Grãos | Chamada de Abertura
Soja, Farelo, Óleo, Milho e Trigo: alta.
Mercado externo em alta
Nesta quinta-feira (7), os índices futuros dos EUA e os mercados em funcionamento da Europa têm tendência de alta.
Ontem, as principais bolsas mundiais se desvalorizavam até cerca de 14h (horário de Brasília). Depois disso, entretanto, mudanças no cenário internacional inverteram os sentimentos dos investidores, impulsionando as ações. Como as bolsas europeias fecham por volta das 13h, elas não aproveitaram o aumento da propensão ao risco, fechando com perdas (DAX 30: -1,46%, CAC 40: -1,26%, FTSE 100: -1,15%, Stoxx Europe 600: -1,03%). Já nos pregões norte-americanos, que só fecham às 17h, a sessão acabou sendo de ganhos para os investidores (Dow Jones: +0,47%, S&P 500: +0,41%, Nasdaq: +0,47%).
Foram dois os principais fatores responsáveis pela injeção de confiança nos mercados, que fazem seus efeitos serem sentidos também hoje. Um deles foi uma declaração dada por Vladimir Putin, presidente russo, em que ele afirmou que a Rússia está pronta para ajudar a estabilizar o mercado de energia da Europa, citando até mesmo um plano de enviar gás natural além do que foi contratado pelos europeus através da Ucrânia. A fala fez o preço do gás natural despencar e diminuiu preocupações de que a falta de energia pode prejudicar a indústria e as famílias do continente. Hoje, foi divulgado que a produção industrial da Alemanha em agosto caiu 4,0% na comparação com julho, com os altos preços de energia tendo um papel nisso.
O outro grande impulsionador dos mercados foi o encaminhamento de um acordo no Congresso dos EUA que irá evitar que o país entre em default pela primeira vez na história. Resumidamente, o governo dos EUA está constantemente pagando juros para os detentores dos títulos de sua dívida pública, porém o dinheiro que existe no momento nos cofres do Tesouro Nacional só é suficiente para manter esses pagamentos em dia até o dia 18 de outubro. Frente a isso, os EUA precisam emitir uma nova dívida, levantando capital necessário para evitar que o país dê calote nos detentores de seus títulos. O problema é que há um teto anual para a aquisição de dívidas, e em 2021 ele foi alcançado já em agosto. Sendo assim, os democratas estão a semanas tentando aumentar esse teto da dívida. O que mudou ontem foi que o líder republicano no Senado, Mitch McConell, propôs uma suspensão temporária do limite até o início de dezembro. O acordo deve ser sancionado, acabando com uma longa disputa parlamentar que pesava sobre os mercados.
Agora, o foco dos investidores está totalmente voltado para o relatório mensal de criação de emprego nos EUA, divulgado amanhã e que ditará os rumos do mercado pelos próximos dias, já que ele sinalizará se a economia americana ainda está em recuperação ou se o ímpeto do crescimento já diminuiu.
Soja em alta
Nesta quinta-feira (7), os mercados futuros de soja operam em alta, impulsionados por um movimento de compras técnicas por parte de investidores. Contudo, cabe destacar que os ganhos são limitados pelo avanço da colheita nos EUA – na última segunda-feira (4), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) reportou uma taxa de colheita de 34%. Na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), os contratos de novembro/21 são negociados a 1.244,50 USD cents/bushel.
Milho em alta
Os futuros do milho operam em campo positivo, nesta quinta-feira (7). Na CBOT, os contratos futuros para dezembro/21 são negociados a US¢ 534,25/bu. Os preços futuros encontram apoio nos dados semanais de produção de etanol nos EUA – na semana encerrada no dia 01 de outubro, foram produzidos 978 mil barris por dia, 7% acima da semana anterior. Contudo, os ganhos seguem sendo limitados pela perspectiva de aumento da oferta, após rumores de maior rendimento da safra estadunidense do que inicialmente esperado.
Trigo em alta
Os futuros do trigo operam em alta, nesta quinta-feira (7). Na CBOT, os contratos para dezembro/21 são negociados a US¢ 751,25/bu. Apesar de fundamentos baixistas, como o aumento das exportações ucranianas e europeias, os preços futuros em Chicago encontram apoio no nível de oferta exportável ajustada na região do Mar Negro. Além disso, a desvalorização do dólar estadunidense também contribui com a tendência de alta.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. *em relação ao fechamento do dia anterior
evolução dos contratos futuros na cbot