- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Registro de chuvas mais abundantes nas áreas de soja do Brasil;
- StoneX ainda estima safra recorde 2023/24 para o Brasil;
- USDA aumenta produção 2023/24 dos EUA;
- Vendas de exportações acumuladas fracas dos EUA.
- Vendas de volumes importantes de soja dos EUA para a China;
- Consumo doméstico norte-americano aquecido;
- Argentina pode ficar sem soja para esmagamento;
- Necessidade de mais chuvas nas regiões produtoras do Brasil.
- Perdas de potencial produtivo na safra brasileira.
As cotações da soja em Chicago terminaram a semana passada no campo negativo, com o vencimento para janeiro encerrando a sexta-feira (dia 24) em 1330,75 cents por bushel, baixa de 0,7% no período.
A semana começou com bastante especulação após o resultado da eleição presidencial na Argentina. A vitória do candidato ultraliberal, Javier Milei, foi bem recebida pelo agronegócio do país, bastante descontente com as retenciones incidentes sobre a exportações do maior fornecedor mundial dos derivados da soja. De qualquer forma, esses ganhos decorreram da possibilidade de que o novo governo não adote medidas para incentivar as vendas da soja pelo produtor argentino, como o dólar-soja, o que poderia afetar a disponibilidade da oleaginosa ao redor do mundo, caso os produtores do país continuem segurando os grãos como uma forma de seguro frente à inflação.
Destacaram-se, também, alguns rumores de compras de soja norte-americana pela China, mas que não foram confirmadas pelos reportes diários do USDA, divulgados quando ocorrem volumes mais significativos de vendas de exportação.


As inspeções de exportação na semana encerrada em 16/11 alcançaram 1,6 milhão de toneladas, volume abaixo da média esperada para o período. No acumulado, os embarques de soja dos EUA alcançam 15,9 milhões de toneladas, abaixo do registrado nesse mesmo período do ano passado, lembrando que a melhor janela de exportações do país são os últimos três meses do ano.
As vendas de exportação dos EUA na semana encerrada em 16/11 ficaram em 961,3 mil toneladas, mais próximo do piso das estimativas, que iam de 800 mil a 1,8 milhão de toneladas. No acumulado, foram negociadas 29 milhões de toneladas, um atraso de mais de 6 milhões em relação ao ano anterior, mas lembrando que as estimativas do USDA para o ciclo 2023/24 estão mais baixas.

Pelo lado da oferta, as atenções estão muito voltadas para o clima na América do Sul. Os volumes de chuva estiveram muito elevados no Rio Grande do Sul, afetando o andamento do plantio e trazendo questionamentos quanto à sanidade das plantas. Já em outras regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, as precipitações ainda irregulares trouxeram preocupações, resultando, além de atrasos e em necessidade de replantio em algumas áreas.
Com isso, já se espera alguma perda de potencial produtivo para a soja apesar de ainda não se poder falar em uma quebra de safra muito expressiva.
Nessa última semana de novembro, são esperadas chuvas mais abundantes nas regiões produtoras de soja do Centro-Oeste, inclusive, com precipitações mais significativas já tendo ocorrido nos últimos dias, em várias áreas da região. Assim, caso haja maior regularidade e bons volumes de chuvas nas próximas semanas, a produção de soja ainda poderia alcançar um bom resultado.
Na Argentina, o plantio da safra de soja 2023/24 alcançou 34,8% da área estimada de 17,3 milhões de hectares, de acordo com a bolsa de Buenos Aires. O avanço semanal foi de 17,4 p.p., com andamento nos Núcleos Norte e Sul. Houve o registro de replantio em algumas regiões, mas, no geral, as condições estão positivas, com uma boa emergência das lavouras.
Foram exatamente esses maiores níveis de precipitação, que também foram mais generalizadas, que condicionaram a queda das cotações da soja em Chicago na semana passada.
Nesta semana que começa, o clima aqui no Brasil vai continuar sendo central, destacando que as chuvas precisam continuar e que as precipitações dos últimos dias ainda foram irregulares em algumas áreas. Na sexta-feira (dia 01), a StoneX vai atualizar seus números para a safra brasileira 2023/24.





