- Excedente de oferta russa e preços FOB vantajosos em relação ao oferta dos EUA;
- Ucrânia encontra alternativas para garantir suas exportações;
- Aumento da produção australiana e canadense pelo USDA.
- Redução na estimativa europeia, principalmente na França e no Reino Unido;
- Aumento na demanda do norte da África.
A semana foi marcada por uma tendência oscilante dos preços futuros em Chicago, mas que se recuperaram desde a quarta-feira e ainda assim ficaram atrás dos ganhos conseguidos na semana anterior.
A forte expansão da demanda chinesa por trigo estadunidense parece ter dado uma trégua, então não se espera um novo ajuste nas exportações do país, por enquanto. O crescimento das vendas, que alcançou quase 1,5 milhões de toneladas na semana anterior, representou um dos maiores aumentos observados nos últimos anos. As vendas de exportação registraram um milhão de toneladas a mais que no mesmo período do ano passado.
Foram observados bons níveis de chuva nas principais regiões produtoras de trigo nos Estados Unidos, o que ajudou a melhorar a unidade no solo, e se espera que a mesma tendência se mantenha nos últimos dias do ano.


A produção e a disponibilidade de trigo na Europa na semana indicam uma oferta mais folgada, o que terminou pressionando os preços, que apresentaram queda.
Notícias do Reino Unido indicaram que chuvas persistentes em grande parte da região alagaram vários campos do trigo de inverno. A partir disso, novas estimativas sinalizam que as áreas produtivas do país poderiam se reduzir entre 15% e 20%. Com isso, a demanda interna seria dificilmente satisfeita, aumentando a necessidade por maiores importações.
Da mesma forma, o Ministério da Agricultura na França voltou a ajustar as suas estimativas para o trigo de inverno em 2024/25, para 4,5 milhões de hectares, o que representa uma queda de 5% em relação ao ano anterior. Desta forma, as próximas semanas serão importantes para olhar novamente a variação da oferta no começo de 2024.

No começo da semana observou-se o aumento na demanda de países como Egito, Argélia, Tunísia, Jordânia e Arábia Saudita. Apesar de correrem rumores de que a maior parte teria sido coberta por trigo europeu, finalmente foi confirmado que essa demanda foi atendida por envios que saíram da Rússia.
As exportações semanais russas ao final da semana indicaram que os envios permanecem abaixo do milhão de toneladas por condições climáticas adversas, num dezembro mais chuvoso que os registrados anteriormente.
Na Ucrânia, o Ministério da Agricultura confirmou que se esperam 50 milhões de toneladas de exportação de grãos e oleaginosas para 2023/24. De julho até o momento, os envios ucranianos totalizaram 14,7 milhões de toneladas, o que indica uma queda quando comparados às quase 20 milhões de toneladas que tinham sido exportadas no mesmo período do ano anterior.






