- Produção mundial 2023/24 estimada muito acima do consumo, segundo o USDA;
- Indicadores econômicos ainda fracos;
- Recorde absoluto de produção no Brasil e falta de armazenagem;
- Plantio acelerado da safra norte-americana;
- Chances de El Niño aumentam.
- Relaxamento das medidas anti Covid na China;
- Perdas consideráveis de safra na Argentina, devido ao clima;
- Margens de esmagamento chinesas estão mais favoráveis;
- Aumento da mistura obrigatória de biodiesel no Brasil, a partir de abril de 2023.
Na semana anterior, a soja deu continuidade ao movimento de baixa em Chicago, com o vencimento para julho encerrando a sexta-feira (dia 19) em 1307,25 cents por bushel, baixa de 6%.
Após o relatório do USDA ter trazido uma perspectiva bastante baixista para o mercado de soja, ao se considerar as estimativas para a safra 2023/24, com a produção mundial bastante acima do consumo, as cotações da oleaginosa até subiram na segunda-feira (dia 15), registrando algum ajuste, mas não sustentaram os ganhos nas sessões seguintes, com a queda predominando.
A combinação que justifica essa pressão sobre os preços continua a mesma, uma perspectiva de oferta sem maiores problemas e dúvidas pelo lado da demanda.
Pelo lado da produção, os números da América do Sul estão bastante consolidados, com o recorde brasileiro compensando as perdas argentinas. No caso argentino, destaca-se que a Bolsa de Buenos Aires cortou, mais uma vez, a estimativa de produção 2022/23, para apenas 21 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo, a falta de ameaças climáticas à safra norte-americana nesse início de ciclo reforça o cenário de oferta tranquila.








