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Resumo Semanal de Trigo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Preços do trigo encerram mais uma semana com perdas nas Bolsas de Chicago e MATIF dado maior otimismo em relação ao Acordo Iniciativa de Grãos 
 
fatores baixistas
  • Fraco desempenho de vendas de exportação dos EUA;
  • Aversão ao risco e pressão pelo lado financeiro da economia global;
  • Ofertas vantajosas da Rússia.
 
fatores altistas
  • Piora nas condições do trigo HRW nos Estados Unidos;
  • Expectativa de redução na produção de trigo ucraniano 2023;
  • Projeção de menor oferta do trigo ucraniano.
estados unidos

Entre os dias 6 e 10 de março, os preços do trigo seguiram em mais uma semana com pouco espaço para ganhos, em um patamar de preços baixos em Chicago. A pressão continua pelo lado da expectativa de renovação do Acordo Iniciativa de Grãos que se encerrará dia 18 de março. A variação de sexta contra sexta foi de -2,4%.

Intraday | Preço para o contrato de maio/23– Chicago (USD cents/bushel)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

As inspeções para exportação do trigo dos Estados Unidos na semana passada foram inferiores esperado pelo mercado, cuja expectativa era de um volume de 300 mil a 600 mil toneladas, enquanto o reportado foi de aproximadamente 268 mil toneladas. No acumulado do ano comercial, o volume está dentro do esperado pelo USDA, atingindo cerca de 15,6 milhões de toneladas, muito semelhante ao ano anterior, com diferença de apenas -100 mil toneladas.

O Australian Bureau of Agricultural and Resource Economics and Science, ABARES, divulgou sua perspectiva para a produção 2022-23 (outubro-setembro) de um recorde de 39,2 milhões de toneladas, anunciado em seu relatório trimestral um dia antes do WASDE/USDA, que seguiu em linha com a projeção do ABARES e indicou aumento de 38 para 39 milhões de toneladas esperadas.

O USDA reportou poucas mudanças para o trigo na edição de março de seu relatório de estimativas globais para a O&D, mantendo as estimativas para o mercado dos Estados Unidos. As mudanças indicadas ponderaram aumento na produção para outros players importantes como Cazaquistão, Austrália e Índia. 

Apesar do aumento na produção, o balanço de oferta e demanda continua apertado, dado o aumento também registrado para o consumo, que continua superior ao nível de trigo a ser produzido. São esperadas para a safra 2022/23 uma produção de 788,9 milhões de toneladas, enquanto para o consumo a expectativa é de 793,2 milhões de toneladas.

Como monitoramos diariamente pela Chamada de Abertura, o avanço na negociação do acordo que possibilita o corredor de exportações no Mar Negro continua sem maiores atritos de origem russa. Com a possibilidade de uma oferta ucraniana mais estável para os próximos meses, o mercado de trigo se mantém em um patamar estagnado de baixos preços. 

O relatório de vendas de exportação dos EUA divulgado na quinta-feira (9) reportou que 266,7 mil toneladas foram negociadas, contra a média dos últimos três anos de 363 mil toneladas para o mesmo período do ano. O trigo dos EUA continua muito valorizado frente ao FOB russo, com USD 53/ton acima. 

Vendas de Exportação Semanais - EUA (mil toneladas)

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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
UNIÃO EUROPEIA

Na quarta-feira (8), o USDA divulgou as suas estimativas para a oferta e demanda global de trigo. Para a União Europeia, os números de março não sofreram mudanças em relação ao projetado em fevereiro. Desse modo, o estoque final do trigo 2022/23 permanece estimado em 11,06 milhões de toneladas, contra as 13,36 milhões de toneladas mostradas no mesmo período para o ciclo 2021/22. 

Além disso, o consumo doméstico continua sendo esperado em 109 milhões de toneladas, superior às 108,25 milhões de toneladas do ciclo passado. As exportações também são projetadas acima da safra anterior, com 37 milhões de toneladas para o ciclo atual, contra as 31,93 milhões de toneladas.

