Grãos | Chamada de Abertura
Soja, farelo, óleo, Milho e trigo: queda.
Mercado externo em queda
Nesta segunda-feira (20), a aversão ao risco está altíssima em todas as principais bolsas mundiais, fazendo com que as ações despenquem nos EUA, na Europa e na Ásia. Na semana passada, os investidores já se mostravam receosos, o que gerou perdas em todos os principais índices (EUA: S&P 500, -0,58%; Nasdaq: -0,48%; Dow Jones: -0,06%; Europa: CAC 40, -1,42%; Stoxx Europe 600, -0,97%; FTSE 100, -0,94%; DAX 30, -0,77%). Portanto, como de costume, setembro não vem sendo um mês bom para os mercados financeiros.
As fortes desvalorizações estão muito relacionadas com as dificuldades da incorporadora imobiliária China Evergrande Group, que ameaçam a estabilidade do sistema financeiro chinês. A empresa possui dívidas com bancos e investidores na casa dos US$ 300 bilhões e há grande risco de ela não conseguir cumprir com suas obrigações. Alguns desses empréstimos vencem essa semana, o que significa que já na sexta-feira provavelmente existirão credores que não receberão seus pagamentos. Isso pode desencadear novos calotes em um efeito cascata. Além dessa ameaça ao sistema financeiro, as dificuldades da Evergrande estão pressionando o importante setor imobiliário da China, adicionando mais um fator baixista sobre o mercado. Em um dia em que a maioria das bolsas asiáticas ficaram fechadas, o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 3,30%.
Com o setor imobiliário chinês paralisado e a economia do país como um todo engatinhando, commodities relacionadas a atividades industriais também despencam nesta segunda. Em Singapura, o minério de ferro caiu mais de 8%, sendo negociado por US$ 92,80. Apenas nos últimos dois meses as perdas são de 55%. O petróleo também tem perdas, com o WTI sendo negociado por US$ 70,50/barril (-1,84%) e o Brent por US$ 74,20/barril (-1,51%).
Assim, as bolsas europeias e norte-americanos começaram o dia já pressionadas pelas perdas na China e pela desvalorização das commodities. Para aumentar ainda mais a aversão ao risco, nesta semana dezesseis bancos centrais ao redor do mundo terão reuniões de política monetária, inclusive Reino Unido, Japão e EUA. Com a possibilidade de importantes mudanças nos programas de estímulos e nas taxas de juros em três das principais economias do mundo, os investidores naturalmente estão retirando seu dinheiro de papéis mais arriscados, aguardando a divulgação da nova informação. Assim, os principais índices europeus têm perdas entre os 1,8% e 3,0% e os índices futuros norte-americanos mostram que Wall Street abrirá com perdas acima dos 1,6%.
Soja em queda
Nesta segunda-feira (20), os mercados futuros de soja operam em campo negativo. Os mercados seguem monitorando, sobretudo, a dinâmica do comércio internacional. Do lado das exportações, os EUA seguem no centro das atenções, com aumento das preocupações quanto à capacidade de exportação dos portos na região do Golfo à medida que o pico da temporada se aproxima. Por outro lado, os agentes também seguem de olho no ritmo das importações chinesas. Na Bolsa de Chicago (CBOT, da sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.270,00 USD cents/bushel.
Milho em queda
Os futuros do milho operam em queda, nesta segunda-feira (20). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 517,25/bu. A perspectiva é de que o avanço da colheita da safra estadunidense continue pressionando os preços futuros à medida que o aumento dos estoques alivia o lado da oferta global de milho. Além disso, a queda dos preços no setor energético também contribui com a queda das cotações.
Trigo em queda
Os futuros do trigo operam em queda, nesta segunda-feira (20). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 699,00/bu. O movimento de queda ganhou força com o rali observado no preço do dólar estadunidense durante a noite, sustentado pelas incertezas econômicas na China e a disseminação de novas variantes do vírus da COVID-19 em todo o mundo. Além disso, os agentes também monitoram o ritmo de exportação dos portos da região do Golfo, nos EUA.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot