- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Avanço da colheita nos EUA;
- StoneX estima nova safra recorde 2023/24 para o Brasil;
- El Niño pode favorecer safra na América do Sul;
- Vendas de exportações acumuladas fracas dos EUA.
- Importações aquecidas de soja pela China;
- Consumo doméstico norte-americano aquecido;
- Corte de produtividade e produção da safra dos EUA;
- Argentina pode ficar sem soja para esmagamento nas próximas semanas;
- Chuvas ainda irregulares em parte das área produtoras brasileiras.
A soja terminou a semana anterior em torno da estabilidade, alternando entre altas em baixas, com o vencimento para novembro fechando a sexta-feira (dia 27), em 1297,25 cents por bushel, leve baixa de 0,4% no período.
Pelo lado baixista, destaca-se que o período de colheita nos EUA continuou pesando, além das previsões de chuva no Brasil e na Argentina. Por outro lado, dados mais positivos de exportação dos EUA e preocupações com a oferta de farelo argentino forneceram suporte aos preços.
O acompanhando de safra do USDA, referente à semana encerrada em 22/10, indicou que 76% das lavouras de soja da safra 2023/24 dos EUA estavam colhidas, percentual acima da média de cinco anos para o período, em 67%, mas mais baixo que o registrado na mesma semana de 2022, em 78%.
No Brasil, o acompanhamento semanal da StoneX trouxe 43,2% das lavouras de soja 2023/24 plantadas até o dia 27/10, mantendo-se atrasado em relação ao mesmo período do ano passado, quando alcançava 50,2%.
Nesse primeiro mês e meio de plantio de soja no Brasil, o clima ainda se manteve muito irregular em parte das áreas produtoras, como em regiões do Centro-Oeste. Contudo, as previsões climáticas estão indicando um clima mais chuvoso nas próximas semanas, o que deve melhorar a umidade do solo e abrir espaço para um avanço mais acelerado do plantio por aqui.
Ainda em relação ao clima, a Argentina também tem registrado volumes mais significativos de chuva e estão previstas mais precipitações para o país nas próximas semanas. No caso da soja, a Bolsa de Buenos Aires ainda não começou a divulgar seu acompanhamento de plantio, uma vez que o ciclo da oleaginosa no país é mais tardio, com uma janela semelhante à observada para o Rio Grande do Sul.


Falando da demanda, as exportações norte-americanas continuam no radar, em meio à competição com a soja brasileira. Os últimos dados de inspeções e de vendas mostraram bons volumes.
Na semana encerrada em 19/10, foram inspecionadas 2,46 milhões de tonelada de soja norte-americana, volume acima de uma semana antes, mas inferior ao alcançado na mesma semana do ano passado. No acumulado do ano safra 2023/24, as inspeções alcançaram 7,9 milhões de toneladas de soja, superando o registrado nesse período em 2022. De qualquer forma, como o ciclo de embarques ainda está no início, é cedo para afirmar se a estimativa do USDA será alcançada ou não, lembrando que o Departamento estima as exportações norte-americanas em 48,7 milhões de toneladas, abaixo do volume do ciclo 2022/23, que ficou em 54,2 milhões.
As vendas de exportação da safra 2023/24 dos EUA na mesma semana alcançaram 1,38 milhão de toneladas, volume mais próximo do teto das estimativas, que iam de 750 mil a 1,5 milhão de toneladas, levando o acumulado para 22,26 milhões de toneladas, volume ainda distante do registrado no ano passado, para a safra 2022/23, que estava em 31,47 milhões

Na Argentina, as preocupações com a manutenção do esmagamento de soja são grandes, com perspectivas que o país possa não ter soja para processar a partir do final de novembro. A safra 2022/23 foi de quebra em torno de 60%, devido à seca causada pelo La Niña, com a produção alcançando apenas 21 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Buenos Aires. O país está importando volumes maiores de soja, mas que não serão suficientes para manter a quantidade usual esmagada que é observada nos anos de produção perto de 50 milhões de toneladas.
Na última sessão da semana, na sexta-feira (dia 27), a soja registrou alta expressiva, impulsionada pelo mercado de farelo de soja. Com a Argentina esmagando menos soja e, consequentemente, exportando menos, lembrando que o país é o maior exportador mundial dos subprodutos da soja, a busca por farelo em outros ofertantes, como Brasil e EUA, acaba sendo reforçada. Diante desse cenário, os especuladores estiveram muito presentes no mercado.
Nesta semana que começa, os acompanhamentos de safra nos países produtores devem continuar no foco, assim como as exportações norte-americanas e o esmagamento argentino. Destaca-se que a StoneX atualizará suas estimativas para as safras do Brasil e dos EUA na quarta-feira (dia 01). Além disso, nesse mesmo dia, serão divulgadas as exportações brasileiras do mês de outubro.





