
Milho inicia ano com leve alta em Chicago com mercado aguardando novo WASDE
- Bullish
- Consumo aquecido a nível global;
- USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
- Exportações seguem fortalecidas nos Estados Unidos;
- Perspectivas de menor área plantada nos EUA em 2026;
- Bearish
- Avanço de área plantada 2025/26 no Brasil;
- Estoques finais maiores nos Estados Unidos;
- Possibilidade de revisão negativa para consumo de milho nos EUA.
CBOT
Um feliz e próspero 2026!
Os contratos de milho encerraram a primeira semana do ano registrando uma leve alta na CBOT. O março/26 encerrou a última sexta-feira negociado a US¢445,75/bu (+1,9%).
Intraday (15 min) contrato de mar/26 - CBOT

Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.
Nas últimas semanas, o USDA terminou de publicar os dados de vendas de exportação que estavam faltando em função do shutdown do governo americano do ano passado. O ritmo de vendas de exportação de milho seguiu forte, reforçando o cenário de embarques recorde em 2025/26.
Atualmente, as vendas corroboram uma nova revisão positiva para as exportações por parte do USDA. No entanto, existem ainda muitas incertezas com relação ao balanço que será divulgado hoje (12/01) à tarde, no WASDE.
Uma redução na produtividade da safra americana é amplamente esperada. No entanto, esse possível corte deve ser acompanhado de uma redução dos números de consumo doméstico, tanto pelo lado de ração animal quanto, em menor grau, pelo lado do consumo de milho para etanol. Os participantes do mercado contarão com os dados trimestrais de estoques para amparar essas revisões.
De forma geral, esse novo relatório será a grande pauta da semana. Embora vislumbre que o corte no consumo possa ser baixista para o milho, existe uma incerteza muito grande sobre o que isso de fato significará para os estoques de passagem norte-americanos.
Brasil
Os preços de milho na B3 operaram a semana em leve baixa, com o vencimento de março/26 encerrando a semana passada a R$72,89/saca (-1,6%).
Intraday (15 min) contrato de mar/26 - B3

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
A StoneX revisou suas projeções para a safra de milho 2025/26. A principal revisão se deu na expectativa de produtividade do milho de primeira safra no estado de Santa Catarina. As expectativas de colheita de milho safrinha se mantém em 105,8 mil toneladas; A produção total está projetada em 134,4 milhões de toneladas.
As exportações de milho em 2025 fecharam o ano em quase 41 milhões de toneladas. As expectativas para janeiro de 2026 estão positivas: com a ANEC estimando as exportações da primeira semana do mês em 1,25 milhões de toneladas, existe a possibilidade de superarmos janeiro/25, quando foram exportadas, ao todo, 3,6 milhões de toneladas. Essa tendência ainda é reforçada por um ganho de competitividade do milho brasileiro, frente ao argentino, que é um dos mais caros do mundo atualmente, mas também do americano no momento que este relatório é escrito. Com isso, a possibilidade de um balanço mais apertado no primeiro semestre do ano se fortalece.
Argentina
A safra de milho na Argentina apresentou uma deterioração de suas condições. Após atingir 87% das lavouras em condições boas/excelentes em meados de dezembro, a atualização da semana passada realizada pela Bolsa de Cereales apontou que 75% da área está na condição mais ideal. Apesar da deterioração das últimas semanas, ainda é um patamar superior à média dos últimos anos.
Dessa forma, com um crescimento da área plantada e uma produtividade que, ao que tudo indica, deve ser boa, a safra argentina (que começará a ser colhida por volta de fevereiro) crescerá. Isso, somado a uma queda das retenciones de 9,5% para 8,5%, anunciada pelo governo do país em dezembro, o país poderá ser uma origem bastante competitiva nas exportações neste ano.
Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)


Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Preços físicos no Brasil (R$/sc)


Fonte: StoneX.
AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
