• Café arábica avançou 9,9% na semana, para US¢ 258,45/lb
• Em Londres, os preços de robusta avançaram 10,4%
• Preços de café arábica avançaram 5,7% e café robusta 4,3%
• Dólar teve queda de 0,6% para USDBRL 5,56
• Brasil exportou 3,73 milhões de sacas de café em agosto
• Exportações brasileiras de arábica recuaram 6,6%
• Vietnã teve queda de 14% nas exportações em agosto
• Clima continuará no centro das atenções do mercado
• NOAA aumenta para 71% a probabilidade da ocorrência de La Niña
Depois de terminar a semana anterior em queda em meio ao avanço nas exportações mundiais de café, os preços futuros de café voltaram a avançar na última semana em meio às preocupações com o clima no Brasil. O cenário de oferta reduzida de café robusta na Ásia persiste, reflexo da menor produção no Vietnã e na Indonésia e do período de entressafra no Vietnã.
Em Nova Iorque, o contrato mais ativo, com vencimento em dezembro, terminou a sexta-feira (13) cotado em US¢ 258,45/lb, representando uma valorização de 2345 pontos (+9,9%). No terminal londrino, o avanço foi de USD 497/ton (+10,4%) para o vencimento de novembro, que fechou a semana cotado em USD 5267/ton. Durante a semana, o dólar teve um recuo de 0,6% para USDBRL 5,56.
No Brasil, os preços seguiram a tendência observada no exterior e terminaram a semana em alta. De acordo com os dados do Centro de Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG), o café arábica tipo 7 teve um avanço de 5,7% na semana, fechando a sexta-feira cotado em R$ 1435/saca. Para o café robusta, os dados do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV) apontaram para um avanço de 4,3% para o café tipo 7, que fechou cotado em R$ 1465/saca. Além disso, os preços de robusta seguem em patamares superiores aos preços de café arábica.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 09/09 a 13/09

Na semana anterior, um dos fatores que contribuíram para pressionar as cotações foi o aumento nas exportações mundiais de café em julho, reportado pela Organização Internacional do Café (OIC), e a expectativa de um forte aumento nas exportações brasileiras em agosto; os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontavam para um aumento de quase 5% nas exportações no mês. No entanto, os dados divulgados pelo Cecafé mostraram um pequeno avanço nas exportações totais e um recuo substancial nas exportações de café arábica.
De acordo com os dados do Cecafé, o Brasil exportou 3,73 milhões de sacas em agosto, o que representa um incremento de 0,7% se comparado com agosto de 2023. As exportações de café verde avançaram 1,4% para 3,4 milhões de sacas, sendo 924 mil sacas de café robusta (+31,4%) e 2,48 milhões de sacas de café arábica (-6,6%). As exportações de café industrializado tiveram uma queda de 6,3% para 321 mil sacas. Por outro lado, as receitas tiveram um avanço de mais de 48% para 5,3 bilhões de reais. De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho das exportações brasileiras foi impactado por problemas logísticos e falta de estrutura nos portos.
Sazonalidade das exportações brasileiras de café (milhões de sacas)

Fonte: Cecafé. Elaboração: StoneX.
Do ponto de vista dos fundamentos, o cenário segue praticamente inalterado, com o foco dos participantes nas condições climáticas no Brasil e a oferta restrita de café robusta na Ásia atuando de forma altista para as cotações. Os dados da autoridade aduaneira no Vietnã mostraram uma queda de 14% nas exportações do país em agosto, que totalizaram 1,2 milhões de sacas.
O acumulado das exportações nos primeiros 11 meses do ano safra no país (out/2023 – set/2024) totalizou 23,4 milhões de sacas, representando um recuo de 12,7% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Além disso, a colheita da safra principal na Colômbia terá início nas próximas semanas e deve seguir até meados de janeiro, como consequência as exportações do país devem avançar nos próximos meses.
Nas próximas semanas o clima continuará no centro das atenções dos participantes do mercado. A abertura da florada principal nas regiões produtoras de arábica está prevista para acontecer nas próximas semanas e o retorno das chuvas é essencial para o pegamento dos frutos. No entanto, os modelos indicam que volumes substanciais de chuva só devem chegar no mês de outubro. Além disso, a última atualização da agência americana NOAA aumentou a probabilidade da ocorrência do La Niña a partir do trimestre SON (setembro, outubro e novembro) de 41% para 71%, o que tende a favorecer o retorno das chuvas nos próximos meses. Para mais detalhes, leia o Relatório Semanal de Clima e Tempo.
Previsões probabilísticas de El Niño/La Niña

Fonte: IRI/CPC/NOAA. Elaboração: StoneX.
TABELA DE INDICADORES






