Os dados do mercado de trabalho nos EUA continuam centrais nessa semana e movimentando as ações globais
Ontem, Wall Street fechou em baixa, após os dados semanais de seguro-desemprego terem ficado um pouco abaixo do esperado. Os novos pedidos ficaram em 207 mil, abaixo das expectativas em 210 mil, o que voltou a alimentar as preocupações de que o Fed possa promover mais um aumento dos juros.
As bolsas da Ásia fecharam a sexta-feira (dia 06) em alta, com exceção de Tóquio, enquanto o mercado chinês continuou fechado devido ao feriado da Semana Dourada, mas a cautela continuou presente, no aguardo de novos dados de emprego dos EUA e possíveis sinalizações quanto aos juros do país.
Na Europa os principais índices de ações começaram o último pregão da semana no campo positivo, também aguardando os dados do payroll dos EUA, que foram divulgados nesta manhã às 9:30 (horário de Brasília).
As novas vagas de emprego alcançaram 336 mil em setembro, muito acima da média das expectativas do mercado, em 160 mil. O número de agosto foi revisado para cima, passando de 187 mil para 227 mil. A taxa de desemprego norte-americana ficou em 3,8%, no intervalo das expectativas.
Logo após a divulgação, houve impactos na cotação do dólar tanto no mercado interno quanto no exterior, diante dos temores de que o Fed vai reforçar sua política contracionista, com novos aumentos dos juros norte-americanos.
Com isso, o clima de aversão ao risco e busca pela segurança deve ser reforçado, com impactos nos mercados de ações já abertos ou que ainda abrirão hoje.
A soja voltou a subir levemente nesta sexta-feira (dia 06), com o mercado avaliando as perspectivas de um balanço de oferta e demanda apertado nos EUA, mas com as perspectivas mundiais de produção consideravelmente acima do consumo.
Além disso, o grão também recebeu suporte do farelo e do óleo, que registraram ganhos.
Por outro lado, as preocupações com a política contracionista nos EUA aumentam a aversão ao risco, o que tende a pesar nas commodities em geral.
O milho oscilou em torno da estabilidade no pregão noturno desta sexta-feira (dia 06), terminando em leve baixa, com a pressão da colheita nos EUA mantendo os preços mais pressionados.
O produtor norte-americano estuda as melhores opções para comercialização o cereal, diante do cenário de preços menos favoráveis e da disponibilidade de custos da armazenagem.
O balanço norte-americano caminha para uma significativa recuperação dos estoques, num momento de preocupações pelo lado da demanda.
O trigo registrou baixa na última sessão noturna da semana, nesta sexta-feira (dia 06), numa consolidação, após os ganhos decorrentes das preocupações renovadas com o conflito no Mar Negro.
As tensões aumentaram após o relato de que um navio cargueiro atingiu uma mina marítima no Mar Negro, alimentando as preocupações com as exportações da região.
Destaca-se que o Ministério da Agricultura ucraniano indicou que o plantio de trigo de inverno vai diminuir no país, devido ao clima, enquanto há preocupações com a safra da Argentina e da Austrália, também afetadas pela falta de chuvas.
Contudo, o mercado monitora a disponibilidade de trigo russo (maior exportador mundial) a preços competitivos, mesmo em meio a preocupações com a oferta em outros players.





