As cotações da soja em Chicago terminaram o primeiro pregão da semana com leve tendência de alta influenciadas pelas boas perspectivas de chuvas no Meio Oeste dos EUA nos dez dias seguintes e, por outro lado, pela recuperação do óleo de soja.
As inspeções de exportação dos EUA na semana encerrada em 19/08 ficaram em 214 mil toneladas, volume que se mantém baixo em relação ao necessário para se alcançar a estimativa do USDA para o ano safra 2020/21, em 61,5 milhões de toneladas. No acumulado, foram embarcadas 59,96 milhões de toneladas, faltando menos de duas semanas para o encerramento do ano safra.
No final da tarde, o acompanhamento de safra do USDA para os EUA atualizou o percentual bom/excelente das lavouras para 56%, queda de 1 p.p., em linha com as expectativas do mercado, mas 9 p.p. abaixo da média para esse período do ano. Destaca-se que com o mês de agosto se encerrando, o clima vai perdendo a capacidade de ter grande influência sobre os rendimentos. Mesmo assim, os números ainda podem sofrer mudanças importantes.
Intraday semanal - novembro/21 (CME)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
A terça feira foi de rali de alta para os preços da soja na CBOT, diante dos ganhos do óleo de soja e com rumores de compras entre 4 e 6 cargas do grão por parte da China. O USDA reportou vendas de 132 mil toneladas da oleaginosa para o país asiático no dia. Mesmo assim, as vendas estão fracas em comparação ao mesmo período de outros anos, mas há expectativas de que possam ganhar força, diante das margens de esmagamento positivas na China.
Na quarta-feira, a soja terminou a sessão em leve alta. Mais uma vez, houve influência dos ganhos do óleo de soja, com apostas de que a demanda para biocombustíveis continuará fortalecida. Por outro lado, o farelo de soja recuou, pesando sobre os preços do grão.
Na quinta-feira, a tendência de queda predominou para a soja, com exceção do contrato para setembro, já influenciado pela proximidade do vencimento e menor volume. Houve liquidação de posição no mercado de óleo de soja, em meio a rumores de que a EPA (Agência de Proteção Ambiental, na sigla em inglês) entregou a recomendação dos mandatos de biocombustíveis dos EUA para a Casa Branca.
Além disso, a Indonésia anunciou que vai atrasar a passagem do B30 para o B40 no país, diante dos preços elevados do óleo de palma.
Quanto ao clima, as chuvas registradas no noroeste do cinturão de grãos dos EUA e novas previsões de precipitação também contribuíram para a queda das cotações do grão.
O USDA anunciou mais 133 mil toneladas de soja negociadas com a China e 132 mil para destinos desconhecidos. As vendas de exportação na semana encerrada em 19/08 ficaram em 75,1 mil toneladas para a safra 2020/21 e em 1,75 milhão para a 2021/22, volumes dentro das expectativas do mercado.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
As vendas para a safra nova estão mais fracas em comparação ao mesmo período do ano passado, sendo que a China reponde por quase a totalidade dessa diferença. No acumulado, já foram negociadas com a China 6,6 milhões de toneladas, frente a 12,5 milhões no mesmo nesta mesma época de 2020.
A sexta-feira foi de volatilidade, com destaque, mais uma vez, para o spread SUSX, em meio às preocupações com o furacão Ida nos EUA.
Destaca-se o anúncio de mais vendas de exportação da safra 2021/22 dos EUA, com 129 mil para a China.
Além disso, as previsões de um clima mais úmido nos EUA continuaram pesando sobre os preços da soja. Houve o registro de boas chuvas em regiões mais secas de Iowa e Minnesota, o que pode trazer benefícios quanto aos rendimentos das lavouras.
PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)
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