Também foram atualizados os dados referentes às exportações de trigo, com dados até o dia 5 de março. De acordo com a Comissão Europeia, as exportações do trigo soft referentes à safra 2022/23 estavam em 21,02 milhões de toneladas, representando um aumento de 7,7% ante o mesmo período do ano passado. Desse modo, as exportações do trigo soft avançaram, aproximadamente, 117,6 mil toneladas em uma semana.

Em relação ao trigo duro, as exportações exibiram um leve avanço de apenas 1,5 mil toneladas, fazendo com que o volume acumulado ficasse em 527,7 mil toneladas acumuladas – resultado 22% inferior ao relatado no mesmo período de 2022.

A FranceAgriMer atualizou as condições da safra francesa, contendo dados entre os dias 27 de fevereiro a 05 de março. Na nona semana do levantamento, as condições para o trigo soft ficaram inalteradas, com 5% em condições suficientes, 91% em condições boas e 4% em condições excelentes. Para o mesmo período do ano passado, os dados mostraram que 1% da produção estava em condições ruins, 7% em condições suficientes, 91% em condições boas e 1% em excelentes. Para o trigo duro, não houve mudanças significativas, com 9% estão em condições suficientes, 87% em condições boas, e 4% em condições excelentes. Assim, o trigo duro segue apresentando melhorias ante o relatado em 2022, visto que as condições suficientes, boas e excelentes estavam em 12%, 85% e 2%, respectivamente.

Intraday | Preço contínuo – Paris (EUR/tonelada)

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Fonte: Euronext. Elaboração: StoneX.
MAR NEGRO

Assim como para a União Europeia, o WASDE de fevereiro não trouxe mudanças para a Rússia e a Ucrânia. Desse modo, a produção de trigo 2022/23 russo permaneceu em 92 milhões de toneladas, representando um aumento de 22,4% em relação ao estimado no mesmo período do ano passado. O consumo também permanece maior, em 45,5 milhões de toneladas, contra a projeção de 42,75 milhões de toneladas da safra passada.

Para as exportações do trigo 2022/23 russo, a consultoria Sovecon reduziu suas estimativas em cerca de 100 mil toneladas ante o projetado anteriormente, argumentando que o fraco desempenho das exportações de fevereiro influenciaram tal revisão. Assim, a consultoria projeta que as exportações do ciclo 2022/23 devem totalizar 44,1 milhões de toneladas. Especificamente para o mês de fevereiro, as exportações do trigo russo ficaram em 3,1 milhões de toneladas.

À medida que o vencimento do Acordo de Grãos se aproxima (18 de março), os mercados se concentram na renovação da iniciativa. A Turquia afirmou que está trabalhando para que o acordo seja estendido, contudo, disse que algumas demandas russas ainda não foram atendidas. Nesta semana, a secretária geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) se reúne com autoridades russas em Genebra para discutir o tópico.

Para a safra ucraniana, o USDA estima uma produção de 21 milhões de toneladas – volume inferior às 33,01 milhões de toneladas do ciclo anterior –, um consumo de 9,20 milhões de toneladas – inferior às 10 milhões de toneladas do ciclo passado –, e exportações em 13,5 milhões de toneladas – inferior às 18,8 milhões de toneladas da safra anterior. Contudo, a projeção para os estoques finais da safra atual foi reduzida ligeiramente, com 4,17 milhões de toneladas estimadas agora, contra as 4,21 milhões de toneladas esperadas no reporte passado.  

Na última semana, as exportações de grãos ucranianos foram de 1,3 milhões de toneladas. Desse total, o trigo foi responsável por cerca de 32%, com 415,7 mil toneladas exportadas. Com isso, acumulado do ciclo chegou à 11,7 milhões de toneladas de trigo ucraniano exportado.

Com a invasão russa, a área de plantio do trigo de inverno recuou de 6 milhões de hectares no ano passado, para 4,1 milhões de hectares atualmente. Ainda assim, de acordo com a Reuters, a academia de ciências agrícolas ucraniana afirmou que grande parte da safra de trigo de inverno está em boas condições, influenciadas pelas boas reservas de umidade no solo.

Preço FOB – contínuo (USD/tonelada)

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Fonte: Cash Wheat Report. Elaboração: StoneX.
 

 

 
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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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