Em clima de apetite ao risco, a segunda-feira (16/out) foi de alta nas principais bolsas pelo mundo conforme o mercado observa com atenção o movimento dos treasuries americanos em uma semana recheada de falas dos principais membros do Federal Reserve, nos EUA.
O comentário presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, ontem indicou uma expectativa de manutenção dos juros na banda de 5,25% a 5,5%. A fala contribuiu para uma abertura das curvas dos treasuries estadunidenses. Além disso, a temporada de balanços corporativos também exerce, até agora, pressão altista no primeiro pregão da semana.
As bolsas da Ásia acompanharam, nesta terça-feira, o movimento de Nova Iorque de ontem. O apetite ao risco de ontem pode refletir alguns alívios do mercado, principalmente no que se relaciona ao conflito no Oriente Médio. Ainda na agenda do conflito, espera-se a chegada do presidente dos EUA, Joe Biden, em Israel amanhã (18/out). O mercado deve estar atento às negociações envolvidas nesse movimento.
No Brasil, além do apetite ao risco intensificado pelo mercado internacional, o otimismo na bolsa brasileira se justifica pela notícia de recorde de produção da Petrobras.
Para hoje, os mercados operam com volatilidade na Europa e abrem em baixa em Nova Iorque enquanto o mercado espera novos dados de atividade para os EUA. No Brasil, o Ibovespa arrisca mais uma sessão de alta
As cotações de soja registraram leve alta na última sessão noturna. O movimento parece estar relacionado principalmente a novos dados relacionados à safra brasileira. Os dados sugerem um plantio relativamente mais lento do que as últimas safras, refletido por uma situação recente de chuvas mais irregulares nas principais regiões produtoras, conforme já vinha sendo acompanhado. Isso pode ter exercido pressão altista pelo lado da oferta apesar de dados mais animadores para a colheita dos EUA.
O milho operou em ligeira baixa ao longo da sessão conforme o mercado refletia os novos dados de Acompanhamento de Safra do USDA. O reporte não trouxe muitas novidades para a safra americana do grão. A colheita segue um ritmo levemente mais lento do que o esperado, mas o fato não parece ter influenciado um cenário baixista para a commodity. Ainda assim, é esperado que o mercado continue a repercutir o cenário descrito pelo relatório.
O trigo registrou ligeiras baixas ao longo do pregão conforme o mercado refletia sobre uma alta das exportações russas do cereal. Além disso, pelos novos dados do USDA, a safra de trigo parece caminhar com normalidade, apesar das secas nas regiões produtoras, o que exerceu uma pressão baixista nos contratos, uma vez que deixou o mercado mais otimista acerca da produção norte-americana. Ainda assim, a situação de seca na Ucrânia deixa o mercado atento a possíveis gargalos na produção mundial do cereal.





