• O café arábica recuou 2,1% na bolsa de Nova York, cotado a US¢ 242,40/lb
• Cotações do café robusta caíram 3,0% para USD 4.279/ton na bolsa de Londres
• O dólar subiu 2,9% na semana, alcançando USD/BRL 5,86
• No mercado doméstico, o café arábica avançou 1,1%, e o robusta, 0,5%
• Em outubro, os preços recuaram 8,4% em Nova Iorque e 16,4% em Londres
• No balanço mensal no Brasil, os preços de arábica avançaram 1,35%
• O indicador Cepea para o robusta teve uma queda de 4,07% em outubro
• O retorno das chuvas melhora as condições das lavouras no Brasil
• StoneX divulgará a primeira estimativa para a safra 2025/26
• ICO: exportações mundiais avançaram 24,4% em setembro
• Luckin Coffee informou avanço de 41,4% na receita no último trimestre
O avanço das chuvas no Brasil, o início da colheita no Vietnã e a divulgação de dados robustos de exportação pressionou as cotações futuras de café em Nova Iorque e em Londres durante a semana. O contrato mais ativo em Nova Iorque, com vencimento em março/25, terminou a última sexta-feira (01) com um recuo semanal de 510 pontos (-2,1%), cotado em US¢ 242,40/lb. Em Londres, o contrato com vencimento em janeiro teve uma queda de USD 132/ton (-3,0%), fechando a sexta-feira cotado em USD 4279/ton. Na variação do mês de outubro, os preços de café arábica tiveram uma queda de 2245 pontos (8,4%) e os preços em Londres de USD 856/ton (16,4%).
No mercado doméstico brasileiro, apesar da queda no mercado internacional, os preços do café arábica e robusta avançaram em meio à alta de 2,9% do dólar na semana. O indicador Cepea para o café arábica avançou 1,1% e o indicador para o robusta 0,5%. No balanço mensal, mesmo com as expressivas quedas no mercado internacional, os preços de café arábica tiveram um avanço de 1,35%. Para o café robusta, houve um recuo de 4,07% no mês de outubro, o que é menor que a queda de 16,4% observada em Londres. A alta do dólar de 6,2% no mês contribuiu para manter os preços no mercado doméstico brasileiro.
De acordo com o Panorama Semanal de Câmbio, “O real se enfraqueceu pela quinta semana consecutiva, pressionado pelo elevado pessimismo e ceticismo de investidores com a condução da política fiscal e com a sustentabilidade da dívida pública no Brasil, bem como pelo ambiente global de aversão a riscos causado pela aproximação da eleição presidencial americana, que permanece acirrada e imprevisível”.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 28/10 a 01/11

O retorno das chuvas no Brasil mudou completamente a condição das lavouras de café. A mudança nas condições climáticas tem favorecido o pegamento da florada e o desenvolvimento da próxima safra no Brasil. No entanto, os impactos do clima sobre parte das lavouras nos meses de agosto e setembro podem ter sido irreversíveis, o que exige uma avaliação minuciosa do pegamento dos frutos nas regiões produtoras de café arábica. Para a produção de café robusta, as condições foram favoráveis ao desenvolvimento no estado do Espírito Santo e na Bahia. A equipe de campo da StoneX tem visitado as lavoras nos últimos meses e um relatório descrevendo as condições das lavouras com a primeira estimativa para 2025/26 será divulgado nas próximas semanas.
O avanço nas exportações mundiais de café tem atuado de forma baixista para as cotações futuras de café. De acordo com a Organização Internacional do Café (ICO, sigla em inglês), as exportações mundiais de café avançaram 24,4% em setembro, totalizando 10,7 milhões de sacas exportadas no mês. Grande parte desse avanço veio do aumento de quase 34% nas exportações brasileiras de café, que ultrapassou 4,1 milhões de sacas (café cru). Além do Brasil, as exportações avançaram na Indonésia – de acordo com os dados do governo indonésio, as exportações de café da ilha de Sumatra avançaram mais de 76% para mais de 269 mil sacas em setembro. Nas próximas semanas, será foco dos agentes a divulgação dos dados de exportação dos países, principalmente do Brasil.
Na última semana, a rede de cafeterias chinesa Luckin Coffee divulgou os resultados para o terceiro trimestre de 2024. De acordo com os dados da companhia, as receitas avançaram 41,4% para mais de 1,4 bilhão de dólares em comparação anual. A empresa abriu no trimestre 1382 novas lojas no trimestre, totalizando um total de 21343 lojas no país, sendo que 13936 lojas são operadas pela empresa e 7407 por parceiros. Além disso, na divulgação a empresa disse que está ativamente avaliando as oportunidades nos EUA e outros mercados. A Starbucks é atualmente a maior rede de cafeterias nos EUA, mas reportou no último relatório com os resultados que as vendas da companhia tiveram uma queda de 7% no último trimestre.
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