- Safra russa de trigo se mantém forte;
- USDA aponta para uma maior área plantada na safra 2024/25;
- Fortalecimento do dólar estadunidense.
- Rumores de cancelamentos de envios desde a Rússia;
- Continuidade de bombardeios a infaestrutura energética e portuária na Ucrânica;
- Embora em patamares historicamente baixos, preços do trigo russo continuam subindo.
Após um começo promissor com altas consideráveis, o balanço semanal foi de baixa em Chicago, com uma desvalorização de 0,76%, sendo o valor de fechamento de 556 cents/bu.
Em sentido contrário, a queda nos preços foi compensada por uma relativa recuperação nas exportações. Na semana até o dia 04 de abril, o saldo líquido das vendas aumentou 38% quando comparado com a semana anterior, ficando em 80 mil toneladas. No entanto, o valor ainda continua 42% abaixo que o negociado nas últimas quatro semanas do mesmo período no ano anterior. Acesse o resumo das exportações semanais de grãos dos EUA clicando aqui.
A valorização do dólar, que continua se consolidando, o que acaba reduzindo a competitividade dos grãos estadunidenses. Além disso, um outro fator baixista foi o anúncio por parte do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de que parte importante do trigo se encontra em condições boas ou excelentes. Lembrando que, a estimativa da instituição é que a produção nacional seja de 49,32 milhões de toneladas.


Em uma semana de oscilações, o fechamento apresentou leve variação, ficando em 203,25 euros/tonelada.
Sem grandes mudanças nos fundamentos, o seguimento foi majoritariamente nos avanços da safra, onde os excessos de chuvas continuariam afetando os resultados na França e no Reino Unido, enquanto na Alemanha, na Espanha e na Polônia um clima com a umidade ideal e temperaturas mais amenas alimenta boas expectativas.
Na última atualização do seu relatório de oferta e demanda, publicado na quinta-feira passada, o USDA indicou uma alta na produção esperada para a União Europeia, que passou de 133,65 para 134,15 toneladas.

O trigo-russo voltou ao nível de preços observado em meados de fevereiro, atingindo 215 US$/ton. As reduções em alguns envios acabaram pressionando os preços do maior exportador do mundo, que no final da semana informou os níveis de exportações tinham se normalizado.
As preocupações com a logística na região do Mar Negro continuam sempre latentes, após ataques russos terem sido registrados no Sul da Ucrânia na metade da semana. Uma notícia relevante foi que a operadora ferroviária estatal ucraniana anunciou que todos os envios ao porto de Chornomorsk, um dos mais importantes do país, foram suspensos entre os dias 11 e 13 de abril.
No relatório WASDE, ainda são mantidas as produções na Rússia e na Ucrânia, que totalizariam 91,50 e 23,40 milhões de toneladas, respectivamente. No que tange às exportações, os envios russos subiram levemente de 51 para 52 milhões de toneladas, enquanto o escoamento ucraniano subiu de 16 para 17,50 milhões de toneladas.






