. Ainda assim, foram quase 1 milhão de toneladas do cereal comercializadas pela Argentina nesse período, o que é uma quantia razoável.

O peso argentino ainda não está salvo. Mesmo com a entrada de US$7 bi pelo fim temporário das retenciones e com o Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessant, se colocando à disposição para injetar outros bilhões de dólares no país, ainda existem amplas incertezas. O país enfrentará eleições legislativas em outubro, o que definirá a confiança de agentes internacionais na economia do país, podendo gerar uma volatilidade ainda maior.

Intraday (15 min) contrato de set/25 - B3

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Brasil | Os futuros da B3 voltaram a operar em queda, com o vencimento de novembro/25 fechando a R$ 66,20/saca (-0,6%). O dólar apresentou uma tendência mais comportada ao longo da semana, com o mercado aguardado com grande expectativa a reunião virtual entre o presidente Lula, do Brasil, e o presidente Trump, do EUA, que deve acontecer nesta semana. A expectativa é de que os mandatários encontrem um caminho para um consenso com relação às tarifas, o que seria bastante positivo para a moeda brasileira.

Os prêmios brasileiros apresentaram uma pequena queda na semana, mas o milho brasileiro ainda permanece caro no mercado exportador. O ritmo de embarques em setembro está em linha com o que foi visto no ano passado, podendo encerrar o mês um pouco acima. Ainda assim, aquém do potencial frente à grande safra colhida neste ano.

O plantio da safra de verão segue dentro da normalidade, tendo alcançado 25,3% na última sexta-feira. Além disso, o plantio da soja também está em ritmo normal, gerando menor preocupação com a janela de plantio do milho safrinha no ano que vem.

Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Preços físicos no Brasil (R$/sc)

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Fonte: StoneX.

AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS

 
  • Grãos e Oleaginosas

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10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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