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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja tem semana de alta com dados de demanda e clima nos EUA no radar
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Perspectivas para diesel renovável nos EUA se mantêm positivos, inclusive com RINs D4 subindo
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 24/25 amplia diferença frente ao consumo, segundo o USDA;
  • Melhora da produtividade com o avanço da colheita no Brasil;
  • Margens de esmagamento mais pressionadas na China;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • Finalização da colheita na Argentina, com safra robusta;
  • Condições de safra favoráveis nos EUA.
  • Fatores altistas
  • Perdas de safra nos Rio Grande do Sul, devido a inundações;
  • Fundos especulativos reduzem posição vendida;
  • Esmagamento aquecido nos EUA em maio;
  • Conversão de plantas para diesel renovável na Califórnia;
  • USDA continua apostando em importações chinesas muito aquecidas.

A primeira semana de julho foi positiva para as cotações da soja em Chicago, com o vencimento para a agosto encerrando a sexta-feira (dia 05) em 1166,25 cents por bushel, ganhos de 2,9% no período.

A safra dos EUA continua como um dos principais fatores a influenciar o mercado, mas questões pelo lado da demanda também tiveram participação na alta.

Apesar de a área plantada norte-americana 24/25, divulgada no dia 28/06, não ter ficado muito abaixo do que se esperava, com impactos limitados no balanço de oferta e demanda, o resultado da safra do país acaba recaindo ainda mais sobre a produtividade, diante desse cenário de uma área um pouco menor.

Com isso, o andamento da safra e o clima são acompanhados de perto. As condições boas/excelentes das lavouras norte-americanas no dia 30/06 ficaram estáveis em 67%, nível consideravelmente acima da média de cinco anos para o período, em 59%. Houve uma melhora das condições em estados como Missouri, Indiana e Illinois, enquanto as áreas mais a noroeste registraram queda, em meio ao clima mais chuvoso.

De qualquer forma, como ressaltado no relatório anterior, caso as condições boas/excelentes se mantenham em níveis mais elevados até o início de agosto, as chances de uma produtividade acima da tendência são elevadas. O mês de agosto concentra o enchimento de grão nos EUA, fase determinante para o rendimento das lavouras.

Em relação à demanda, o dado oficial de esmagamento dos EUA em maio ficou em linha com o divulgado anteriormente pela Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês), que representa 95% das esmagadoras do país. No quinto mês de 2024, foram processadas 5,23 milhões de toneladas de soja, nível que está condizente com as perspectivas do USDA para o esmagamento do ano safra 23/24, em 62,32 milhões de toneladas.

O processamento da soja nos EUA tem sido puxado pelo mercado de biocombustíveis, com destaque para o diesel renovável, com o país direcionando a oferta do óleo vegetal para o mercado doméstico. O anúncio da conversão total de uma grande planta para biocombustíveis na Califórnia, na semana, passada foi entendido como um sinal de que o mercado continua aquecido. Diante desse cenário, as preocupações com a oferta de óleo de palma do sudeste asiático também estão no radar, com o clima na Indonésia e na Malásia sendo monitorado. Destaca-se que os EUA importam óleo de palma para outros usos, enquanto reforçaram o consumo do óleo de soja para biocombustíveis.

Intraday Semanal - agosto/24
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

As vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 27/06 alcançaram 228,4 mil toneladas, nível no piso das estimativas do mercado, que iam de 200 a 600 mil toneladas. No acumulado, foram negociadas 44,8 milhões de toneladas e, mesmo com o volume semanal baixo, a estimativa do USDA, em 46,27 milhões de toneladas, ainda está no caminho de ser alcançada.

No Brasil, as exportações de soja em junho atingiram 13,9 milhões de toneladas, levando o acumulado para 64,2 milhões de toneladas, volume ainda superior ao registrado no primeiro semestre de 2023, quando estava em 62,8 milhões de toneladas. De qualquer forma, como o excedente exportável deste ano está menor, uma vez que a safra 23/24 registrou perdas climáticas e não repetiu o recorde anterior, os próximos meses devem ser de exportações mais fracas, o que coincide com a entressafra da oleaginosa por aqui.

Vendas de exportação EUA - safra 2023/24 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

Nesta semana, como já é esperado, a safa norte-americana deve continuar influenciando os preços. Nos últimos três dias, choveu em praticamente todo o cinturão de grãos do país, com os maiores volumes registrados na região central de Iowa, parte de Oklahoma e Louisiana. Nos próximos dias, áreas mais a leste da região produtora devem receber precipitações mais significativas, mas pode haver o risco de inundações em algumas áreas. Por outro lado, o noroeste do cinturão deve ficar mais seco, situação bem-vinda, após a chuvas pesadas recentes.

Em relação às divulgações, além dos dados semanais, como o acompanhamento de safra dos EUA, nesta semana, serão publicados o levantamento de safra da Conab e o relatório de oferta e demanda do USDA.

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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