
Chicago tem alta em semana marcada por feriado; no Brasil, StoneX revisa suas projeções para a safra de milho
- Bullish
- Consumo aquecido a nível global;
- USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
- Exportações seguem fortalecidas nos Estados Unidos;
- Produção de etanol fortalecida nos EUA;
- Perspectivas de menor área plantada nos EUA em 2026;
- Risco climático no Brasil.
- Bearish
- Avanço de área plantada 2025/26 no Brasil;
- Safra robusta nos Estados Unidos;
- Estoques finais maiores nos Estados Unidos.
CBOT
Os futuros de milho enfrentaram uma semana de liquidez mais reduzida em função do feriado de Dia de Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira (27). Ainda assim, os contratos tiveram um bom desempenho, com ganhos de 2,3% para o vencimento de março/26, que encerrou a US¢447,75/bu.
Intraday (15 min) contrato de dez/25 - CBOT

Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.
O mercado ainda não é confrontado com dados mais recentes das exportações americanas, conforme o USDA ainda faz um esforço de republicar retroativamente os relatórios faltantes durante o período de shutdown, entre o início de outubro e meados de novembro. Ainda assim, os dados da semana encerrada em 16 de outubro foram surpreendentes, com 2,8 milhões de toneladas vendidas. O impacto disso no mercado foi marginal, conforme o atraso da publicação diminui a relevância do dado. Ainda assim, ele sustenta a visão de um programa de exportações fortalecido nos EUA, o que tem sido uma pauta importante nos suportes recentes às cotações em Chicago.
Em que pese a alta competitividade do milho americano oferecer uma sustentação aos preços, os produtores americanos devem encontrar um ano de milho menos atrativo em 2026. Em um cenário de insumos caros e uma valorização relativa da soja nas últimas semanas, fontes da StoneX apontam que podemos ver uma redução 1,0 a 1,4 milhões de hectares na área plantada de milho na próxima safra americana (neste ano foram plantados 39,9 milhões de hectares de milho, de acordo com o número mais recente do USDA). Ainda assim, uma mudança nos cenários de preços pode fazer esse cenário mudar substancialmente ao longo dos próximos meses.
Brasil
O mercado brasileiro de milho apresentou um bom desempenho na semana passada, vendo uma valorização de 3,4% no contrato de março, que encerrou a R$74,95/saca. Os ganhos em Chicago foram ampliados por um real mais fraco.
Intraday (15 min) contrato de jan/26 - B3

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Além disso, estamos atentos à situação do balanço doméstico de milho para o ano que vem. Fato é que se observa um bom desenvolvimento da primeira safra. Ainda assim, a produção total do ano deve ser menor do que se esperava inicialmente, frente a problemas climáticos na região centro-oeste do Brasil.
Nas estimativas da StoneX, publicadas na manhã desta segunda-feira, a primeira safra foi revisada positivamente em cerca de 500 mil toneladas, com Rio Grande do Sul sendo destaque positivo na revisão da produtividade, enquanto no Pará e Tocantins, onde o plantio é mais tarde, observamos uma revisão positiva na área plantada. A contraparte desse aumento produtivo é uma queda tanto na área plantada quanto na produtividade do milho de segunda safra do Mato Grosso. O estado enfrentou escassez de chuvas em regiões pontuais, o que afeta o ciclo da soja, podendo trazer consequência negativas para a janela de plantio da safrinha. Com isso, devemos ver uma colheita de 105,8 milhões de toneladas de milho na segunda safra (1,2 milhão a menos do que estimado em novembro). O resultado sugere um balanço mais apertado na safra brasileira 2025/26, principalmente em um cenário em que o consumo doméstico está pujante.
A nova estimativa de safra da StoneX pode ser acessada clicando aqui.
Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)


Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Preços físicos no Brasil (R$/sc)


Fonte: StoneX.
AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
