O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja tem mais uma semana de queda, aguardando novos dados dos EUA
 
Ana Luiza Lodi
Especialista em Inteligência de Mercado
Acompanhamento de safra trouxe piora considerável das condições das lavouras, mas mercado espera dados de oferta e demanda do USDA
Fatores baixistas
  • Produção mundial 2023/24 estimada muito acima do consumo, segundo o USDA;
  • Indicadores econômicos ainda fracos;
  • StoneX estima nova safra recorde 2023/24 para o Brasil;
  • Margens pressionadas do setor de suínos na China;
  • Exportações fracas dos EUA.
 
Fatores altistas
  • Importações aquecidas de soja pela China;
  • Margens de esmagamento positivas na China;
  • Corte de produtividade e produção da safra dos EUA;
  • Perspectivas positivas para o esmagamento norte-americano;
  • Clima mais seco, com temperaturas elevadas nos EUA e piora da qualidade das lavouras.

Na semana anterior, mais curta, após o dia do Trabalho nos EUA, na segunda-feira (04), as cotações da soja terminaram o período no campo negativo. O vencimento para novembro encerrou a sexta-feira (dia 08) em 1363 cents por bushel, baixa semanal e 0,5%.

Destaca-se que esse recuo aconteceu mesmo com as dúvidas sobre o tamanho da safra norte-americana 2023/24. O acompanhamento de safra dos USDA referente à semana encerrada em 03/09 trouxe uma queda de 5 p.p. do percentual bom excelente das lavouras do país, ficando em 53%, recuo maior do que o mercado esperava, em decorrência do clima quente e seco que predominou no Meio Oeste desde a metade de agosto.

Após esse resultado, o pregão seguinte registrou um rali de preços, mas que não se sustentou, com outros fatores também sendo acompanhados, além das dúvidas sobre qual será o ajuste que o USDA trará no relatório de oferta e demanda, que será divulgado nesta terça-feira (dia 12). Mesmo com essas sinalizações, com piora de qualidade das plantas e algumas estimativas privadas ajustando a perspectivas para a safra norte-americana para baixo, o quanto a pesquisa a campo do USDA, antes desse próximo relatório, conseguirá captar dos potenciais prejuízos causados pelo clima ainda é dúvida.

A StoneX divulgou sua estimativa para a safra dos EUA, com base em levantamentos de produtividade e considerando a área oficial do USDA, trazendo um novo recuo do rendimento e da produção. A produtividade média nacional foi estimada em 3,37 toneladas por hectare com a produção ficando em 112,78 milhões de toneladas, situação que tenderia a levar a um balanço de oferta e demanda ainda mais apertado que o estimado atualmente para o país.
Contudo, além de ainda permanecerem dúvidas sobre qual será o tamanho da safra norte-americana, o lado da demanda também preocupa.

Intraday Semanal - novembro/23
image 79728
 
image 79729
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Os dados da alfândega chinesa indicaram que o país importou 9,36 milhões de toneladas de soja em agosto deste ano, 2,2 milhões a mais que no mesmo mês de 2022. Com isso, faltando um mês para o encerramento das importações do país no ciclo 2022/23, é bastante possível que a estimativa atual do USDA, em 100 milhões de toneladas seja ultrapassada.

Atualmente, as margens de esmagamento chinesas se mantêm no campo positivo e a China importou muita soja do Brasil, após a colheita da safra recorde por aqui. Com isso, além do esmagamento interno, o país também aproveitou para recompor estoques, situação que traz dúvidas sobre qual será o tamanho das importações na safra 2023/24, lembrando que tem havido um esforço para reduzir a participação do farelo de soja nas rações, com apoio do governo. De qualquer maneira, a grande preocupação é o quanto a China importará de soja norte-americana, após vários meses de compras muito aquecidas, com foco no Brasil. O melhor período de embarques dos EUA é logo após a colheita da safra, de outubro a dezembro.

Ainda sobre as exportações de soja dos EUA, foram divulgados os dados de vendas e embarques da semana encerrada em 31/08, o que encerra o ano safra 2023/22 do país. Foram negociadas mais 155,6 mil toneladas da safra que se terminou na semana, levando o acumulado total para 53,4 milhões de toneladas. Os embarques acumulados alcançaram 52,2 milhões de toneladas.

No caso da safra 2023/24, as vendas semanais alcançaram 3 milhões de toneladas, superando consideravelmente o topo das estimativas, em 2 milhões. Mesmo assim, o acumulado para o ciclo permanece consideravelmente mais baixo que esse mesmo período em anos anterior. Destaque para o ritmo mais fraco de compras chinês.

Vendas de exportação EUA - safra 2023/24 (mil toneladas)
image 79730
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

 

No Brasil, a StoneX atualizou se acompanhamento de comercialização, com 80% da safra 2022/23 negociada, percentual ainda mais baixo que nesse mesmo período em anos anterior. Considerando a safra recorde em 157,7 milhões de toneladas, ainda restam 31,5 milhões de toneladas a serem vendidas pelos produtores brasileiros.

Nesta semana, como já comentado, será divulgado o relatório mensal do USDA, amanhã (dia 12), e a expectativa é muito grande quanto a possíveis ajustes para a safra dos EUA, tanto de produtividade, quanto de área, uma vez que o Departamento já sinalizou que revisões na área plantada poderão ocorrer.

 

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
image 79731
 

 

Agenda de Indicadores Econômicos
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Grãos e Oleaginosas

Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.