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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Milho recua em antecipação a relatório de Intenções de Plantio 
 
Raphael Bulascoschi
Analista de Inteligência de Mercado
Tarifas de Trump também devem pautar esta semana no mercado 
  • Fatores baixistas
  • USDA estima avanço na área plantada dos EUA na safra 2025/26;
  • Argentina vê condições levemente melhores nas lavouras;
  • Retaliação às tarifas de Trump;
  • Fatores altistas
  • Setor exportador dos EUA segue vendo um bom ritmo de vendas e embarques de milho;
  • Destilação de milho para a produção de etanol segue aquecida;
  • Riscos para a safra sul-americana ainda presentes;

Síntese Semanal | Os futuros do milho em Chicago enfrentaram um recuo na semana passada, com o vencimento de maio/25 encerrando a sexta-feira negociado a US¢453,25/bu (-2,4%). Além dos temores com relação às tarifas que devem entrar em vigor no início de abril, o mercado parece operar muito em antecipação ao Relatório de Intenções de Plantio, que será publicado hoje (31/03) às 13h. 

Intraday (15 min) contrato de maio/25 - CBOT

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Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.

Intenções de Plantio | É praticamente um consenso de que o relatório de hoje, que traz o primeiro número de área plantada dos EUA, deve apontar para um aumento de área de milho no país, que é o maior produtor do cereal do mundo. No entanto, a magnitude desse aumento ainda é o que tem feito o mercado estar cauteloso. Em um primeiro momento, as estimativas apontavam para um número próximo dos 38 milhões de hectares. No entanto, o que temos visto são agentes do mercado falando de número mais próximos dos 38,5 milhões de hectares. Essa expectativa maio tem ajudado a manter os preços futuros pressionados. Os números que forem apresentados hoje devem ser acompanhados de um número de produtividade (geralmente calculado a partir da tendência) para compor as primeiras estimativas acerca da safra 2025/26 no WASDE de maio.  

Tarifas | No mês passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou a implementação de tarifas de 25% contra Canadá e México por mais 30 dias. Esse período se encerra na próxima quarta-feira (02/abr), prometendo movimentar o mercado. Os detalhes acerca das tarifas, bem como os efeitos retaliatórios que elas podem – e devem – surtir, são desconhecidos, o que tem gerado grandes temores no mercado financeiro como um todo. Os noticiários estão muito focados nos efeitos dessas tarifas no mercado de energia e de automóveis. No entanto, elas também podem trazer efeitos para o mercado de milho, uma vez que, como já vem sendo discutido há semanas, o México é o maior comprador de milho americano, bem como o Canadá é o principal destino do etanol exportado pelos EUA.  

Demanda | Na semana passada, tanto os dados de vendas de exportação quanto o de produção de etanol dos EUA vieram abaixo da semana anterior. Ainda assim, o ritmo de consumo de milho segue acelerado no país. Os agentes seguem esperando um ajuste no balanço norte-americano, que pode acontecer nas próximas atualizações das estimativas de Oferta & Demanda do USDA. Ainda assim, um ajuste para baixo no número de uso de milho para ração, em vista de dados menores de rebanho nos últimos meses, pode compensar parte desse ajuste nos níveis de estoques finais. 

Intraday (15 min) contrato de março/25 - B3

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

América do Sul | Conforme se aproximam os meses cruciais para o desenvolvimento do milho safrinha, o mercado passa a olhar cada vez mais para o clima brasileiro para determinar o potencial produtivo da safra. Até agora, temos visto níveis de precipitação dentro da normalidade. No entanto, é esperado que o mês de abril seja ligeiramente mais seco do que a normalidade, gerando alguma apreensão quanto à produtividade das lavouras. Ainda assim, na semana passada, os preços domésticos recuaram levemente, com o maio/25 negociado na B3 fechando a semana a R$77,19/saca, queda de cerca de 3,1%. Além da influência baixista de Chicago, o mercado também pode ter sido pressionado por um movimento corretivo após as altas das últimas semanas. 


Tabelas de preços futuros e físicos

 

Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
 

Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Preços fisicos no Brasil (R$/sc)

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Fonte: StoneX.

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Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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