• O café arábica avançou 4,4% na bolsa de Nova York, cotado a US¢ 235,10/lb
• Cotações do café robusta subiram 2,3% para USD 4376/ton na bolsa de Londres
• O dólar contabilizava um recuo de 1,8% na semana na tarde desta sexta (08)
• No mercado doméstico, o café arábica e robusta avançaram 5% até a quinta (07)
• Um conjunto de fatores técnicos contribuíram para a valorização
• Mercado segue preocupado com o pegamento da florada do arábica
• StoneX divulgará na próxima semana a primeira estimativa para a safra 25/26
• Matéria especial aborda os riscos climáticos com eventos extremos
• Cecafé divulgará nas próxima segunda os dados de exportação do Brasil
• Inflação sobre os preços de café no Brasil avança em outubro
• Importações de café nos EUA avançaram, mas ainda estão abaixo da média
Os preços futuros de café terminaram a semana em alta reagindo aos relatos de problemas no pegamento da florada do café no Brasil, o que seria reflexo do clima adverso em setembro. Além disso, a aproximação do primeiro dia de aviso para o vencimento de dezembro para o arábica e o vencimento de opções também influenciaram os preços futuros de café. Do ponto de vista macroeconômico, o fortalecimento do dólar, após a eleição de Donald Trump nos EUA, contribuiu para pressionar as cotações, principalmente na sessão desta sexta-feira (08).
Em Nova Iorque, o contrato mais ativo, com vencimento em março, terminou a semana com uma alta de 1070 pontos (4,4%), cotado em US¢ 253,10/lb. No terminal londrino, o principal contrato teve um avanço de USD 97/ton (2,3%), fechando a sessão cotado em USD 4376/ton. O Dollar Index contabilizava um avanço de 0,7%. No entanto, o par USDBRL apresentou uma queda de 1,8% no balanço semanal até o momento da escrita deste relatório.
No mercado doméstico brasileiro, os preços refletiram as movimentações no mercado internacional e avançaram na semana. O indicador Cepea para o arábica teve um avanço de 5% até o fechamento da quinta-feira (07), quando foi visto em R$ 1.592,18/saca. Para o café robusta, o indicador Cepea teve um avanço de 5,2% até o fechamento da quinta, quando foi visto em R$ 1.490,04/saca.
Intraday semanal (contrato mais ativo) – 04/11 a 08/11

Do ponto de vista dos fundamentos, o mercado segue monitorando as condições das lavouras no Brasil e o desenvolvimento da safra 2025/26. Houve vários relatos de que o pegamento da florada do arábica foi aquém do esperado, o que contribuiu para dar suporte aos preços. A equipe técnica da StoneX segue conduzindo visitas a campo nas regiões afetadas em Minas Gerais e em São Paulo. Na próxima semana, será divulgado o relatório da StoneX com a primeira estimativa para a safra 2025/26 no Brasil.
O clima no Brasil continuará no radar dos participantes do mercado, tendo em vista os possíveis riscos climáticos. Nesta semana, a StoneX divulgou uma matéria especial “Eventos extremos: Risco de Inundações, Alagamentos e Enxurradas”, que mostra que metade dos municípios brasileiros possui alta vulnerabilidade a enchentes e alagamentos. Este é um ponto importante, tendo em vista que, conforme a “Atualização Diária e Previsão Sazonal” de hoje (08), a chegada de uma frente fria trará bastante umidade e poderá contribuir para a formação de um ciclone extratropical.
Na próxima, outro tópico de grande importância será a divulgação dos dados de exportação do Brasil em outubro pelo Cecafé, que está previsto para acontecer na segunda-feira (11). Os dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), indicam que o Brazil exportou 4,6 milhões de sacas em outubro, representando um avanço de 12% se comparado com o mesmo mês de 2023.
Ademais, outro ponto importante é a inflação sobre os preços de café e os possíveis impactos sobre o consumo. Hoje (08), o IBGE divulgou o índice de inflação sobre os preços de café, que contabilizaram em outubro uma inflação acumulada em 12 meses de 29,2%, valor substancialmente maior que os 22,7% reportados para o mês de setembro. Nos EUA ainda não foram divulgados os dados para outubro, mas o indicador para setembro já havia contabilizado um incremento de mais de 6% no acumulado de 12 meses.
Inflação acumulada em 12 meses sobre os preços de café no Brasil

Fonte: IBGE. Elaboração: StoneX.
Como reflexo deste cenário, algumas empresas do setor já haviam reportado uma queda nas vendas, como é o caso da Starbucks, que reportou uma queda de 7% nas vendas no último trimestre, e a Dr Pepper, que havia reportado uma queda de 3,6%. Por outro lado, os resultados da Dutch Bros mostraram um avanço na receita de 28% no último trimestre, refletindo um crescimento nas vendas e um aumento no número de lojas, dentre outras estratégias da empresa. Os dados do USDA mostraram que até setembro, as importações acumuladas de café nos EUA alcançaram 16,2 milhões de sacas, volume 1,8% maior que em 2023, porém 8,2% menor que a média dos últimos 3 anos.
Importações acumuladas de café cru nos EUA (milhões de sacas)

Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
TABELA DE INDICADORES





