
Vendas de exportação robustas entregam suporte para milho em Chicago; na América do Sul, preços caem
- Bullish
- Consumo aquecido a nível global;
- Exportações seguem fortalecidas nos Estados Unidos;
- Perspectivas de menor área plantada nos EUA em 2026;
- Consumo brasileiro aquecido.
- Bearish
- Avanço de área plantada 2025/26 no Brasil;
- Produtividade recorde nos EUA;
- Estoques finais maiores nos Estados Unidos;
- Possibilidade de revisão negativa para consumo de milho nos EUA.
CBOT
Os futuros encerraram a semana passada em alta em alta no mercado americano, com o março/26 encerrando a US¢429,25/bu (+1%).
Intraday (15 min) contrato de mar/26 - CBOT

Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.
Após ter operado lateralmente nos primeiros dias da semana, o mercado avançou fortemente na sexta-feira após o FAS anunciar vendas de exportação de 4 milhões de toneladas (!) na semana anterior. Trata-se do maior volume semanal desde o início de 2021. Essa divulgação coloca os compromissos de exportação de milho substancialmente acima do que seria esperado no cenário divulgado pelo USDA no último WASDE. Ainda assim, o mercado está bem abastecido em função do tamanho da safra que foi observado no ano passado nos Estados Unidos.
Daqui para frente, deveremos seguir observando um milho americano bastante competitivo. No entanto, uma maior competitividade da safra argentina começa a entrar no radar do mercado.
Argentina
Apesar da forte pressão que sofreu após a divulgação do WASDE, há duas semanas, o milho americano vem encontrando uma competitividade cada vez maior do milho argentino aos olhos dos compradores internacionais.
O plantio de uma área maior somado a um excelente desenvolvimento inicial das lavouras barateou bastante o cereal argentino, tornando-o o mais barato do mundo em termos FOB nos últimos dias.
Ainda assim, nas últimas semanas, temos visto um padrão mais seco em diversas regiões produtoras, o que fez as condições se deteriorarem fortemente, com a porcentagem das lavouras em condições boas/excelentes recuarem de 88% para 52% em um tempo curto. Ainda assim, trata-se de um padrão sazonal comum, ainda posicionando esta safra como uma das mais saudáveis dos últimos anos até o momento.
Em um contexto de diminuição da participação do Brasil no mercado exportador, o papel argentino tende a ser reforçado no suprimento do mercado global.

Argentina | % de chuvas frente média histórica (últimos 30 dias) Fonte: StoneX.

Argentina | Área em condições boas/excleentes (%) Fonte: Bolsa de Cereales de Buenos Aires.

Argentina | Área plantada de milho (milhões de hectares) Fonte: Bolsa de Cereales de Buenos Aires.
Brasil
Os preços no mercado doméstico foram bastante pressionados ao longo da semana passada. Para além de um baixo apetite comprador, que, ao que tudo indica, estão relativamente abastecidos no curto prazo, o mercado também reagiu a um enfraquecimento global do dólar, o que tirou competitividade do milho brasileiro.
O vencimento de março/26 encerrou a semana a R$68,84/saca (-2,7%).
Intraday (15 min) contrato de mar/26 - B3

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Brasil
A safra brasileira segue apresentando um desenvolvimento bastante adequado e o início do plantio da safrinha segue com relativa normalidade, o que mantém o mercado pouco abastecido de grandes fatos relevantes que possam trazer movimentações mais bruscas para os preços.
Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)


Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Preços físicos no Brasil (R$/sc)


Fonte: StoneX.
AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
