- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Registro de chuvas mais abundantes nas áreas de soja do Brasil;
- StoneX ainda estima safra recorde 2023/24 para o Brasil;
- Potencial de safra cheia na Argentina, com boas chuvas previstas.
- Vendas de exportações acumuladas fracas dos EUA para a China.
- Consumo doméstico norte-americano aquecido;
- Argentina pode ficar sem soja para esmagamento;
- Necessidade de mais chuvas nas regiões produtoras do Brasil.
- Cortes da produção estimada por Conab e USDA.
- Corte da estimativa de produção da StoneX.
As cotações da soja em Chicago registraram mais uma semana de baixa, com o vencimento para janeiro encerrando a sexta-feira (dia 08) em 1304 cents por bushel, queda de 1,6% no período.
O mercado continuou acompanhando as perspectivas climáticas na América do Sul, com destaque para as preocupações no Brasil, além das exportações de soja dos EUA. Além disso, foram divulgados os relatórios mensais da Conab e do USDA.
A ocorrência de chuvas no Brasil e as previsões de que o mês de dezembro deve ser mais chuvoso continuaram pesando sobre as cotações da oleaginosa, ao mesmo tempo em que a safra da Argentina está caminhando num cenário favorável de precipitações.
Mesmo assim, destaca-se que, apesar do registro de volumes mais significativos de chuva nas regiões produtoras de soja do Brasil, em algumas áreas as chuvas ainda não apresentam a regularidade desejada. Assim, as próximas semanas devem ser centrais em relação ao clima por aqui para definir a produtividade da soja.
O plantio da oleaginosa alcançou 90,7% da área total na sexta-feira (dia 08), de acordo com a StoneX, com as chuvas das últimas semanas contribuído para um ritmo um pouco mais acelerado.
Na Argentina, o plantio da safra de soja 2023/24 atingiu 51,7% do total na quarta-feira (dia 06) e as previsões indicam um clima mais úmido nos próximos meses no país.


Pelo lado da demanda, as vendas e embarques dos EUA são acompanhados de perto. As inspeções na semana encerrada em 30/11 ficaram em 1,1 milhão de toneladas, abaixo de uma semana antes e bem aquém do registrado nessa mesma época do ano anterior.
As vendas de exportação do país na mesma semana alcançaram 1,52 milhão de toneladas, volume dentro do intervalo das estimativas, que iam de 1 a 1,8 milhão, levando o acumulado para 32,4 milhões de toneladas, 6,4 milhões a menos que no ano passado. Contudo, o USDA está estimando que as exportações do ciclo norte-americano 2023/24 serão 6,5 milhões de toneladas mais baixas que o registrado na safra 2022/23. Assim, as vendas da temporada atual estão em linha com a estimativa de exportações do USDA.
Ressalta-se que a China e a responsável pela quase totalidade do atraso das vendas norte-americanas em comparação ao ano passado, tendo reservado quase 6 milhões a menos que nessa mesma época da safra 2022/23. No geral, as cargas que deixam os EUA pelos portos do Noroeste do Pacífico estão levando vantagem em comparação à soja brasileira, o que é normal para esse período do ano.

Na quinta-feira (dia 07), a Conab atualizou seu levantamento mensal de safra e cortou a estimativa para a produção brasileira de soja em pouco mais de 2 milhões de toneladas em comparação ao número de novembro, esperando que sejam colhidas 160,2 milhões de toneladas. Essa queda decorreu de ajustes de produtividade, diante das questões climáticas enfrentadas pelo país, com mês de novembro ainda registrando chuvas abaixo do usual em grande parte da região produtora de soja. A Companhia também trouxe cortes em seus números esperados para a demanda doméstica e as exportações.
O relatório mensal do USDA foi divulgado na sexta-feira dia (08) e não trouxe revisões para a produção dos EUA, o que já é esperado no relatório de dezembro do departamento. Além disso, não houve nenhuma alteração em variáveis de demanda, mantendo os estoques finais do ciclo 2023/24 estimados em 6,67 milhões de toneladas.
Por outro lado, o USDA cortou a produção brasileira, o que não é tão usual em sua atualização de dezembro, que passou de 163 para 161 milhões de toneladas. Mesmo com o corte na produção, o USDA elevou sua estimativa para as exportações do Brasil de 97,5 para 99,5 milhões de toneladas.
Para a China, o USDA aumentou as importações esperadas, nas mesmas 2 milhões de toneladas, atingindo 102 milhões, mas não houve revisão do consumo do país, com essas maiores importações se refletindo em estoques mais elevados.
Nesta semana que começa, a safra brasileira devera continuar sendo o principal fundamento a movimentar o mercado.
Além dos dados usuais que são divulgados semanalmente, como os de exportação, na sexta-feira (dia 15), está previsto o relatório da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês) nos EUA, em meio a um consumo doméstico aquecido, além de dados macroeconômicos.





