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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja fecha semana próxima da estabilidade em meio a manutenção das perspectiva de balanço de O&D confortável
 
   Leonardo Rossetti
 
 
 
Estimativas do USDA de setembro mantiveram perspectiva de safra recorde
nos EUA
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 24/25 amplia diferença frente ao consumo, segundo o USDA;
  • USDA mantém produtividade elevada em revisão das estimativas de setembro;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • StoneX estima produção recorde para a safra brasileira 24/25;
  • Condições de safra favoráveis nos EUA;
  • Vendas de exportação acumulada da safra 24/25 dos EUA seguem abaixo do ciclo anterior.
  • Fatores altistas
  • Medidas de incentivo adotadas pelo governo chinês;
  • Fundos com elevada posição vendida;
  • Esmagamento aquecido nos EUA;
  • Conversão de plantas para diesel renovável na Califórnia;
  • EUA avaliam limitar importação de óleo de cozinha usado (UCO);
  • Perspectiva de início do ciclo de cortes de juros do Fed.

As cotações da soja encerraram próximas da estabilidade na última semana de negociação na bolsa de Chicago, com o mercado permanecendo em terreno pressionado, influenciada principalmente pela perspectiva de que balanço de oferta e demanda confortável para a temporada 2024/25, após um relatório WASDE do USDA sem grandes mudanças. O vencimento de novembro encerrou a sexta cotado a 1006 cents por bushel, leve ganho de 0,1% no período.

Intraday Semanal - novembro/24
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Sobre a atualização das estimativas do USDA da última quinta-feira (12), as maiores expectativas eram em relação à produtividade, uma vez que seria o primeiro relatório que o Departamento traria atualizações baseadas em pesquisa de campo. Todavia, o complexo de soja não verificou grandes mudanças, com o balanço de oferta e demanda se mantendo em condições confortáveis. O rendimento da soja nos EUA se manteve inalterado, com a estimativa para a produção americana em 2024/25 passando por uma redução marginal de 124,89 para 124,81 milhões de tons, com um ajuste para baixo de 1,8% nos estoques finais para 14,87 milhões de tons. Ainda assim, os estoques são 61% superiores ao estimado para 2023/24. Já em termos globais, a produção verificou leve ajuste de 0,1% para cima, enquanto os estoques finais e a relação estoque/uso da soja foram ajustadas em 0,2% para cima.

Pelo lado da demanda, as vendas de exportação da safra 24/25 na semana encerrada em 5/09 totalizaram 1,474 milhão de tons, dentro do intervalo das estimativas, que iam de 900 mil a 1,6 milhão de tons, e ficando acima da média dos últimos três anos para o período, de 1,2 milhão. Em termos acumulados, A safra acumula 15,4 milhões de tons, ainda permanecendo em ritmo inferior à safra anterior, que era de 16,7 milhões de tons no mesmo período. 

Vendas de exportação EUA - safra 2024/25 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

Enquanto isso, no Brasil, os agentes seguem acompanhando os baixos níveis de umidade e temperaturas elevadas, que têm prejudicado a fase inicial do plantio da soja. Até o momento, poucas áreas nos estados do Paraná e Mato Grosso já foram plantadas, com um atraso em relação ao avanço observado para o mesmo período do ano anterior. Vale destacar que atualmente os modelos de previsões de chuvas apontam para algumas precipitações em regiões produtoras no final do mês, todavia, ainda devendo se mostrar irregulares, o que pode gerar algumas preocupações em algumas áreas do Centro-Oeste e Nordeste.

Nesse início de semana, os agentes devem repercutir os dados de esmagamento de soja dos Estados Unidos da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (NOPA), divulgados no início da tarde dessa segunda-feira (16). A associação reportou um esmagamento de 4,3 milhões de tons, variação de -13,6% em relação a julho e de -2,1% frente a agosto de 2023, quando foram esmagadas 4,394 milhões de toneladas. O resultado foi significativamente inferior à mediana das estimativas, que apontavam para  um esmagamento de 4,663 milhões de tons. Já para os estoques de óleo de soja foi contabilizado 516 mil tons, forte queda de 24,1% frente ao mês anterior e de 9,0% frente a agosto/2023. O resultado também fica abaixo do estimado pelos agentes, que projetavam 615 mil tons.

Uma redução no ritmo de esmagamento já era sazonalmente esperada para este período do ano, já que a safra está próxima do fim, com menores volumes disponíveis, e parte das esmagadoras entram em período de manutenção em preparação para o próximo ciclo, que começa em outubro, todavia, o resultado mostra um apetite aquém do esperado da indústria. Vale destacar também que o esmagamento fraco junto dos estoques baixos fornece algum suporte às cotações do óleo de soja. Por outro lado, com a chegada da nova safra e a recente expansão da capacidade de esmagamento da indústria americana, a expectativa é de que volumes significativamente maiores de soja sejam processados nos Estados Unidos no último trimestre do ano.

Ademais, o cenário macroeconômico deve ter grande influência em meio à decisão de política monetária do Federal Reserve, com expectativas de que o banco central americano reduzirá sua taxa básica de juros pela primeira vez desde março de 2020. Todavia, as dúvidas giram em torno de se o corte promovido será de 25 ou 50 pontos base. Como analisado no último semanal de câmbio, até o final da semana passada, parecia mais provável uma redução de 25 pontos base, uma vez que os indicadores recenes apontam uma economia americana desacelerando de maneira gradativa, e não brusca e intensa. Já nesta segunda, após algumas declarações de membros da autoridade monetária sobre a possibilidade de um corte inicial mais intenso, 59% das apostas apontam para a redução de 0,50 ponto percentual, enquanto 41% apostam no corte mais suave. Caso se confirme, a redução pode dar algum suporte para o complexo de commodities de maneira geral. Adicionalmente, terá destaque a atualização das projeções trimestrais dos membros do Fed para as principais variáveis da economia americana, que servirão para balizar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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10 de agosto – Os mercados globais de commodities e a economia permanecem em risco em meio a duas guerras nesta manhã. As tensões continuam a escalar tanto no Oriente Médio quanto no Mar Negro – ameaçando arrastar outros países para os conflitos. As ações estão em leve queda nesta manhã à medida que iniciamos uma semana de negociações na qual veremos dados-chave de inflação e vendas no varejo após um relatório de empregos fraco na última sexta-feira. Ainda assim, as ações continuam a ser negociadas logo abaixo dos níveis recordes, com o VIX sendo negociado perto das mínimas de 2026, logo acima de 15. O dollar index está sendo negociado perto de 99,7. Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos estão sendo negociados perto de 4,68%, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 2 anos estão perto de 4,23%. Os mercados de energia e de alimentos estão mais firmes hoje em meio aos riscos elevados. O petróleo WTI está sendo negociado perto de US$ 80, enquanto o Brent é negociado perto de US$ 85 por barril. Ganhos de dois dígitos nos mercados de trigo de inverno lideram a alta dos preços de grãos e oleaginosas.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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