As cotações da soja em Chicago começaram a semana anterior em forte baixa, com a queda acentuada do spread SUSX, além das expectativas positivas para a safra norte-americana.
A ocorrência de boas chuvas no cinturão, incluindo a região mais a oeste, que é a que vem mais sofrendo com condições secas, alimenta a possibilidade de ganhos de produtividade para a safra 2021/22 dos EUA.
Pelo lado da demanda, o USDA reportou novas vendas de soja da safra nova para a China, num volume de 256 mil toneladas no dia. Mesmo assim, as negociações ainda precisam ganhar força para alcançar o ritmo observado um ano antes.
As inspeções de exportação na semana encerrada em 26/08 ficaram em 377 mil toneladas, com o acumulado de embarques atingindo 60,3 milhões de toneladas, faltando, assim, mais de 1 milhão de toneladas para se alcançar a estimativa do USDA, em 61,5 milhões de toneladas, e somente 5 dias para o encerramento do ano safra 2020/21. Com isso, essa estimativa de exportações não deve ser alcançada, impactando os estoques finais.
No final da tarde, o acompanhamento de safra do USDA manteve as condições boas/excelentes das lavouras norte-americanas em 56%, percentual 9 p.p. abaixo da média para o período. Destaca-se que a melhora nas condições em Illinois e na Dakota do Norte foram suficientes para compensar as perdas em vários outros estados.
Intraday semanal - novembro/21 (CME)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na terça-feira, os preços da soja continuaram no campo negativo, com clima mais chuvoso no noroeste da região produtora dos EUA pesando sobre os preços, além da movimentação no mercado de óleo e também das preocupações com os impactos do furacão Ida sobre as instalações portuárias na região do Golfo.
O mercado monitora, ainda, as compras de soja norte-americana pela China, que estão mais fracas, havendo receios de que a safra recorde no Brasil possa impactar negativamente os volumes negociados entre os dois países. Cabe ressaltar, que o melhor período de exportação de soja dos EUA é o último trimestre do ano, logo após a colheita.
A quarta-feira foi de continuidade do movimento de baixa das cotações, com o mercado monitorando os estrados do furacão Ida e a possibilidade de um menor interesse pelas exportações dos EUA pela região do Golfo. Destaca-se que não foram reportadas vendas dos EUA para a China no dia.
Além disso, as previsões climáticas continuaram indicando boas chuvas para a região mais a oeste do cinturão de grãos nos EUA.
Na quinta-feira, a soja voltou a encerrar no campo positivo, mas com ganhos pequenos, após a notícia de que uma grande refinaria nos EUA estaria investindo em diesel renovável, juntamente com uma grande esmagadora de soja. Destaca-se que a conversão de refinarias de petróleo para diesel renovável não é um fato novo nos EUA. Algumas refinarias já vêm passando por esse processo nos últimos anos.
As vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 26/08 alcançaram 68,2 mil toneladas para a safra 2020/21, volume dentro das expectativas, e 2,1 milhões para o ciclo 2021/22, superando o teto das estimativas, que iam de 725 mil a 1,4 milhão de toneladas. Mesmo com esse resultado positivo para a safra nova, o acumulado ainda está cerca de 6,5 milhões de toneladas abaixo do registrado no mesmo período de 2020, sendo 5 milhões a menos somente para a China.
No final da tarde, a StoneX divulgou sua estimativa de safra para os EUA, trazendo um aumento da produtividade média, para 3,42 toneladas por hectare, que levou a produção a subir para 120 milhões de toneladas.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
A sexta-feira foi mais um dia de encerramento em leve alta, com o mercado monitorando as vendas para escoamento pela região central do Golfo. O USDA anunciou a venda de 163 mil toneladas de soja 2021/22 para a China. Destaca-se, contudo, que as vendas do produtor norte-americano continuam mais fracas, após a recente queda de preços.
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