Após 5 dias consecutivos de alta, contrato de óleo de soja para dezembro se desvaloriza, cotado em torno de US¢ 52,6/lb, depreciação de 1,1% em relação dia anterior. Essa queda se deve principalmente à falta de uma conclusão da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) sobre as isenções das metas ambientais para as pequenas e médias refinarias americanas.
Inicialmente, a EPA trabalhava com 2 propostas de isenções: 50% e 100%. No entanto, ontem (16) foi anunciado que novos valores foram abertos para consulta pública: 25%, 75% ou nenhum deles. Essa medida prolongou o embate entre as indústrias agrícolas e petroleiras, aumentando ainda mais a incerteza a respeito da demanda futura por óleos vegetais. Dessa forma, maiores definições a respeito de metas, benefícios e perspectivas para 2026 devem ocorrer apenas no final deste ano.
Veja os detalhes sobre os principais pontos e propostas divulgadas no documento da EPA na matéria especial da Inteligência de mercado da StoneX.
No mercado do grão de soja, a colheita dos EUA se iniciou e chegou aos 5% da safra total, ao passo que não houve nenhuma definição a respeito das importações chinesas – o maior importador global da soja americana, ocasionando queda dos preços. Apesar do contexto preocupante, o mercado segue otimista, sobretudo com a informação de que uma ligação entre os presidentes de ambas as potências deve ocorrer na sexta (19). Essa notícia trouxe sustentação aos preços do grão, o que deve apoiar, também, o preço do óleo de soja.
Após feriados na Malásia e divulgação dos dados oficiais de importação de óleos da Índia para agosto, contrato do óleo de palma para novembro passou por um pregão volátil, fechando em USD 1.062,8/t, alta de 0,4% em relação à última sexta-feira (12) de operações.
Após longo período sem negociações, os preços iniciaram a sessão em alta, atingindo valorização de até 2,35%. No entanto, devido à falta negócios fechados no mercado físico da Índia, junto da depreciação do dólar frente ao ringgit malaio de 0,35% - o que encarece as negociações para investidores estrangeiros -, não houve a sustentação necessária para a manutenção dos preços do contrato, que caiu ao longo do dia, mas ainda fechando em patamar positivo.
Além disso, Indonésia e União Europeia (EU) finalizaram um acordo comercial que deve ser assinado na semana que vem. Com isso, 80% dos produtos indonésios exportados para UE terão tarifa zero e serão removidas barreiras não tarifárias, o que pode favorecer os envios de óleo de palma, um dos principais produtos exportados pela Indonésia para UE. No entanto, ainda não há data exata para ratificação e entrada do acordo em vigor.
Óleo de soja (Boc1 - CBOT) e óleo de palma (FCPOc1 - Bursa) e spread - US$/tonelada

Fonte: CmdtyView. Elaboração: StoneX.
Tabela de cotações

