No cenário internacional, os investidores se mantêm em compasso de espera pela evolução do conflito entre Israel e Irã e pela “super quarta”. O mercado de moedas oscila entre margens estreitas enquanto investidores aguardam pelos desdobramentos do conflito militar entre Israel e Irã e pelas decisões de política monetária dos Bancos Centrais do Brasil e dos EUA na quarta-feira (18). Após o ataque surpresa de Israel ao Irã na madrugada da sexta-feira (13), os dois países permanecem em confronto direto, com Irã disparando dezenas de mísseis balísticos contra Israel e a força aérea israelense atacando infraestruturas militares no Irã. O conflito no Oriente Médio e as incertezas sobre as políticas monetárias dos EUA e Brasil tendem a diminuir o apetite global por riscos, o que, por sua vez, costuma enfraquecer o real. Para acompanhar com mais detalhes os assuntos que movimentam os mercados globais, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja operam no campo positivo na manhã desta segunda-feira (16), depois que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) divulgou, finalmente, as propostas de mistura de biocombustíveis para o país, as chamadas metas de RVOs, que devem aumentar a demanda pela de soja, como matéria-prima para a produção de biocombustíveis amplamente difundida nacionalmente.
Os preços do petróleo bruto iniciaram o dia em queda, após não se observarem novos prejuízos à infraestrutura de produção e escoamento de petróleo no Irã, o que aliviou os temores de uma possível interrupção do abastecimento da demanda mundial por petróleo bruto.
No mercado do milho, ao contrário do que ocorre para a soja, os preços operam com algumas perdas. Os futuros do cereal seguem pressionados pelas condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos, que contribuem para uma elevação da oferta local e da disponibilidade em atender, também, demandas no exterior.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho encerrou a última sexta-feira (13) com ganhos, enquanto o mercado alimentava uma expectativa de que as tensões no Oriente Médio pudessem impulsionar a demanda por etanol.
O movimento no mercado do trigo é semelhante ao que se observa para o milho na manhã desta segunda-feira (16), com os investidores aguardando o relatório semanal de acompanhamento das condições de safra dos Estados Unidos, que o USDA deve divulgar ao longo do dia de hoje. As expectativas são de que o relatório informe condições favoráveis, novamente, e que esse continue sendo fator de pressão sobre os futuros do cereal.





