Os futuros das ações subiram nessa terça-feira (dia 19) nos Estados Unidos, porém a um ritmo menor que o observado nos dias anteriores. Desta forma, o ritmo do mercado se mantém estável. O destaque do dia é para o preço do petróleo, que está sendo negociado perto da máxima das duas últimas semanas por preocupações com os acontecimentos no Mar Vermelho.
A decisão mais comentada no mercado internacional foi o comunicado do Banco Central do Japão, que sinalizou não ter pressa em remover as taxas de juros negativas (-0,10% como taxa de referência). O acontecimento impactou diferentemente os mercados monetário e acionário: por um lado, o iene japonês caiu 1,5% em relação ao dólar, e por outro, o índice de ações Nikkei subiu 1,4%. As outras bolsas de região de Ásia-Pacífico apresentaram resultados mistos, também desacelerando.
As bolsas europeias apresentaram igualmente resultados mistos. Com uma desaceleração dos seus mercados, a Zona do Euro aguarda os resultados da reunião do G7 que será realizada hoje. As ações que mais subiram na região foram relacionadas a produtos químicos e fertilizantes, enquanto as que apresentaram maior queda foram aquelas relacionadas as empresas de logística marítima, dado que algumas empresas estão evitando circular pelo Mar Vermelho.
Abrindo em alta, o índice Ibovespa futuro continua sendo alavancado pelo petróleo e o minério de ferro. No começo do dia, o Banco Central do Brasil divulgou a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), explicando a redução da taxa de juros de 12,25% para 11,75% feita na semana passada, e sinalizando que poderiam se esperar novos cortes na taxa Selic nas próximas reuniões.
Com recuo principalmente no grão, os preços do complexo da soja caíram.
Sobre a safra brasileira, novas estimativas do mercado indicam que aproximadamente 94% da superfície esperada esteja plantada, o que representa um aumento de 3 p.p. em relação à semana anterior.
O milho continua em trajetória de queda.
Nos Estados Unidos, o excesso de oferta está pesando sobre os preços. As inspeções para exportações de milho aumentaram 31% quando comparadas a uma semana antes. O México continua sendo o principal destino do cereal norte-americano, e as importações chinesas também aumentaram 12,3% comparadas ao ano passado.
Os preços do trigo igualmente continuam caindo.
Analistas russos atualizaram as estimativas para as exportações de trigo de país, que chegariam as 4 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 18% quando comparado ao mês anterior. Assim, o maior exportador mundial continua alavancando a oferta mundial.





