- Produção mundial 2023/24 estimada muito acima do consumo, segundo o USDA;
- Indicadores econômicos ainda fracos;
- StoneX estima nova safra recorde 2023/24 para o Brasil;
- Margens pressionadas do setor de suínos na China;
- Exportações fracas dos EUA.
- Importações aquecidas de soja pela China;
- Margens de esmagamento positivas na China;
- Corte de produtividade e produção da safra dos EUA;
- Perspectivas positivas para o esmagamento norte-americano;
- Clima mais seco, com temperaturas elevadas nos EUA e estimativa de produção menor pela Pro Farmer.
Na semana passada, as cotações da soja em Chicago alternaram entre altas e baixas e encerraram o período em queda. O vencimento para novembro terminou a sexta-feira (dia 01) em 1369,75 cents por bushel, recuo semanal de 1,3%.
Apesar de o andamento da safra norte-americana, com a definição da produtividade, ainda continuar preocupando, houve uma correção, após as altas semanais anteriores, com o lado da demanda também no radar.
Como já destacado o crop tour da Pro Farmer indicou um rendimento e uma produção mais baixos que o número oficial para os EUA na safra 2023/24. Contudo, os números do USDA, que serão divulgados no dia 12/09, são muito aguardados, para confirmar ou não a avaliação a campo que indica uma produtividade mais baixa.
Há preocupações com o clima quente e seco que predominou na maior parte do cinturão de grãos norte-americano desde meados de agosto, uma vez que o mês é central para a definição da produtividade da soja no país. Com isso, a atualização do acompanhamento de safra, que ocorrerá na tarde de amanhã, devido ao feriado do Dia do Trabalho nos EUA, é muito aguardado.
O último acompanhamento, referente à semana encerrada em 27 de agosto, trouxe uma queda do percentual bom/excelente de 59% para 58%, recuo menor que o mercado esperava, nível ainda abaixo da média de cinco anos, em 61%, mas superior ao alcançando na mesma semana de 2022, quando ficou em 57%. No acompanhamento de amanhã, poderá ocorrer uma redução um pouco maior, como reflexo do clima mais quente e seco no país.


Pelo lado da demanda, falta uma semana de dados para o encerramento do ano safra de exportações dos EUA e, caso não haja um pico nos volumes, a estimativa do USDA para o ciclo 2022/23, em 53,89 milhões de toneladas, não deve ser alcançada. Até o dia 24/08, foram embarcadas 51,8 milhões de toneladas.
Em relação às vendas da safra 2022/23, o acumulado ficou em 53,4 milhões de toneladas, indicando que parte dos volumes negociados devem ser rolados para o próximo ciclo.
Para a safra 2023/24, as vendas na semana encerrada em 24/08 alcançaram 1,12 milhão de toneladas, levando o acumulado a 12,9 milhões. Nessa mesma semana no ano passado, já tinham sido negociadas 20,5 milhões de toneladas da safra nova. Destaca-se que as vendas para a China estão 7,2 milhões de toneladas mais fracas que um ano atrás, situação que vai continuar sendo acompanhada, uma vez que o país asiático comprou muita soja brasileira após a produção recorde na safra 2022/23. Com isso, as necessidades de compra de soja norte-americana devem estar menores. Cabe lembrar que, segundo as estimativas do USDA, as importações chinesas de soja no ciclo 2023/24 estão estimadas em 99 milhões de toneladas, o que representaria uma queda anual.

De qualquer forma, considerando os elevados volumes importados de soja pela China nos últimos meses, há uma recomposição dos estoques do país, mesmo com as margens de esmagamento se mantendo positivas. Além disso, as exportações de farelo por parte da China, mesmo que os volumes ainda sejam baixos, acendem o alerta quanto ao consumo interno para ração, lembrando que o governo do país tem incentivado a redução da participação do farelo de soja na composição das rações.
No Brasil, destaca-se que a StoneX atualizou sua estimativa de produção de soja para o ciclo 2023/24, trazendo um pequeno aumento, para 163,63 milhões de toneladas, 156 mil toneladas a mais que o divulgado em agosto. Esse aumento decorreu do ajuste positivo da expectativa de área plantada em Minas Gerais, não havendo outras mudanças estaduais nessa divulgação.
Ressalta-se o clima aqui no Brasil já é acompanhado de perto, com o início do período de plantio em setembro, e num ano de influência do El Niño.
Para esta semana que começa, devem crescer as expectativas do mercado quanto o relatório do USDA, que será divulgado no dia 12/09, já que as dúvidas sobre a produtividade e o tamanho da safra dos EUA permanecem. Além disso, são esperados os dados de demanda para encerramento do ano safra de exportações dos EUA. A StoneX do Brasil também atualizará as informações do andamento da comercialização por aqui.




