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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja termina semana em baixa, com foco na safra dos EUA
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Apesar de ainda ser cedo, clima nos EUA já está movimentando as cotações
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 24/25 amplia diferença frente ao consumo, segundo o USDA;
  • Melhora da produtividade com o avanço da colheita no Brasil;
  • Margens de esmagamento mais pressionadas na China;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • Perspectivas de crescimento de área nos EUA.
  • Fatores altistas
  • Clima mais seco no leste do cinturão dos EUA;
  • Perdas de safra nos Rio Grande do Sul, devido a inundações;
  • Fundos especulativos reduzem posição vendida;
  • Esmagamento aquecido nos EUA em maio;
  • USDA continua apostando em importações chinesas muito aquecidas.

Na semana passada, as cotações da soja em Chicago alternaram entre altas e baixas, mas a tendência de queda predominou. O vencimento para julho encerrou a sexta-feira (dia 21) em 1160,5 cents por bushel, queda semana de 1,6%.

Ainda que a temporada 2024/25 esteja apenas começando no Hemisfério Norte, o clima nos EUA já tem movimentado o mercado, destacando que o país é o segundo maior produtor mundial de soja.

O USDA começou a divulgar o seu acompanhamento semanal da safra norte-americana em abril, com o plantio bastante acelerado, mas o mês de maio registrou chuvas volumosas em parte do cinturão agrícola norte-americano, atrasando o andamento dos trabalhos no campo. No caso da soja, houve uma desaceleração da semeadura, por causa das chuvas, mas o progresso ainda se manteve acima da média de cinco anos durante todo o período. Na semana encerrada em 16/06, o plantio da safra de soja 24/25 do país alcançou 93% do total, acima da média de cinco anos, em 91%, apesar de abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, em 97%.

No período recente, um clima mais seco no leste do cinturão resultou em um suporte para os preços na bolsa, mas que não se sustentou, com mudanças frequentes nas previsões climáticas e divergências entre os modelos americano e europeu.

De qualquer maneira, esse clima mais seco em parte do cinturão dos EUA resultou em alguma piora da qualidade das lavouras na divulgação das condições das lavouras referente ao dia 16/06, mas o percentual bom/excelente da soja, em 70%, configura um patamar elevado, acima do ano passado e da média de cinco anos, e que em anos anteriores esteve associado a produtividades excelentes ou mesmo recordes.

Destaca-se, também, que ainda é cedo, com o período de enchimento de grão da soja, considerado o mais crítico quanto à falta de umidade, se concentrando em agosto. Mesmo assim, qualquer questão climática nos EUA tende a trazer volatilidade ao mercado.

Na Argentina, a colheita está em seu final, tendo alcançado 98,3% do total na última quarta-feira (dia 19), com um rendimento médio de 3 toneladas por hectare, o que vai confirmando a estimativa da Bolsa de Buenos Aires, em 50,5 milhões de toneladas.

Intraday Semanal - julho/24
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Pelo lado da demanda, as vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 13/06 alcançaram 556,5 mil toneladas, volume dentro do intervalo das estimativas, que iam de 375 a 850 mil. No acumulado, foram negociadas 44,3 milhões de toneladas.

Destaca-se o dado de esmagamento de soja do EUA, divulgado pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês), que representa cerca de 95% da indústria do país. Em maio, foram esmagadas 5 milhões de toneladas, enquanto a média das estimativas do mercado estavam em 4,85 milhões. Além disso, os estoques de óleo de soja caíram para 782 mil toneladas, o que vai de encontro às perspectivas de um consumo aquecido por parte do setor de diesel renovável.

Ainda em relação aos derivados da soja, o mercado monitora o esmagamento argentino, após a quebra do ano passado. A expectativa é de que o país volte a processar os volumes usuais da oleaginosa, aumentando a concorrência no mercado exportador, com Brasil e EUA, principalmente para o farelo, uma vez que o consumo interno brasileiro e norte-americano de óleo está aquecido. Contudo, o esmagamento argentino parece ainda não ter se recuperado, mesmo com a colheita da soja praticamente finalizada, o que poderia ampliar a “janela” de exportação para os concorrentes.

Vendas de exportação EUA - safra 2023/24 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

No Brasil, os dados preliminares mostram que as exportações de soja em junho estão muito aquecidas; até o dia 14 deste mês, foram embarcadas 7,3 milhões de toneladas da oleaginosa. Contudo, mesmo com a manutenção de volumes elevados, por enquanto, a tendência é de uma desaceleração nos próximos meses, com a entrada do período de entressafra e considerando que a produção 23/24 foi menor que o recorde do ano passado.

Nesta semana, a sexta-feira (dia 28) trará divulgações importantes e muito aguardadas: a área plantada, que revisa as intenções de plantio de março e pode trazer movimentações bruscas ao mercado, a exemplo do registrado em anos anteriores. Para a soja, a área em 35 milhões de hectares ficou em linha com o esperado em março, mas surpresas podem ocorrer. O mercado não aposta em maiores mudanças, com a média das expectativas em 35,11 milhões de hectares. Além disso, também será divulgada a posição trimestral dos estoques em 01/06, que traz uma boa ideia do andamento do consumo nos EUA, sinalizando qual será o tamanho dos estoques finais da safra 23/24, em 01/09.

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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