- USDA aponta para uma maior área plantada na safra 2024/25;
- Estoques domésticos e globais menos apertados, segundo USDA;
- Guerra comercial gera receio entre os compradores de trigo dos EUA.
- Previsões de chuva para áreas secas nos EUA e Europa
- Alerta pelos conflitos no Mar Vermelho geram incertezas para a logística do Mar Negro;
- Tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
- Previsões de chuva atrasam plantio do trigo de primavera nos EUA
Para esta semana um pouco mais curta – devido ao feriado de Páscoa - de operações na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT), os preços futuros do trigo apresentaram tendências à desvalorização, com fechamento em torno de 549,75 cents/bushel na quinta-feira (17), após um recuo de 1,08% em relação à sexta-feira (11) anterior. Os principais fatores que exerceram pressão sobre os futuros do trigo são as condições climáticas que indicaram chuvas para as regiões das planícies produtivas da safra de inverno nos Estados Unidos. No entanto, o aspecto cambial atuou como um fator de suporte aos preços nos últimos dias.
As planícies dos Estados Unidos, que se encontravam secas, foram surpreendidas por algumas previsões de chuva, que devem favorecer os cultivos de inverno do país, contribuindo para uma potencial melhoria da sua produtividade. Por outro lado, a ocorrência das chuvas tem atrasado e até mesmo interrompido o plantio do trigo de primavera em alguns pontos, atuando como um fator altista, neste caso.
Além disso, a variação cambial recente favoreceu um aumento da competitividade do trigo no mercado internacional. O dólar americano passou por uma desvalorização frente às demais moedas pelo mundo, o que torna as exportações do cereal estadunidense mais competitivas em relação ao produto ofertado em outros países, possivelmente ampliando as compras de pelo trigo do país. Do lado da demanda, parece ter se observado algum reaquecimento, após um período de atividades mais tranquilas, com algumas licitações em volume considerável sendo anunciadas, principalmente, por países da região norte da África, como Argélia e Tunísia.


Na Europa, os preços futuros do trigo cotados na Bolsa de Paris deram continuidade à tendência que vinha sendo observada também nos Estados Unidos, apresentando um leve recuo em relação ao fechamento verificado na sexta-feira (11) da semana anterior. Para esta semana, o fechamento dos preços para o contrato de maio/25 alcançou o patamar próximo de 211,5 cents/bushel após ter apresentado recuo de 3,09%. Assim como nos Estados Unidos, o principal fator de pressão foi a previsão de chuva para algumas das regiões produtoras de trigo de inverno no continente europeu, que trouxe melhores perspectivas para a produção neste ciclo, sem previsão de prejuízos, como houve na presente safra.
Na atual temporada, o trigo apresentou graves problemas devido ao grande volume de chuvas que atingiram importantes países produtores, como a França, por exemplo. As chuvas em excesso no período final da safra, quando as atividades se encaminhavam para a colheita, acabaram deteriorando a qualidade do cereal produzido e trazendo grandes perdas aos produtores locais, afetando o comércio exterior do bloco econômico ao longo de todo o ciclo comercial, colocando-o em patamar muito inferior ao de anos anteriores.

Na região do Mar Negro, os preços FOB do trigo demonstraram leve avanço em relação à semana anterior. Do lado da demanda, o cenário é pouco animador, como afirmam os traders da região. As exportações russas têm se mantido estáveis em um nível próximo das 2 milhões de toneladas semanalmente, apesar dos esforços do governo russo para reduzir o fluxo de comércio exterior para o cereal.





